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1 Reis 1

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 1 Samuel

1Houve um homem eira teu de Ramataim Sofim do monte de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroboão, filho de Eliu, filho de Tou, filho de Suf: 2E teve duas mulheres, uma por nome Ana, e outra por nome Fenena, E Fenena tinha filhos: Ana porém não os tinha. 3E êste homem nos dias determinados subia da sua cidade a Silo a adorar, e a oferecer sacrifícios ao Senhor dos exércitos. E assistiam ali dois filhos de Heli, Ofni e Finéias, sacerdotes do Senhor. 4Veio pois. um dia, e Elcana ofereceu o seu sacrifício, e deu a Fenena sua mulher, e a todos seus filhos e filhas seus quinhões. 5A Ana porém com tristeza deu só um quinhão, porque amava a Ana. Mas o Senhor a tinha feito estéril. 6Afligia-a também sua rival, e a atormentava excessivamente, ao ponto de lhe lançar em rosto, que o Senhor a tinha feito estéril: 7E assim o fazia todos os anos, quando chegava o tempo de irem ao templo do Senhor: e deste modo a insultava: Mas Ana se punha a chorar, e não comia. 8Disse-lhe pois Elcana, seu marido: Ana, por que choras? e por que não comes? e por que se aflige o teu coração? acaso não sou eu melhor para ti, do que dez filhos? 9Ana porém se levantou depois de ter comido e bebido em Silo. E estando o pontífice Heli assentado na sua cadeira à porta do templo do Senhor, 10Ana, com o coração cheio de amargura, orou ao Senhor derramando copiosas lágrimas, 11e fêz um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se tu te dignares de olhar para a aflição da tua serva, e se te lembrares de mim, se te não esqueceres da tua serva, e se deres à tua escrava um filho varão: eu to oferecerei por todos os dias da sua vida, e não passará navalha pela sua cabeça. 12Aconteceu pois que repetindo ela as preces na presença do Senhor que observasse Heli o movimento dos seus beiços. 13Ana porém falava no seu coração, e só se moviam os seus beiços, e não se lhe percebia palavra alguma. Julgou pois Heli que ela estava bêbada, 14e disse-lhe: Até quando estarás tu bêbada? Coze um pouco o vinho, de que estás bêbada. 15Ana respondendo, disse: Não é assim, meu Senhor, porque cu sou uma mulher por extremo desgraçada, e não bebi vinho, nem outra alguma coisa que possa embebedar, mas dilatei a minha alma na presença do Senhor. 16Não reputes a tua escrava como uma das filhas de Belial: e porque pelo excesso da minha dor, e da minha aflição, é que falei até agora. 17Então lhe disse Heli: Vai em paz: e o Deus de Israel te conceda a suplica, que lhe fizeste. 18E ela lhe respondeu: Praza a Deus que a tua escrava ache graça aos teus olhos. E a mulher se foi seu caminho, e comeu, e o seu semblante não se lhe mudou mais. 19E levantaram-se de manhã, e adoraram ao Senhor e voltaram, e chegaram a sua casa em Ramata. E Elcana conheceu a sua mulher Ana: e o Senhor se lembrou dela. 20E sucedeu que passado o círculo dos dias, concebeu Ana, e pariu um filho, a quem pôs o‘nome de Samuel porque o tinha pedido ao Senhor. 21Subiu pois Elcana, seu marido, e tôda a sua família a imolar ao Senhor a hóstia solene, e a cumprir seu voto, 22e Ana não foi: porque disse a seu marido: Eu não irei, menos que o menino não seja desmamado, para o levar a fim de aparecer na presença do Senhor, e para ficar para sempre. 23E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem parecer, e fica até o desmamares: e eu rogo ao Senhor, que cumpra a sua palavra. Ficou pois Ana, e deu leite a seu filho, até que o desmamou. 24E depois de o ter desmamado, o levou consigo, e três novilhos, e três alqueires de farinha, e um cântaro de vinho, e o trouxe a Silo à casa do Senhor. O menino porém era ainda muito criança: 25E sacrificaram um novilho e apresentaram o menino a Heli. 26E Ana disse: Rogo-te, senhor meu, por tua vida, senhor: eu sou aquela mulher, que estive aqui em tua presença orando ao Senhor. 27Eu lhe pedi que me desse êste menino, e o Senhor me concedeu a petição, que eu lhe fiz. 28Portanto eu o entrego também ao Senhor por tôda a vida que o Senhor fôr servido conceder-lhe: E adoraram ali ao Senhor. E Ana orou, e disse:

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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