Apocalipse 21
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E vi um Céu novo, e uma terra nova. Porque o primeiro Céu e a primeira terra se foram, e o mar já não é. 2E eu, João, vi a cidade santa, a Jerusalém nova, que da parte de Deus descia do Céu, adornada como uma espôsa ataviada para o seu espôso. 3E ouvi uma grande voz vinda do trono que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, e êle habitará com êles. E êles serão o seu povo, e o mesmo Deus, no meio dêles, será o seu Deus. 4E Deus lhes enxugará tôdas as lágrimas de seus olhos, e não haverá mais morte, nem haverá mais chôro, nem mais gritos, nem mais dor, porque as primeiras coisas são passadas. 5Então o que estava assentado no trono, disse: Eis aí faço eu novas tôdas as coisas. E êle me disse: Escreve, porque estas palavras são «muito fiéis e verdadeiras. 6Também me disse: Tudo está cumprido; eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. Eu darei gratuitamente a beber da fonte dágua da vida ao que tiver sêde. 7Aquele que vencer, possuirá estas coisas, e eu serei seu Deus e êle será meu filho. 8Mas pelo que toca aos tímidos, e aos incrédulos, e aos execráveis, e aos homicidas, e aos -fornicários, e acs que dão veneno, e aos idólatras, e a todos os mentiroscs, a sua parte será no tanque ardente de fogo e de enxofre que é a segunda morte. 9Então veio um dos sete Anjos que tinham os seus sete cálices cheios das sete pragas últimas, e falou comigo, dizendo: Vem cá, e eu te mostrarei a espôsa, a consorte do cordeiro, 10E êle me transportou em espirito a um grande e alto monte, e me mostrou a santa cidade de Jerusalém que descia do Céu da presença de Deus. 11A qual tinha a claridade de Deus; e o lustre dela -era semelhante a uma pedra preciosa como pedra de jaspe, à maneira de cristal. 12E tinha um muro grande e alto, com doze portas, e nas portas doze Anjos, e uns nomes escritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. 13Três destas portas estavam ao Oriente, e três portas ao Setentrião, e três portas ao Meio-dia, e três portas ao Ocidente. 14E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os.doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 15Eo que falava comigo, tinha por vara de medir uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas e o muro. 16E a cidade é fundada em quadro, e tão comprida, como larga; e mediu êle a cidade com a cana de ouro e achou que era de doze mil estádios; e o seu comprimento, e a sua altura, e a sua largura são iguais. 17Mediu também o seu muro que era de cento e quarenta e quatros côvados, da medida de homem, que era a do Anjo. 18A estrutura porém dêste muro era de pedra de Jaspe, e a mesma cidade era de puro ouro, semelhante a um vidro claro. 19E os fundamentos do muro da cidade eram or-nados de tôda a qualidade de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe, o Segundo dé safira, o terceiro de calcedônia, o quarto de esmeralda. 20O quinto de sardônio, o sexto de sarda, o sétimo de crisolita, o oitavo de berilo, o nono de topázio, o décimo de crisópraso, o undécimo de jacinto, o duodécimo de ametista. 21E as doze portas eram doze margaritas, uma em «cada uma; e cada.porta era feita de uma margarita, e a praça da cidade era de puro ouro como vidro transparente. 22E não vi Templo nela. Porque o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro é o seu Templo. 23E esta cidade não há de mister Sol nem Lua que alumiem nela, porque a claridade de Deus a alumiou, e a lâmpada dela é o Cordeiro. 24E as nações caminharão à sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória e a sua honra. 25E as suas portas não se fecharão de dia, porque noite não haverá ali. 26Trazer-lhe-ão também a glória, e a honra das nações. 27Não entrará nela coisa alguma contaminada, nem quem cometa abominação ou mentira, mas somente aqueles que estão escritos no livro da vida do Cordeiro.