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Êxodo 30

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Farás também um altar de pau de cetim para queimar os perfumes. 2Êle terá um côvado de comprido. e outro de largo para ser quadrado. Terá dois côvados de alto, e dos seus ângulos sairão umas pontas. 3Cobrirás de finíssimo ouro a mesa dêste altar, e' os quatro lados com os seus cornos. E farás uma coroa de ouro, que o apanhe todo em roda, 4e duas argolas de ouro de cada banda debaixo da coroa, para se meterem por elas os varais, que hão de servir para o levarem. 5Farás também êstes varais de pau de cetim, e cobri-los-ás de ouro. 6Porás êste altar defronte do véu, que pende diante da arca do testemunho, e diante do propiciatório, que cobre a arca do testemunho, onde eu te falarei. 7E Aarão queimará sôbre êle um incenso de suave cheiro. Êle o queimará de manhã, quando preparar as lâmpadas. 8E quando êle as acender de tarde, tornará a queimar do incenso diante do Senhor: o que se observará continuamente entre vós pelo decurso de tôdas as idades. 9Não oferecereis sôbre êste altar perfume doutra composição; nem poreis nêle oblação alguma, nem vítima; nem fareis nêle algum sacrifício de libações. 10Aarão deprecará uma vez no ano sôbre os cornos dêste altar, pondo nêles do sangue da vítima, que tiver sido oferecida pelo pecado: e esta expiação continuará sempre a fazer-se entre vós de geração em geração. Isto será para o Senhor uma coisa santíssima. 11Falou também o Senhor a Moisés, e lhe disse: 12Quando tu fizeres o arrolamento dos filhos de Israel, cada um dará um tanto ao Senhor em preço da sua alma; e êles não serão feridos de praga alguma, depois que êste arrolamento se tiver feito. 13Todos os que se compreenderem neste arrolamento, darão meio siclo, segundo a medida do templo. O sido tem vinte óbolos. Oferecer-se-á pois ao Senhor meio sido. 14O que entrar neste arrolamento, isto é, o que tiver vinte anos, daí para cima, dará êste preço. 15O rico não dará mais de meio siclo, e o pobre não dará menos. 16E depois que tiveres recebido o dinheiro que os filhos de Israel terão dado, empregá-lo-ás nos usos do tabernáculo do testemunho para que isto seja um monumento diante do Senhor, e sirva para expiação das suas almas. 17Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: 18Farás outrossim uma bacia de metal, e de lavar, com sua base, e pô-la-ás entre o tabernáculo do testemunho, e o altar. 19E lançada água, Aarão, e seus filhos lavarão nela as suas mãos, e os seus pés, 20quando estiverem para entrar no tabernáculo do testemunho, ou quando se deverem chegar ao altar a oferecer perfumes ao Senhor, para que não suceda serem punidos de morte. 21Esta ordenação será eterna para Aarão, e para todos os da sua posteridade, que lhe houverem de suceder. 22Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: 23Toma de aromas quinhentos siclos de mirra da primeira, e da mais excelente; de cinamomo metade desta quantidade, isto é, duzentos e cinquenta siclos, de cana aromática outros duzentos e cinquenta siclos. 24De cássia quinhentos siclos do peso do santuário; e de azeite de oliveiras a medida dum hin. 25De tôdas estas espécies farás um óleo santo para as unções, uma composição odorífera, feita segundo a arte dos que nisto trabalham. 26Com isto ungirás o tabernáculo do testemunho; a arca do testamento; 27a mesa com os seus vasos; o candieiro, e tudo o que nêle serve; o altar dos perfumes, 28e o dos holocaustos, e tudo o que é necessário para o serviço, e culto, que nêles se faz. 29Tu santificarás tôdas estas coisas, e elas ficarão santas, e sagradas. Aquêle, que as tocar, será santificado. 30Com o mesmo ungirás a Aarão, e a seus filhos, e os santificarás para exercitarem as funções do meu sacerdócio. 31Dirás outrossim aos filhos de Israel: Êste óleo para as unções ser-me-á consagrado entre vós, e entre os que de vós nascerem. 32Não se ungirá com êle a carne do homem, nem vós fareis outro da mesma composição; porque êste é santificado. e vós o devereis considerar como santo. 33Todo o que fizer algum semelhante, e o der a algum estrangeiro, será exterminado do meio do seu povo. 34Disse mais o Senhor a Moisés: Toma dos aromas, isto é, de estate, de onix, de galbano bem cheiroso, e de incenso o mais luzido, tudo em igual peso. 35Farás uma caçoula, composta de tôdas estas drogas, segundo a arte dos que nisto trabalham. Misturá-las-ás com tal cuidado; que elas saiam puríssimas, e digníssimas de se me oferecerem. 36Depois de tudo muito bem pisado, e moído, até se reduzir a um pó finíssimo, pô-lo-ás diante do tabernáculo do testemunho, que é o lugar onde eu te aparecerei. Esta caçoula ficará sendo para vós uma coisa sagrada, e inviolável. 37Não fareis outra composição semelhante para vosso uso, porque é consagrada ao Senhor. 38O homem, qualquer que êle seja, que tal composição fizer para se regalar com o seu cheiro, perecerá do meio do seu povo.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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