2 Paralipômenos 26
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Crônicas
1Todo o povo de Judá constituiu rei a seu filho Ozias em idade de dezesseis anos, em lugar de Amasias seu pai. 2E reedificou a Ailat, e a restituiu ao domínio de Judá depois que o rei adormeceu com seus pais. 3Tinha Ozias dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém; sua mãe chamava-se Jequelia de Jerusalém. 4E êle fêz o que era reto aos olhos do Senhor conforme tudo o que tinha feito Amasias seu pai, 5E buscou o Senhor enquanto viveu Zacarias homem inteligente e profeta de Deus: E como êle buscava o Senhor, o Senhor o dirigiu em tudo. 6Enfim êle se pôs em campanha, e fêz guerra aos filisteus e destruiu os muros de Get, e os muros de Jab-nia, e os muros de Azoto: Edificou também praças fortes em Azoto, e nas terras dos filisteus. 7E Deus o ajudou contra os filisteus, e contra os árabes, que habitavam em Gurbaal, e contra os amonitas. 8E os amonitas pagavam tributos a Ozias: E a sua reputação se difundiu até o Egito por causa das suas frequentes vitórias. 9E levantou Ozias torres em Jerusalém sôbre a porta do ângulo, e sôbre a porta do vale, e outras mais no mesmo lanço do muro, e fortificou-as. 10Edificou também torres no deserto, e mandou abrir muitas cisternas, porque tinha muito gado, assim nos campos, como pelo vasto ermo: Tinha também vinhas e vinhateiros nos montes, e no Carmelo: Porque era homem afeiçoado à agricultura. 11E o exército dos seus guerreiros, que saíam â campanha estava debaixo do mando de Jeiel secretário, e de Maasias doutor da lei, e debaixo do mando de Hananias, que era um dos generais do rei. 12E todo o número dos príncipes das famílias dos homens de valor, montava a dois mil e seiscentos. 13E estava debaixo das suas ordens o exército, que era de trezentos e sete mil e quinhentos soldados: Os quais eram gente guerreira, e pelejavam pelo rei contra os inimigos. 14E Ozias os proveu, isto é, a todo o exército, de escudos, e de lanças, e de capacetes, e de couraças, e de arcos, e de fundas para atirar pedras. 15E mandou fazer em Jerusalém tôda a casta de máquinas, as quais mandou pôr nas torres, e nos cantos das muralhas, para se arrojarem flechas, e grossas pedras: E a fama do seu nome voou até muito longe, porque o Senhor o auxiliava, e o fortalecia. 16Mas tendo chegado a tanto poder, o seu coração se elevou de soberba para ruína sua: E desprezou o Senhor seu Deus: E tendo entrado no templo do Senhor, quis oferecer incenso sôbre o Altar dos perfumes. 17E entrou logo após êle o pontífice Azarias, e com êle oitenta sacerdotes do Senhor, homens da maior firmeza, 18e se opuseram ao rei, e disseram: A ti, Ozias, não é que pertence o queimar incenso ao Senhor, mas aos sacerdotes, isto é, aos filhos de Aarão, que foram consagrados para este ministério: Sai do santuário, não queiras fazer este desprezo: Porque esta ação não te será reputada em glória pelo Senhor Deus. 19E Ozias irado, tendo na mão o turíbulo para oferecer incenso, ameaçou os sacerdotes. E no mesmo ponto lhe nasceu lepra na testa em presença dos sacerdotes, no templo do Senhor, junto do altar dos perfumes. 20E como o pontífice Azarias, e todos os outros sacerdotes pusessem nele os olhos, viram a lepra na sua testa, e sem mais detença o lançaram fora. E êle mesmo passado de mêdo, deu pressa a sair, porque logo sentiu a praga com que o Senhor o tinha ferido. 21O rei Ozias pois foi leproso até o dia da sua morte, e morou numa casa separada, cheio de lepra, por amor da qual tinha sido lançado fora da casa do Senhor. Joatão seu filho governava a casa do rei, e fazia justiça ao povo da terra. 22O resto das ações de Ozias assim das primeiras como das últimas foi escrito pelo profeta Isaías, filho de Amós. 23E Ozias adormeceu com seus pais, e foi enterrado no campo dos sepulcros dos reis, porque era leproso: E em seu lugar reinou seu filho Joatão.