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Apocalipse 1

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Revelação de Jesus Cristo que Deus lhe concedeu para descobrir aos seus servos o que dentro em pouco deve acontecer, e o fêz conhecer por intermédio de um anjo enviado ao seu servo João. 2O qual deu testemunho à palavra de Deus, e o' testemunho de Jesus Cristo, em tôdas as coisas que viu. 3Bem-aventurado aquele que lê e ouve as palavras desta Profecia: E guarda as coisas que nela estão escritas: Porque o tempo está próximo. 4João às sete Igrejas, que há na Ásia. Graça a vós.outros, e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos, que estão diante do seu Trono. 5E da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito dos mortos, e o príncipe dos reis da terra, que nos amou, e nos livrou dos nossos pecados no seu sangue. 6E nos fêz sermos o reino, e os sacerdotes de Deus, e seu Pai: A êle glória e império pelos séculos: Amém. 7Ei aí vem sôbre as nuvens, e todo o ôlho o verá, e os que o traspassaram. IE baterão nos peitos ao vê-lo tôdas as tribos da terra: Assim se cumprirá: Amém. 8Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus: Que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. 9Eu João, vosso irmão, que tenho parte na tribulação, e no reino, e na paciência em Jesus Cristo: Estive em uma ilha, que se chama Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus: 10Eu fui arrebatado em espírito um dia de do-mingo, e ouvi por detrás de mim uma grande voz como de trombeta, 11que dizia: O que vês, escreve-o em um livro: E envia-o às sete Igrejas que. há na Ásia, a Éfeso, e a Smirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Fila-délfia, e a Laodicéia. 12E me voltei para ver a voz que falava comigo: E assim voltado vi sete candieiros de ouro: 13E no meio dos sete candieiros de ouro há um semelhante ao Filho do homem, vestido de uma roupa talar, e cingido pelos peitos com uma cinta de ouro: 14A sua cabeça, porém, e os seus cabelos eram brancos como a lã branca, e como a neve, e os seus olhos pareciam uma como chama de fogo. 15E os seus pés eram semelhantes ao latão fino, quando está numa fornalha -ardente, e a sua voz igualava o estrondo das grandes águas:, 16E tinha na sua direita sete estrêlas: E saía da sua bôca uma espada aguda de dois fios: E o seu rosto resplandecia como o sol na sua fôrça. 17Logo que eu o vi, caí entre seus pés como morto. Porém êle pôs a sua mão direita sôbre mim, dizendo: Não temas, eu sou o primeiro e o último: 18E o que vivo, e fui morto, mas eis aqui estou eu vivo por séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno. 19Escreve pois as coisas que viste, e as que são, e as que têm de suceder ao depois destas. 20Eis aqui o mistério das sete estrêlas, que tu viste na minha mão direita, e dos sete candieiros de ouro: As sete estrêlas são os sete Anjos das sete Igrejas: E os sete candieiros são as sete Igrejas.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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