4 Reis 7
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Reis
1E Eliseu lhe respondeu: Ouvi a palavra do Senhor: Eis-aqui o que diz o Senhor: Amanhã a esta hora dar-se-á um módio de pura farinha, por um estáter, e se darão módios de cevada, por um estáter na porta de Samaria. 2Respondendo um dos grandes, a cujo braço estava o rei encostado, ao homem de Deus, disse: Ainda quando o Senhor faça chover víveres do céu, poderá acaso ser o que tu dizes? Êle lhe disse: Tu o verás com os teus olhos, e não comerás daí. 3Estavam pois quatro homens leprosos à entrada da porta: Os quais disseram entre si: Para que estamos nós aqui até morrermos? 4Se quisermos entrar na cidade, morreremos de fome: Se ficarmos aqui, morreremos também: Vamo-nos pois, e passemo-nos para o campo dos siros. Se êles se compadecerem de nós, viveremos, e se nos quiserem matar, sem dúvida morreremos. 5Partiram pois à tarde, para darem consigo no campo dos siros. E tendo chegado à entrada do campo dos siros, não acharam ali ninguém. 6Porque o Senhor tinha feito ouvir no campo dos siros um estrondo de carroças, e de cavalos, e de um exército muito numeroso: E os siros disseram entre si: Sem dúvida cjue o rei de Israel fêz assoldadar contra nós os reis dos heteus, e dos egípcios, e ei-los aí vêm sobre nós. 7Abalaram pois, e fugiram de noite, e deixaram no campo as suas tendas, e os seus cavalos, e jumentos, e fugiram cuidando somente de salvar as suas vidas. 8Tendo pois chegado aqueles leprosos à entrada do campo, entraram numa barraca; e comeram, e beberam: E levaram dali prata e ouro, e vestidos, e retiraram-se, e os esconderam: E tornaram outra vez a outra barraca, e tirando da mesma sorte o esconderam. 9E disseram um para o outro: Não fazemos bem: Porque este é um dia de boa nova. Se nós nos calarmos, e não quisermos avisar até amanhã seremos arguidos de um crime: Vamos, e avisemos em a côrte do rei. 10E tendo chegado à porta da cidade, contaram-lhes, dizendo: Nós fomos ao campo dos siros, e não achamos lá homem algum, mas somente cavalos, e jumentos presos, e as suas tendas armadas. 11Foram pois os guardas da porta, e deram aviso aos de dentro no palácio do rei. 12Êle se levantou de noite, e disse aos seus oficiais: Vede em que deram os siros contra nós: Como sabem que a fome nos aperta, e por isso saíram do seu arraial, e estão escondidos pelos campos, dizendo: Logo que saírem da cidade, nós os apanharemos vivos, e então poderemos entrar na cidade. 13Mas um dos servos do rei respondeu: Tomemos os cinco cavalos, que ficaram na cidade (porque só estes restaram de tão grande número que havia em Israel, porque os outros foram consumidos) e mandando estes, poderemos descobrir o que vai. 14Tomaram pois dois cavalos, e o rei mandou ao campo dos siros, dizendo: Ide, e vede. 15Êles foram em seu seguimento até o Jordão: E acharam que todo o caminho estava cheio de vestidos, e de armas, que os siros tinham arrojado com a sua turbação: e voltando os mensageiros deram conta ao rei. 16E tendo saído o povo esbulhou o campo dos siros: E um módio de pura farinha foi vendido por um estáter, e dois módios de cevada por um estáter, conforme a palavra do Senhor. 17E o rei pôs à porta aquele oficial, no braço do -qual êle se segurava: Ao qual atropelou o concurso do povo à entrada da porta, e morreu, conforme lho tinha predito o homem de Deus, quando o rei o veio buscar. 18E assim se cumpriu segundo a palavra que o homem de Deus tinha predito ao rei, quando lhe disse: Amanhã a esta mesma hora darão à porta de Samaria por um estáter dois módios de cevada, e um módio de pura farinha por um estáter: 19Quando aquele oficial tinha respondido ao homem de Deus, e tinha dito: Ainda quando o Senhor faça chover víveres do céu, poderá acaso ser o que tu dizes? E lhe disse: Tu o verás com os teus olhos, e não comerás daí. 20Como Eliseu lhe tinha predito, assim lhe sucedeu, e o povo o atropelou na porta, e morreu.