Apocalipse 14
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E olhei: E eis que o Cordeiro estava em pé sôbre o Monte de Sião e com êle cento e quarenta e quatro mil, que tinham escrito sôbre as suas testas o nome dele e o nome de seu Pai. 2E ouvi uma voz do Céu, como o estrondo de muitas águas, e como o estrondo de um grande trovão: E à voz, que ouvi, era como de tocadores de cítara, que tocavam as suas cítaras. 3E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos: E ninguém podia cantar êste cântico senão aqueles cento e quarenta e quatro mil, que foram comprados da terra. 4Estes são aqueles que se não contaminaram com mulheres: Porque são virgens. Estes seguem o cordeiro, para onde: quer que êle vá. Êstes foram comprados dentre os homens para serem as Primícias para Deus e para o cordeiro. 5E na sua bôca não se achou mentira: Porque estão sem mácula diante do trono de Deus. 6E vi outro anjo voando pelo meio do Céu, que tinha o Evangelho eterno, para o pregar aos que fazem assento sôbre a terra, e a tôda a nação, e tribo, e língua, e povo: 7Dizendo em alta voz: Temei ao Senhor, e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo: E adorai aquele que fêz o Céu, e a terra, o mar e as fontes das águas. 8E outro anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu aque-la grande Babilônia, que deu a beber a todas as gentes do vinho da ira da sua fornicação. 9E seguiu-se a êstes o terceiro anjo, dizendo em: alta voz: Se algum adorar a Bêsta, e a sua imagem, e trouxer o seu caráter na sua testa, ou na sua mão: 10Êste beberá também do vinho da ira de Deus, que está misturado com outro puro no cálice da sua ira, e será atormentado em fogo e enxofre diante dos santos anjos, e na presença do cordeiro: 11E o fumo dos seus tormentos se levantará por séculos de séculos: Sem que tenham descanso algum nem ce dia, nem de noite, os que tiverem adorado a Bêsta, e a sua imagem, e o que tiver trazido o caráter do seu nome. 12Aqui está a paciência dos santos que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus. 13Então ouvi uma voz do céu que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos, que morrem no Senhor. De hoje em diante diz o Espírito, que descansem dos seus trabalhos: Porque as obras deles os seguem. 14E tornei a olhar, e eis que vi uma nuvem branca: E um assentado sôbre a nuvem, que se parecia com o Filho do homem, o qual tinha na sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma fouce aguda. 15E outro anjo saiu do templo, gritando em alta voz para o que estava assentado sôbre a nuvem: Mete a tua fouce, e sega, porque é chegada a hora de segar, pois a seara da terra está madura. 16Então o que estava assentado sôbre a nuvem, meteu a sua fouce à terra, e a terra foi segada. 17E outro anjo saiu do templo que há no Céu, tendo também êle mesmo uma aguda fouce. 18Saiu mais do altar outro anjo, que tinha poder sôbre o fogo: E êste em alta voz gritou para o que tinha à fouce aguda, dizendo: Mete a tua feuce aguda, e vindima os cachos da vinha da terra, porque as suas uvas estão maduras. 19E meteu o anjo a sua fouce aguda à terra, e vindimou a vinha da terra, elançou a vindima no grande lagar da ira de Deus: 20Eo lagar foi pisado fora da cidade, e o sangue, que saiu do lagar, subiu até chegar aos freios dos cavalos, por espaço de seis mil e seiscentos estádios.