Deuteronômio 15
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1No sétimo ano farás a remissão, 2a qual se deve fazer desta maneira: Aquêle a quem, seu amigo, ou seu próximo, ou seu irmão devér alguma; coisa, não a poderá exigir, porque é o ano da remissão do Senhor, 3Poderás exigi-la do peregrino e do estrangeiro: mas não terás direito de a repetir dos teus compatriotas nem dos teus propínquos. 4E absolutamente não haverá entre vós pobre algum nem mendigo: para que o Senhor teu Deus te abençoe na terra, de que êle está para te dar a posse. 5Bem entendido que se ouvires a voz do Senhor teu Deus, e guardares tudo o que êle te mandou, e o que eu hoje te prescrevo, te abençoará, como prometeu. 6Tu emprestarás a muitos povos, e de ninguém receberás empréstimos. Tu dominarás sôbre muitas nações, e. a ti nenhuma te dominará. 7Sé estando tu no país, que o Senhor teu Deus te há de dar, cair em pobreza um dos teus irmãos, que moram dentro da tua cidade, não endurecerás o teu coração, nem cerrarás a tua mão, 8mas abri-la-ás para o pobre, e lhe emprestarás o que vires que êle há mister. 9Guarda-te, não te deixes surpreender de ímpio pensamento, e digas lá no teu coração: Está próximo o sétimo ano da remissão; e apartes os teus olhos de teu pobre irmão, não lhe querendo emprestar o que êle te pede: não suceda que êle clame contra ti ao Senhor, e isto te seja imputado a pecado. 10Mas lho darás: e não usarás de destreza alguma em o socorrer nas suas necessidades: para que o Senhor teu Deus te abençoe em todo o tempo, e em tôdas as coisas em que meteres a mão. 11Não faltarão pobres na terra que hás de habitar: por isso eu te ordeno, que abras a mão para teu irmão necessitado e pobre, que vive contigo no mesmo país. 12Quando te fôr vendido um teu irmão hebreu ou hebréia, e, te tiverem servido seis anos, no sétimo ano tu os deixarás ir livres: 13e não deixarás ir com as mãos vazias aquele a quem deres a liberdade: 14Mas far-lhe-ás o alforje para o caminho dos teus rebanhos, e da tua eira, e do teu lugar, nos quais bens o Senhor teu Deus te tiver abençoado. 15Lembra-te que também tu fôste escravo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te libertou, e por -isso eu te ordeno agora êste preceito. 16Porém se o teu servo te disser: Eu não quero sair: porque êle te ama a ti, e à tua casa, e julga que lhe vai bem estar contigo: 17Pegarás numa sovela, e furar-lhe-ás a orelha à porta da tua casa, e êle te servirá para sempre: o mesmo farás à tua escrava. 18Não apartes dêles os teus olhos, quando os despedires livres: porque êles te serviram seis anos, como te teria servido um mercenário; para que o Senhor teu Deus te abençoe em tôdas as coisas que fazes. 19Consagrarás ao Senhor teu Deus todos os machos dentre os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas. Não trabalharás com o primogênito da; vaca, nem tosquiarás os primogênitos das ovelhas. 20Mas comê-los-ás cada ano na presença do Senhor teu Deus, tu e a tua casa no lugar, que o Senhor escolher. 21Se o primogênito tiver algum defeito, ou se fôr côxo, ou cego, ou se tiver alguma deformidade ou debilidade em qualquer parte do corpo, não será imolado ao Senhor teu Deus: 22Mas comê-lo-ás das portas para dentro da tua cidade: o limpo e o imundo comerão dêle indiferentemente como duma corça, ou dum veado. 23Terás somente a cautela de não lhe comeres o sangue, mas derramá-lo-ás pela terra como água.