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2 Paralipômenos 16

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Crônicas

1No ano trigésimo sexto do seu reinado, veio Baasa rei de Israel a Judá, e fortificava Rama com um muro à roda, para que nenhum do reino de Asa pudesse seguramente sair nem entrar. 2Tirou pois Asa o ouro e a prata dos tesouros da casa do Senhor, e dos tesouros do rei, remeteu-os a Benadad rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo: 3Há uma aliança: entre mim e ti, meu pai também e o teu conservaram concórdia entre si: Por esta razão te mandei prata e ouro, para que, rôta a aliança, que tens com Baasa rei de Israel, o obrigues a retirar-se de meus Estados. 4Sabido o que, Benadad despediu os generais dos seus exércitos contra as cidades de Israel: Os quais destruíram Aion, e Dan, e Abelmaim, e a tôdas as cidades muradas de Neftali. 5O que tendo ouvido Baasa, cessou de edificar a Rama, e não prosseguiu na sua obra. 6Mas o rei Asa pegou em tôda a gente de Judá, e fêz tirar de Rama as pedras, e a madeira, que Baasa tinha preparado para a edificar, e com elas reparou Gabaa, e Masfa. 7Naquele tempo veio ter o profeta Hanani com Asa rei de Judá, e lhe disse: Porque te confiaste no rei da Síria, e não no Senhor teu Deus, por isso o exército do rei da Síria escapou das tuas mãos. 8Acaso não eram os etíopes e os líbios muito mais em número em carroças, e em cavalaria, e numa multidão imensa: Aos quais, quando tu confiaste no Senhor, êle os entregou nas tuas mãos? 9Porque os olhos do Senhor contemplam tôda a terra, e inspiram fôrça aos que confiam nele com um coração perfeito. Tu pois obraste loucamente, e por isso mesmo desde agora estão a levantar-se guerras contra ti. 10E Asa, irado contra o Vidente, mandou que o metessem no cepo: Porque se tinha irritado muito por esta causa: E nesta ocasião mandou êle matar muitos do povo. 11Quanto às ações de Asa, desde as primeiras até às últimas, elas estão escritas no livro dos reis de Judá e de Israel. 12Caiu depois Asa doente no ano trinta e nove do seu reinado, de uma veementíssima dor nos pés, e nem na sua enfermidade êle recorreu ao Senhor, mas antes pôs a sua confiança na ciência dos médicos. 13E adormeceu com seus pais: E morreu no ano quarenta e um do seu reinado. 14E sepultaram-no no seu sepulcro que êle tinha mandado fazer para si na cidade de Davi: E puseram-no sôbre o seu leito todo cheio de aromas e de unguentos meretrícios, que tinham sido compostos pela arte dos perfumadores, e os queimaram sôbre êle com extraordinária pompa.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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