Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

1 Macabeus 7

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1No ano cento e cinqüenta e um Demétrio, filho de Seieuco, saiu da cidade Ce Roma, e veio com alguns poucos homens para urna cidade marítima, e começou a reinar nela. 2E aconteceu que depois que êle entrou na casa, onde tinham reinado seus pais, o exército prendeu a Antíoco, e a Lisias, para os trazerem a Demétrio. 3E logo isto lhe veio à notícia: E disse: Não me obrigueis a ver-lhes as caras. 4Então o exército os matou a ambos. E Demétrio se assentou no trono do seu reino. 5E vieram ter com êle certos homens iníquos e ímpios de Israel: E entre êles Alei mo, seu chefe, que aspirava a ser pontífice. 6E êles acusaram o povo diante do rei, dizendo: Judas, e seus irmãos têm dado cabo de todos os teus amigos, e a nós mesmos nos lançou fora da nossa terra. 7Envia pois agora um homem, de quem te fies, para que vá, e veja todo o estrago que êle nos tem feito a nós, e às províncias do rei: E castigue a todos os seus amigos, e a todos os seus auxiliadores. 8E o rei escolheu dentre os seus amigos a Baquides, que tinha o govêrno das províncias de além do rio, um dos grandes do reino, e fiel ao rei: E o enviou 9a reconhecer o estrago que lhe tinha feito Judas: Até deu de mais a mais o pontificado ao ímpio Alcimo, e lhe ordenou que castigasse os filhos de Israel. 10Partiram êles pois, e vieram com um grande exército para a terra de Judá: E mandaram deputados, que falaram a Judas, e a seus irmãos, propondo-lhes condições de paz com intento de os enganar. 11Mas êles não deram ouvidos às suas palavras: Por verem que tinham vindo com um poderoso exército. 12E foi ver-se com Alcimo e Baquides o colégio dos escribas, a fim de lhes proporem o que fôsse justo. 13E os que entre os filhos de Israel se chamavam assideus, eram os primeiros dêste congresso, e êles queriam pedir-lhes a paz. 14Porque disseram: Um homem sacerdote da linhagem de Aarão, é o que vem ter conosco; êle não nos há-de enganar: 15E Alcimo lhes falou com tôdas as aparências de paz: E lhes jurou, dizendo: Nós não faremos mal algum nem a vós, nem aos vossos amigos. 16E eles o creram: Mas Alcimo fêz prender sessenta homens dêles, e os mandou matar. num mesmo dia, segundo esta palavra que está escrita: 17Êles fizeram cair os corpos dos teus Santos, e derramaram o seu sangue ao redor de Jerusalém, sem que houvesse quem os sepultasse. 18E apoderou-se de todo o povo um grande temor, e tremor: Porque disseram: Não há entre êles verdade, nem justiça: Porque êles quebraram a palavra que tinham dado, e o juramento que tinham feito. 19E Baquides abalou de Jerusalém, e foi acampar-se junto a Betzeca: E enviou a prender muitos daqueles que tinham deixado o seu partido, e matou alguns do povo, e os mandou deitar num grande poço. 20Depois disto, pôs tôda a província nas mãos de Alcimo, e deixou com êle um corpo de tropas pára O sustentarem. E Baquides voltou para o rei: 21E Alcimo fazia todos os esforços por se firmar no p: incipado do seu sacerdócio: 22E vieram ajuntar-se com êle todos os que perturbavam o seu povo, e se fizeram senhores do pais de Judá, e executaram grendes estragos em Israel. 23E viu Judas que todos os males, que 'Alcimo, e cs que com êle estavam, tinham feito aos filhos de Israel, crasn muito maiores do que tudo o que os gentios haviam obrado: 24E saiu por todos cs têrmos da Judéia em contôrno, e deu o merecido castigo aos descrtores do seu partido e assim cessaram dali em diante de fazer mais correrias pelo país. 25Mas Alcimo, como se desenganou que Judas, e a sua gente eram mais fortes: E experimentou que êle não podia resistir-lhes, e nesta conformidade tornou para o rei, e os acusou de muitos crimes. 26Então mandou o rei a Nicanor, um dos mais ilustres sen! ores da sua córte: O qual andava fomen-tando inimizades contra Israel: E lhe deu ordem que acabasse com êstc povo. 27Veio pois Nicanor a Jerusalém com um grande exército, e deputou quem fôsse ter com Judas, e com seus irmãos para tratar de paz com engano, 28dizendo: Não haja guerra entre mim e vós: Eu virei com uns poucos de homens a ver-vos pessoalmente, ea vos falar de paz. 29Depois veio êle buscar Judas, e uns, e outros se saularem amigávelmente: Mas os inimigos estavam preparados para levar Judas prêso. 30Judas, tanto que percebeu que Nicanor tinha vindo falar-lhe com dolosa tenção, logo se temeu dêle, e não quis mais ver-lhe o rosto. 31E conheceu Nicanor que estava descoberto o seu desígnio: E marchou contra Judas, para lhe dar batalha junto a Cafarsalama. 32Ii do exército de Nicanor ficaram mortos perto de cinco mil homens, e os mais fugiram para a cidade de Davi. 33E depois desta feita subiu Nicanor ao monte Sião: E saíram alguns dos sacerdotes do povo para o cumprimentar em espírito de paz, e mostrar-lhe os holocaustos, que sc ofereciam pelo rei. 34Mas êle os desprezou, fazendo zombaria dêles, e tratou-os como uns profanos: E falou-lhes com grande soberba. 35E jurou, metido em cólera, dizendo: Se se me não entregar às mãos Judas, e o seu exército, logo que eu sair vitorioso, queimarei êste templo. E saiu-se todo enfurecido: 36E entraram os sacerdotes, e se presentaram diante da face do altar e do templo: IE com as lágrimas nos olhos disseram: 37Yu, Senhor, escolheste esta casa para haver de nela ser invocado o teu nome, para que fôsse uma casa de oração e de deprecação para o teu povo: 38Faze reluzir a tua vingança contra êste homem, e contra o seu exército, e caiam as suas tropas debaixo do fio da espada: Lembra-te das suas blasfêmias, e não permitas que êles durem muito tempo sôbre a terra. 39E Nicanor saiu de Jerusalém, e foi. acampar-se junto a Betoron: E se lhe veio ajuntar oexército da Síria. 40E Judas se foi alojar junto de Adarsa com três mil homens: E fêz Judas a sua oração, e disse: 41Senhor, porquanto os que o rei Senaquerib tinha enviado, blasfemaram de ti, veio um anjo, e matou dêles cento e oitenta e cinco mi! homens: 42Extermina tu da mesma sorte hoje êste cxcr-cito diante de nós: E saibam os outros que êle falou mal contra o teu Santuário: E julga-o, segundo a sua malícia. 43Deram pois os exércitos a batalha no dia treze do mês de Adar: E o exército de Nicanor foi desfeito, e êle o primeiro que morreu no combate. 44E tanto que o seu exército viu que Nicanor era morto, largaram as suas armas, e deitaram a fugir. 45E foi a gente de Judas no seu alcance jornada de um dia desde Adazer até à entrada de Gazara, e tocaram as trombetas atrás dêles para todos o saberem. 46E saíram de todos os castelos da Judéia ao redor e os fustigavam rijamente, e os faziam voltar aos vencedores, que os mataram a todos à espada, e nem um só dêles absolutamente escapou. 47E fizeram prêsa nos seus despojos, e cortaram a cabeça a Nicanor, e a sua mão direita, que êle tinha estendido insolentemente, e as trouxeram, e penduraram à vista de Jerusalém. 48E alegrou-se muito o povo, e passaram aquêle dia: num grande regozijo. 49E ordenou-se que êste mesmo dia seria celebrado todos os anos, como festivo, a treze do mês de Adar. 50E o pais de Judá estêve em descanso por uns poucos de dia.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp