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1 Pedro 2

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Deixando poistôda a malícia e todo o engano, e fingimentos e-invejas, e tôda a sorte de detrações. 2Como meninos recém-nascidos, desejai o leite racional, sem dolo, para com êle crescerdes para a salvação. 3Se é que haveis gostado quão doce é o Senhor. 4Chegai-vos para êle, como para a pedra viva, que os homens tinham sim rejeitados, mas que Deus escolheu e honrou: 5Também sôbre ela vós mesmos, como pedras vivas, sêde edificados em casa espiritual, em sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, que sejam aceitos a Deus por Jesus Cristo. 6Por cuja causa se acha na Escritura: Eis-aí ponho eu em Sião a principal pedra do ângulo, escolhida, preciosa: E o que crer nela não será confundido. 7Ela é pois honra para vós, que credes: Mas para os incrédulos a pedra, que os edificantes rejeitaram, esta foi posta por cabeça do ângulo. 8E pedra de tropêço, e pedra de escândalo para os que tropeçam na palavra, e não crêem em quem igualmente foram postos. 9Mas vós sois a geração escolhida, o sacerdócio real, a gente santa, o povo de aquisição: Para que publiqueis as grandezas daquele que das trevas vos chamou à sua maravilhosa luz. 10Vós, que noutro tempo éreis não povo, mas agora sois povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora haveis alcançado misericórdia. 11Caríssimos, eu vos rogo como a estrangeiros e peregrinos, que vos abstenhais dos desejos carnais, que combatem contra a alma. 12Tendo boa conversação entre os gentios: Para que assim como agora murmuram de vós, como de malfeitores, considerando-vos por vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da sua visita. 13Submetei-vos pois a tôda a humana criatura, por amor de Deus: Quer seja ao rei, como a soberano: 14Quer aos governadores, como enviados por êle para tomar vingança dos malfeitores, e para louvor dos bons. 15Porque assim é a vontade de Deus, que obrando bem façais emudecer a ignorância dos homens imprudentes: 16Como livres, e não tendo a liberdade como véu para encobrir a malícia, mas como servos de Deus. 17Honrai a todos: Amai a irmandade: 'Temei a Deus: Respeitai ao rei. 18Servos, sêde obedientes aos vossos senhores com todo o temor, não somente aos bons e moderados, mas também aos de dura condição. 19Porque isto é uma graça, se algum pelo conhecimento do que deve a Deus sofre moléstias, padecendo injustamente. 20Porque que glória é se, pecando vós, tendes sofrimento ainda sendo esbofeteados? Mas se fazendo bem, sofreis com paciência: Isto é que é agradável diante de Deus. 21Porque para isto é que vós fóstes chamados: Pôsto que Cristo padeceu também por nós, deixando-vos exemplo para que sigais as suas pisadas: 22O qual não cometeu pecado, nem foi achado engano na sua bôca: 23O qual, quando o amaldiçoavam, não amaldiçoava: Padecendo, não ameaçava: Mas se entregava àquele que o julgava injustamente: 24O qual foi o mesmo que tevou os nossos pecados em seu corpo sôbre o madeiro: Para que mortos aos pecados, vivamos à justiça: Por cujas chagas fóstes vós sarados. 25Porque vós éreis como ovelhas desgarradas, mas agora vos haveis convertido ao Pastor e Bispo das vossas almas.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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