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2 Paralipômenos 20

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Crônicas

1Depois disto se ajuntaram os filhos de Moab, e os filhos de Amon, e com eles dos amonitas, contra Josafat para lhe fazerem guerra. 2E vieram mensageiros, e avisaram a Josafat, dizendo: Eis-aí vem contra ti uma grande multidão daqueles lugares, que estão da banda de além do mar, e da Síria e estão acampados em Asasontamar, que é Engadi. 3E Josafat, passado de medo, se aplicou inteiramente a rogar ao Senhor, e fêz publicar um jejum em todo o Judá. 4E Judá se ajuntou para implorar o Senhor: E até todos saíram das suas cidades, para lhe fazerem rogativas. 5E pondo-se em pé Josafat no meio da congregação de Judá, e de Jerusalém, na casa do Senhor, diante do átrio novo, 6disse: Senhor Deus de nossos pais, tu és o Deus do céu, e tu dominas sôbre todos os reinos das nações, na tua mão está a fortaleza e o poder, e ninguém te pode resistir. 7Acaso tu, ó nosso Deus, não deste cabo de todos os habitantes desta terra na presença do teu povo de Israel, e a deste para sempre à posteridade de Abraão teu amigo? 8E habitaram nela, e nela fizeram um santuário ao teu nome, dizendo: 9Se vierem sôbre nós os males, a espada do juízo, a peste, e a fome, nós nos apresentaremos diante de ti nesta casa, onde o teu nome foi invocado: E nós clamaremos para ti em nossas aflições, e tu nos ouvirás, e nos salvarás. 10Agora pois vê, que os filhos de Amon, e de Moab, e os montanheses de Seir, pelas terras dos quais não permitiste a Israel que passasse quando êles saíram do Egito, mas se desviaram deles, e os não mataram: 11Êles o fazem pelo contrário, e pretendem lançar-nos fora da posse, que tu nos deste. 12Deus nosso, logo não julgarás estes? Em nós certamente não há tantas forças, que possamos resistir a esta multidão, que vem sôbre nós. Mas como não sabemos o que devemos fazer, por isso não nos fica outro recurso mais, que voltar para ti os nossos olhos. 13E todo o Judá estava em pé diante do Senhor, com as suas crianças, e mulheres, e filhos. 14Achava-se ali também Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Banaias, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita da família de Asaf, sôbre o qual desceu o Espírito do Senhor no meio da turba, 15e disse: Ouvi todos vós, povo de Judá, e vós os que habitais em Jerusalém, e também tu, ó rei Josafat: Eis-aqui o que vos diz o Senhor: Não vos assusteis, nem tenhais mêdo desta multidão; porque não é vossa a peleja mas sim de Deus. 16Amanhã ireis vós contra eles: Porque eles hão de subir pela encosta do monte chamado Sis, e vós os achareis na extremidade da torrente, que olha defronte do deserto de Jcruel. 17Não sereis vós os que combatereis: Mas somente tende confiança, e vereis o socorro do Senhor sôbre vós, ó Judá, e ó Jerusalém: Não vos assusteis nem tenhais mêdo: Vós marçhareis amanhã contra êles, e o Senhor será convosco. 18Então Josafat, e o povo de Judá, e todos os moradores cie Jerusalém se prostraram por terra diante do Senhor, e o adoraram. 19E os levitas da família de Caat, e da de Coré cantaram os louvores do Senhor Deus de Israel em alta voz, até ao céu. 20E levantando-se pela manhã, marcharam pelo deserto de Técua: Tanto que se puseram em caminho, estando em pé Josafat no meio deles, disse: Ouvi-me, homens de Judá, e todos os habitantes de Jerusalém: Ponde a vossa confiança no Senhor vosso Deus, e nada tereis a temer: Crede os seus profetas, e tudo vos sairá bem. 21E deu estes conselhos ao povo, e estabeleceu os cantores do Senhor, para o louvarem por suas turmas, e para marcharem adiante do exército, e dizerem a uma voz: Louvai o. Senhor, porque a sua misericórdia é eterna. 22E tendo eles começado a cantar os louvores, o Senhor revirou as ciladas dos inimigos contra si mesmos, isto é, os desígnios dos filhos de Amon, e de Moab, e dos montanheses de Seir, os quais saíram a pelejar contra Judá, e foram desbaratados. 23Porque os filhos de Amon, e de Moab se puseram a combater os moradores do monte Seir, com o fim de os matar e acabar: E tendo-o assim executado, voltando as armas contra si mesmos, uns a outros se deram cabo às cutiladas. 24Tendo pois chegado o exército de Judá ao alto, que olha para o deserto, viu de longe que tôda aquela dilatada campina estava juncada de corpos mortos, e que não tinha ficado um só que pudesse escapar à morte. 25Veio pois Josafat, e tôda a sua gente com êle para tirar os despojos dos mortos: E acharam entre os cadáveres tôda a casta de mobília, e vestidos, e vasos preciosíssimos, que eles tomaram, de modo que não puderam levar tudo, nem tirar em três dias os despojos de grande que foi a presa. 26E ao quarto dia eles se ajuntaram no Vale da Bênção: Porque como ali tinham êles louvado o Senhor, chamaram a êste lugar o Vale da Bênção até o presente dia. 27Depois todo o Judá, e os habitantes de Jerusalém e Josafat à frente dêles se voltaram para Jerusalém com grande alegria, porque o Senhor os tinha feito triunfar de seus inimigos. 28E entraram em Jerusalém no templo do Senhor ao som de saltérios, e cítaras, e de trombetas. 29E o terror do Senhor caiu de repente sôbre todos os reinos da terra, depois que ouviram que o Senhor tinha pelejado contra os inimigos de Israel. 30E o reino de Josafat ficou quieto, e Deus lhe deu paz pelo contorno. 31Reinou pois Josafat sôbre Judá e tinha trinta e cinco anos quando começou a reinar: E reinou vinte e cinco anos em Jerusalém, e sua mãe chamava-se Azuba filha de Selai. 32E êle andou nos caminhos de seu pai Asa, e não se afastou deles fazendo o que era agradável aos olhos do Senhor. 33Não destruiu contudo os altos, e o povo não tinha ainda convertido o seu coração para o Senhor Deus de seus pais. 34O resto porém das ações de Josafat, assim primeiras como últimas, estão escritas na história de Jeú filho de Hanani, que as inseriu nos livros dos Reis d: Israel. 35Depois disto travou Josafat rei de Judá amizade com Ocosias rei de Israel, cujas obras foram im-piíssimas. 36E conveio com êle que equipassem navios que fôssem a Tarsis: E construíram uma armada em Asiongaber. 37Porém Eliezer filho de Dodau de Maresa profetizou a Josafat, dizendo: Pois que tu fizeste aliança com Ocosias, destruiu o Senhor as tua obras, e despedaçaram-se as tuas naus, e não puderam ir a Tarsis.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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