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Apocalipse 16

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E ouvi uma grande voz, que saía do Templo, a qual dizia aos sete Anjos: Ide, e derramai sôbre a terra os sete cálices da ira de Deus. 2E foi o primeiro, e derramou o seu cálice sôbre a terra, e veio um golpe cruel; e perniciosissimo sôbre os homens, que tinham o sinal da Bêsta: E sôbre aqueles que adoraram a sua imagem.: 3Derramou também o segundo anjo o seu cálice sôbre o mar, e se tornou em sangue como de um morto: E morreu no'mar tôda a alma vivente. 4Eo terceiro derramou o seu cálice sôbre os rios e sôbre as fontes das águas, e estas se converteram em sangue. 5E ouvi dizer ao Anjo das águas: Justo és, Senhor, que és, e que eras Santo, que isto julgaste: 6Porque êles derramaram o sangue dos Santos e dos Profetas, lhes deste também a beber sangue: Porque assim o merecem. 7E ouvia outro que dizia do Altar: Certamente, Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos. 8E o quarto Anjo derramou o seu cálice sobre o Sol, e foi-lhe dado poder de afligir os homens com calor e fogo: 9E os homens se abrasaram com um calor devorante, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sôbre estas Pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória. 10Derramou igualmente o quinto Anjo o seu cálice sôbre o trono da Besta: E o seu Reino tornou-se tenebroso, e os homens se morderam a si mesmos as línguas com a veemencia da sua dor: 11TE blasfemaram o Deus do Céu por causa das suas dores e das suas feridas, e não fizeram penitência das suas obras. 12E derramôu o sexto Anjo o seu cálice sôbre aquele grande rio Eufrates: E secou as suas águas, para que se aparelhasse caminho para os reis do Oriente. 13E eu Yi saircm da bôca cio Dragão, e da bôca da Bêsta, e da bôca do falso Profeta, três espíritos imundos, semelhantes às rãs. 14Tstes pois são uns espíritos de demônios, que fazem prodígios e que vão aos reis de tôda a terra, para os ajuntar para a batalha no grande dia do Deus Todo Poderoso. 15Eis aí venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda os seus vestidos, para que não ande nu e vejam a sua fealdade. 16E êle os ajuntará num lugar, que em hebraico se chama Armagedon. 17E o sétimo Anjo derramou o seu cálice pelo ar, e saiu uma grande voz do Templo da banda do Trono, que dizia: Está feito. 18Logo sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e houve um grande tremor de terra: Tal e tão grande terremoto, qual nunca se sentiu desde que existiram homens sôbre a terra. 19E a grande cidade foi dividida em três partes: E as Cidades das Nações cairam, e Babilônia, a grande, veio em memória diante de Deus, para lhe dar a beber o cálice do vinho da indignação da sua ira. 20E tôda a Ilha fugiu, e os montes não foram achados. 21E caiu do Céu sôbre os homens uma grande chuva de pedra, como do pêso dum talento: E os homens blasfemaram de Deus, por causa da Praga da pedra: Porque foi grande em extremo.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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