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1 Coríntios 15

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Ponho-vos pois presente, irmãos, o Evangelho que vos preguei, o qual também vós recebestes, e nele ainda perseverais. 2Pelo qual é certo que sois salvos: Se todavia o conservais, como eu vo-lo preguei, salvo se em vão o crestes. 3Porque desde o princípio cu vos ensinei o mesmo que havia aprendido: Que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. 4E que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro dia segundo as mesmas Escrituras: 5E que foi visto por Cefas, e depois disto pelos onze. 6Depois foi visto por mais de quinhentos irmãos estando juntos: Dos quais ainda hoje em dia vivem muitos, e alguns são já mortos: 7Depois foi visto de Tiago, logo de todos os Apóstolos: 8E ultimamente, depois de todos os mais, foi também visto de mim, como dum abôrto. 9Porque eu sou o mínimo dos Apóstolos, que não sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. 10Mas pela graça de Deus, sou o que sou, e a sua graça não tem sido vã em mim; antes tenho trabalhado mais copiosamente que todos êles: Não eu contudo, mas a graça de Deus comigo. 11Porque seja eu, ou sejam êles: Assim vo-lo pregamos, e assim crestes. 12Es: se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns entre vós outros que não há ressurreição de mortos? 13Pois se não há ressurreição de mortos: Nem Cristo ressuscitou. 14E se Cristo não ressuscitou. é logo vã a nossa pregação, é também vã a vossa fé: 15E somos assim mesmo. convencidos por falsas testemunhas de Deus: Porque demos testemunho contra Deus, dizendo que ressuscitou a Cristo, ao qual não re seus-citou, se os mortos não ressuscitam. 16Porque se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, porque ainda permaneceis nos vossos pecados. 18Também por conseguinte os que dormiram. em Cristo, pereceram. 19Se nesta vida tão sòmente esperamos em Cristo, somos nós os mais infelizes de todos os homens. 20Mas agora ressuscitou Cristo dentre os mortos, sendo êle as primícias dos que dormem. 21Porque como a morte veio na verdade por um homem, também por um homem deve vir a ressurreição dos mortos. 22E assim como era Adão morrem todos, assim também todos serão vivificados em Cristo, 23mas cada um em sua ordem: as primícias foi Cristo: Depois os que são de Cristo, que creram na sua vinda. 24Depois será o fim: Quando tiver entregado o Reino a Deus e ao Padre, quando houver destruído todo o principado, e poder, e virtude. 25Porque é necessário que êle reine até que ponha todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. 26Ora, o último inimigo destruído será a morte: Porque tôdas as coisas sujeitou debaixo dos pés dêle. E quando diz: 27Tudo está sujeito a êle, excetua-se sem dúvida aquêle que lhe sujeitou a êle tôdas as coisas. 28E quando tudo lhe estiver sujeito: Então ainda o mesmo Filho estará sujeito. àquele que sujeitou a êle, tôdas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. 29De outra sorte, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Pois por que até se batizam por êles? 30Por que nos expomos também nós a perigos a tôda a hora? 31Cada dia, irmãos, morro pela vossa glória, a qual tenho em Jesus Cristo Senhor nosso. 32Se (como homem) eu batalhei com as feras em Efeso, que me aproveita isso, se não ressuscitam os mortos? comamos, e bebamos, porque amanhã morreremos. 33Não vos deixeis enganar: As rúins conversa-ções corrompem os bons costumes. 34Vigiai, justos, e não pequeis: Porque alguns não têm o conhecimento de Deus, para vergonha vossa o digo. 35Mas dirá algum: Como ressuscitarão os mortos? ou em que qualidade de corpo virão? 36Como és insipiente! O que tu semeias, não se vivifica, se primeiro não morre. 37E quando tu semeias, não semeias o corpo da planta que há de nascer, senão o mero grão, como, por exemplo, de trigo, ou de algum dos outros. 38Porém Deus lhe dá o corpo como lhe apraz: E a cada uma das sementes o seu próprio corpo. 39Nem tôda a carne é uma mesma-carne, mas uma certamente é a dos homens, e outra a dos animais, uma a das aves e outra a dos peixes. 40E corpos há celestiais, e corpos terrestres: Mas uma é por certo a glória dos celestiais, e outra a dos terrestres: 41Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua, e outra a claridade das estrêlas. E ainda há diferença de estrêla a estrêla na claridade: 42Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. 43Semeia-se em vileza, ressuscitará em glória: Semeia-se em fraqueza, ressuscitará em vigor: 44E semeado o corpo animal, ressuscitará o corpo espiritual. Se há corpo animal, também o há espiritual, assim como está escrito: 45Foi feito o primeiro homem Adão em alma vivente, o último Adão em espírito vivificante. 46Mas não primeiro o que é espiritual, senão o que é animal; depois o que é espiritual. 47O primeiro homem formado da terra, é terreno: O segundo homem, do Céu, celestial. 48Qual foi o terreno, tais são também os terrenos: e qual é o celestial, tais são também os celestiais.: 49Pelo que, assim como trouxemos a imagem do terreno, tragamos também a imagem do celestial. 50Mas digo isto, irmãos, que a carne e o sangue não podem possuir o reino de Deus: Nem a corrupção possuirá a incorruptibilidade. 51Eis-aqui vos digo um mistério: Todos certamente ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados. 52Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Porque uma trombeta soará, e os mortós ressuscitarão incorruptíveis: E nós outros seremos mudados. 53Porque importa que êste corpo corruptível se revista da incorruptibilidade: E que êste corpo mortal se revista da imortalidade. 54E quando êste corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 55Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?. 56Ora, o aguilhão da morte é o pecado: E'a fôrça do pecado é a lei. 57Porém graças a Deus, que nos deu a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. 58Portanto, meus amados irmãos, estai firmes, e constantes: Crescendo sempre na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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