2 Pedro 2
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Houve porém no povo até falsos profetas, assim como também haverá entre vós falsos doutores, que intro-duzirão seitas de perdição, e negarão aquele Senhor que os resgatou, trazendo sôbre si mesmos apressada ruína. 2E muitos seguirão as suas dissoluções, por quem será blasfemado o caminho da verdade. 3E por avareza com palavras fingidas farão de vós-outros uma espécie de negócio: Cuja condenação já de longo tempo não tarda: E a perdição dêles não dormita. 4E se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas tirados pelos calabres do inferno, os precipitou no abismo, para serem atormentados, e tidos como de reserva até o juízo. 5E se ao mundo original não perdoou, mas guardou a Noé, oitavo pregoeiro da sua justiça, trazendo o dilúvio sôbre um mundo de ímpios. 6E se êle castigou com uma total ruina as cidades de Sodoma: e de Gomorra, reduzindo-as a: cinzas: Pondo-as por escarmento daqueles que vivessem em impiedade. 7E livrou ao justo Ló oprimido das injúrias daqueles abômináveis, e da sua vida relaxada 8Porque de vista, e pela nomeada era justo: Habitando entre aqueles que todos os dias atormentavam uma alma justa com obras detestaveis. 9O Senhor sabe livrar da tentação aos justos: E reservar aos maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados. 10E principalmente aqueles que, seguindo a carne, andam em desejos impuros, e desprezam a dominação; atrevidos, pagos de si mesmos, não temem introduzir novas seitas, blasfemando: 11Sendo assim que os Anjos, que são maiores em fortaleza, e em virtude, não pronunciam contra si juízo de execração. 12Mas êstes, como animais sem razão, naturalmente feitos para prêsa e para perdição, blasfemando das coisas que ignoram, perecerão na sua corrupção, 13recebendo a paga da sua injustiça, reputando por prazer as delícias do dia: Que são contaminações e manchas, entregando-se com excesso aos prazeres, mostrando a sua dissolução nos banquetes que celebram convosco. 14Tendo os olhos cheios de adultério; e de um continuo pecado: Atraindo com afagos as almas inconstantes, tendo um coração exercitado em avareza, como filhos da maldição: 15Que deixando o caminho direito, se extraviaram, seguindo o caminho de Balaão, filho de Bosor, que amou o prêmio da maldade: 16Mas teve a repreensão da sua loucura: Um animal mudo, em que ia montado, falando com voz de homem, refreou a insipiência do Profeta. 17Estes são umas fontes sem água, e umas névoas agitadas de turbilhões, para os quais está reservada a obscuridade das trevas. 18Porque falando palavras arrogantes de vaidade, atraem aos desejos impuros da carne aos que pouco antes haviam fugido dos que vivem em êrro: 19Prometendo-lhes a liberdade, quando êles mesmos são escravos da corrupção: Porque todo o que é vencido, é também escravo daquele que o venceu. 20Porque se depois de se terem retirado das cor-rupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador, se deixam delas vencer, enredan-do-se de novo: E” o seu último estado pior do que o primeiro. 21Porque melhor lhes era não ter conhecido o caminho da justiça, do que depois de o ter conhecido tornar para trás, deixando aquele mandamento santo, que lhes fôra dado. 22Porque lhes sucedeu o que diz aquele verdadeiro provérbio: Voltou o cão ao que havia vomitado: E a porca lavada tornou a revolver-se no lamaçal.