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Deuteronômio 17

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Não imolarás ao Senhor teu Deus ovelha, ou boi, que tenha qualquer defeito, ou qualquer vício: porque isto é uma abominação para o Senhor teu Deus. 2Quando forem achados na tua cidade, dentro dalguma das tuas portas, que o Senhor teu Deus te tiver dado, homem ou mulher que cometam o mal diante do Senhor teu Deus, e violem o seu pacto, 3indo a servir a deuses estranhos e a adorá-los, ao sol e à lua, e tôda a milícia do céu, contra o que eu mandei: 4e te derem aviso disto, e tendo ouvido te informares com exação, se souberes que assim foi, e que esta abominação se cometeu em Israel: 5Farás conduzir às portas da tua cidade o homem ou mulher, que cometeram um crime tão detestável, e serão apedrejados. 6Sôbre o depoimento de duas, ou três testemunhas morrerá aquele que houver de ser castigado de morte. E nenhum será morto sôbre o testemunho duma só pessoa. 7As testemunhas serão as primeiras, que lhe atirem, depois atirar-lhe-á todo o resto do povo: para que tires o mal do meio de ti. 8Se acontecer que penda diante de ti algum negócio" difícil e escabroso entre sangue e sangue, entre causa e causa, e entre lepra e lepra: e vires que dentro das tuas portas, são vários os pareceres dos juízes: levanta-te, e sobe ao lugar, que o Senhor teu Deus tiver escolhido. 9e encaminhar-te-ás aos sacerdotes da linhagem de Levi, e ao juiz, que nesse tempo fôr: e consultá-los-ás, e eles te descobrirão a verdade do juízo. 10E farás tudo o que te disserem os que presidem no lugar, que o Senhor tiver escolhido, e tudo o que êles te ensinarem, 11segundo a lei do Senhor; e seguirás seus pareceres: sem declinares nem para a direita nem para a esquerda. 12Aquele porém que inchado de soberba, não quiser obedecer ao mandado do sacerdote, que nesse tempo fôr o ministro do Senhor teu Deus, e ao decreto. do juiz, esse homem morrerá, e tu tirarás o mal do meio de Israel: 13E todo o povo ouvindo isto temerá, para que daí em diante nenhum se inche de soberba. 14Quando entrares na terra, que o Senhor teu Deus te há de dar, e tiveres tomado posse dela, e nela habitares, e disseres: Eu constituirei um rei para me. governar, como têm tôdas as nações em roda: 15Elegerás aquêle, que o Senhor teu Deus tiver escolhido do número de teus irmãos. Não poderás fazer rei a homem doutra nação, que não seja teu irmão. 16E quando êsse fôr constituído, não multiplicará os seus cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, confiado na sua numerosa cavalaria, principalmente tendo-vos o Senhor ordenado, que não torneis mais a voltar pelo mesmo caminho. 17Não terá muitas mulheres, que lhe atraiam o seu coração, nem imensas somas de prata e ouro. 18E depois que êle estiver sentado no trono do seu reino, fará escrever para seu uso num livro o Deuteronômio desta lei recebendo o exemplar dos sacerdotes da tribo de Levi, 19e tê-lo-á consigo, e o lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor seu Deus, e a guardar as suas palavras e cerimônias, que estão prescritas na lei. 20Não se eleve o seu coração de soberba sôbre seus irmãos, e não decline nem para a direita nem para a esquerda, para assim reinarem muito tempo sôbre Israel, êle, e seus filhos.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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