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2 Reis 16

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Samuel

1Tendo pois Davi passado algum tanto, do alto do monte, lhe saiu ao encontro Siba, criado de Mifiboset, com dois jumentos carregados de duzentos pães, e de cem penduras de passas de uvas, e de cem camadas de figos, e de um odre de vinho. 2E disse o rei a Siba: Para que é isto? E Siba lhe respondeu: Os jumentos são para se montarem neles os criados do rei: Os pães e os figos, para os teus criados: E o vinho, para beber quem se achar fraco no deserto. 3E disse o rei: Onde está o filho do teu amo? E Siba respondeu ao rei: Ficou em Jerusalém, dizendo: Hoje me restituirá a casa de Israel o reino de meu pai. 4E disse o rei a Siba: Teu é tudo o que era de Mifiboset. E Siba respondeu: O que cu desejo, ó rei meu senhor, é achar graça diante de ti. 5Chegou pois o rei Davi até Baurim: E eis que saía dali um homem da parentela da casa de Saul, chamado Semei, filho de Gera, que se adiantava no seu caminho, e amaldiçoava. 6e atirava pedradas contra Davi, e contra.todos os servos do rei Davi: Todo o povo porém e todos os homens de guerra marchavam á direita, e à esquerda do rei. 7E Semei amaldiçoando ao rei, dizia assim: Sai, sai, homem sanguinário, e homem de Belial. 8O Senhor te deu agora o pago de todo o sangue da casa de Saul: Porquanto lhe usurpaste o reino, e o Senhor o pôs na mão de teu filho Absalão: E olha como os males te oprimem, porque és um homem sanguinário. 9Então disse Abisai, filho de Sarvia, ao rei: Por que amaldiçoa este cão morto ao rei meu senhor? Eu vou, e cortar-lhe-ei a cabeça. 10E o rei disse: Que tenho eu convosco, filhos de Sarvia? Deixai-o maldizer: Porque o Senhor lhe mandou que maldissesse a Davi: E quem se atreverá a dizer: Por que o fêz êle assim? 11E disse o rei a Abisai, e a todos os seus servos: Vós vedes que meu filho, que eu gerei das minhas entranhas, procura tirar-me a vida: Quanto mais agora um filho de Jemini? Deixai-o maldizer conforme a ordem do Senhor: 12Talvez que o Senhor olhe para a minha aflição: E me faça o Senhor bem pelas maldições deste dia. 13Prosseguia pois Davi o seu caminho acompanhado dos seus. Mas Semei ia pelo alto costeando o monte, defronte dêle, maldizendo-o, e atirando pedras contra êle. e espalhando pó. 14Chegou enfim o rei, é com êle todo o povo fatigados. e ali descansaram. 15Mas Absalão e todos os do seu partido entraram em Jerusalém, e com êle também Aquitofel. 16Como pois Cusai de Arac, amigo de Davi, se tivesse apresentado a Absalão, lhe disse: Deus te salve, ó rei, Deus te salve, ó rei. 17E Absalão lhe respondeu: Pois êsse é o teu agradecimento para com o teu.amigo? Por que não fôste com o teu amigo? 18E respondeu Cusai a Absalão: De nenhuma sorte: Porque eu hei de ser daquele, a quem elegeu o Senhor, e todo êste povo. e todo o Israel, e hei de ficar com êle. 19E ainda quero acrescentar mais isto: A quem hei eu de servir? Não é ao filho do rei? Como obedeci a teu pai, assim te obedecerei a ti também. 20E disse Absalão a Aquitofel: Consultai entre ambos que é o que devemos fazer. 21E Aquitofel disse a Absalão: Entra às concubinas de teu pai, que êle deixou para guardarem o palácio: Para que em soando por todo o Israel que fizeste esta afronta a teu pai, se unam êles mais fortemente ao teu partido. 22Armou-se pois para Absalão uma tenda no terraço e êle à vista de todo o Israel abusou das concubinas de seu pai. 23Os conselhos porém que Aquitofel dava naqueles dias, eram considerados como os oráculos de um Deus. E assim se consideravam todos os conselhos de Aquitofel, tanto quando estava com Davi, como quando estava com Absalão.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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