2 Paralipômenos 6
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Crônicas
1Então disse. Salomão: O Senhor tinha prometido que êle habitaria num nevoeiro: 2Eu porém edifiquei uma casa ao seu nome, para que habitasse nela para sempre. 3E o rei voltou o seu rosto, e abendiçoou todo o ajuntamento de Israel (porque tôda a multidão estava em pé atenta) e disse: 4Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que cumpriu o que prometeu a Davi meu pai, dizendo: 5Desde o dia em que eu fiz sair o meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma entre tôdas as tribos de Israel, para nela se levantar uma casa ao meu nome: Nem escolhi algum outro homem, para ser o condutor do meu povo de Israel, 6mas escolhi a Jerusalém, para nela se honrar o meu nome, e escolhi a Davi, para o constituir sôbre o meu povo de Israel. 7E havendo meu pai Davi feito o propósito de edificar uma casa ao nome do Senhor Deus de Israel, 8o Senhor lhe disse: Já que tu tiveste vontade de levantar uma casa ao meu nome, certamente fizeste bem em tomar esta resolução: 9Mas não serás tu o que edifiques a casa, porém teu filho, que sairá de tuas entranhas, êsse edificará casa ao meu nome, 10Assim tem cumprido o Senhor a sua palavra, que tinha dito: E eu sucedi a Davi meu pai: E me assentei sôbre o trono de Israel, como o Senhor o tinha dito: E eu edifiquei uma casa ao nome do Senhor Deus de Israel. 11E nela pus a Arca, na qual está o pacto, que O Senhor fêz com os filhos de Israel. 12Conservou-se pois Salomão em pé diante do altar do Senhor defronte de todo o ajuntamento de Israel, e estendeu as suas mãos. 13Porque Salomão tinha feito uma base de bronze de cinco côvados de comprido, e outros tantos de largo, e três de alto, que tinha colocado no meio do átrio: E pôs-se em pé sôbre ela: E depois pôsto de joelhos, com o rosto virado para tôda a multidão de Israel, e as. mãos levantadas ao céu, 14disse: Senhor Deus de Israel, não há Deus semelhante a ti nem no céu, nem na terra: A ti que observas o pacto e a misericórdia com os teus servos, que: andam diante de ti de todo o seu coração: 15Que cumpriste a teu servo Davi meu pai tudo o que lhe disseste: E que com efeito cumpriste as promessas que fizeste por tua bôca, assim como agora se verifica. 16Cumpre pois agora, Senhor Deus de Israel, a favor de Davi meu pai, e teu servo, tudo o que tu lhe prometeste, dizendo: Não faltará de ti varão diante de mim, que se assente sôbre o trono de Israel: Mas debaixo de condição de que teus filhos guardem os seus caminhos, e andem segundo a minha lei, assim como tu também andaste na minha presença. 17E presentemente, Senhor Deus de Israel, confirme-se a tua palavra, que deste a teu servo Davi. 18É pois crível que habite Deus com os homens sôbre a terra? Se o céu e os céus dos céus te não podem conter, quanto menos esta casa, que eu edifiquei? 19Mas ela foi somente feita a fim de atenderes à oração de teu servo, e às suas suplicas. Senhor meu Deus: E a fim de ouvires as rogativas, que o teu servo faz na tua presença: 20Para de dia e de noite teres os teus olhos abertos sôbre esta casa, sôbre o lugar no qual tu prometeste que se invocaria o teu Nome, 21e que escutarias a oração, que o teu servo nêle te faz: E ouvirias as súplicas do teu servo e as do teu povo de Israel. Ouve, Senhor, da tua morada, que é o Céu, todos os que neste lugar orarem, e sê propício. 22Se alguém pecar contra seu próximo, e se apresentar para dar juramento contra êle, e se ligar com alguma maldição diante do teu altar nesta casa: 23Tu ouvirás do céu, e farás justiça aos teus ser-vos, de maneira que faças recair a perfídia do culpado sôbre a sua cabeça, e vingues o justo, retribuindo-lhe segundo a sua justiça. 24Se o teu povo de Israel fôr vencido dos seus inimigos (porque pecou contra ti) e convertidos fizerem penitência, e invocarem o teu Nome, e vierem suplicar neste lugar, 25tu os ouvirás do céu, e perdoarás o seu pecado ao teu povo de Israel, e os restituirás à terra, que lhes deste, a eles, e a seus pais. 26Se fechado o céu, a chuva não cair por causa dos pecados do povo, e eles te rogarem neste lugar, e dando glória ao teu Nome, e convertendo-se, e fazendo penitência dos seus pecados, quando os afligires, 27ouve-os lá do céu, Senhor, e perdoa os pecados dos teus servos e do teu povo de Israel, e ensina-lhes o bom caminho, por onde andem: E derrama a chuva sobre a terra, que tu deste ao teu povo para possuir. 28Se sobrevier á terra fome ou peste, mela, ou corrupção do ar, e alguma praga de gafanhotos, ou de pulgão, ou os inimigos, depois de destruídos os campos, sitiarem as portas da cidade, e se tôda a casta de males e de doenças a oprimir: 29Se algum do teu povo de Israel, considerando a sua praga, e doença te suplicar, e levantar as suas mãos para ti nesta casa, 30tu o ouvirás do céu, certamente desde a tua sublime morada, e serás propício, e darás a cada um conforme as suas obras, que conheces que êle tem no seu coração: (Pois que só tu conheces os corações dos filhos dos homens). 31Para que êles te temam, e para que andem pelos teus caminhos todos os dias que viverem sôbre a face da terra, que deste a nossos pais. 32Se mesmo um estrangeiro, que não fôr do teu povo de Israel, vier dum país remoto, atraído da fama do teu grande Nome, e da tua fortaleza, e do poder do teu braço estendido, e te adorar neste lugar, 33tu o ouvirás do céu, tua firmíssima habitação, e concederás tôdas as coisas, pelas quais aquele peregrino te invocar: Para que todos os povos da terra saibam o teu Nome, e te temam, como o teu povo de Israel: E reconheçam que o teu nome foi invocado nesta casa, que eu edifiquei. 34Se o teu povo sair a campanha contra os seus inimigos pelo caminho, pelo qual tu os tiveres mandado, te adorarem com a face virada para o caminho, onde está situada esta cidade, que tu escolheste e a casa que eu edifiquei ao teu Nome: 35Tu ouvirás do céu as suas orações, e as suas suplicas, e os vingarás. 36Se eles porém pecarem contra ti, (porque não há homem que não peque) e tu te irares contra eles, e os entregares aos inimigos, e estes os levarem cativos para um país remoto, ou talvez para mais vizinho, 37e eles convertendo-se do seu coração na terra, para onde foram levados cativos, fizerem penitência, e recorrerem a ti na terra do seu cativeiro, dizendo: Nós pecamos, nós cometemos a iniquidade: Nós obramos injustamente: 38E se voltarem para ti de todo o seu coração, e de tôda a sua alma, no país do seu cativeiro, a que foram levados, te adorarem virados para o caminho da sua terra, que deste a seus pais, e da cidade que escolheste, e do templo, que eu edifiquei ao teu nome: 39Tu ouvirás do céu, isto é, da tua firme morada as suas rogativas, e farás justiça, e perdoarás ao teu povo, ainda que pecador: 40Porque tu és o meu Deus: Abram-se, te peço, os teus olhos, e estejam atentos os teus ouvidos à oração que se fizer neste lugar. 41Levanta-te pois agora, Senhor Deus, e vem para o teu descanso, tu e a arca da tua fortaleza: Os teus sacerdotes, Senhor Deus, sejam revestidos da salvação, e os teus santos se alegrem em os bens. 42Senhor Deus, não apartes o rosto do teu Cristo: Lembra-te das misericórdias, que usaste com teu servo Davi.