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1 Coríntios 13

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Se eu falar as línguas dos homens, e dos Anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. 2E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer -todos os mistérios, e quanto se pode saber: E se tiver tôda a fé, até o ponto de transportar montes, e não tiver caridade, não sou nada. 3E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo: para ser queimado, se todavia não tiver caridade, nada disto me aproveita. 4A caridade é paciente, é benigna, a caridade não é invejosa, não obra temerária, nem precipitadamente, não se ensoberbece. 5Não é ambiciosa, não búsca os seus próprios interêsses, não se irrita, não suspeita mal. 6Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. 7Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. 8A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar as profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência. 9Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. 10Mas quando vier o que é perfeito, abolido será o que é em parte. 11Quando eu era menino, falava como menino, Julgava como menino, discorria como menino. Mas depois que eu cheguei a ser homem feito, dei de mão às coisas que eram de menino. 12Nós agora vemos a Deus como por um espelho em enigmas, mas então face a face. Agora conheço-o em parte, mas então hei de conhecê-lo, como eu mesmo sou também dele conhecido. 13Agora pois permanecem a Fé, a Esperança, a Caridade, estas três virtudes; porém, a maior delas é a Caridade.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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