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Êxodo 40

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Depois falou o Senhor a Moisés, e lhe disse. 2Levantarás o tabernáculo do testemunho no primeiro. dia do primeiro mês. 3Porás nêle a arca, e suspenderás por diante o véu. 4Trarás a mesa, e porás sôbre ela o que eu te mandei, segundo a ordem, que te foi prescrita. Porás o candieiro com as lâmpadas, 5altar de ouro, sôbre que se queima o incenso diante da arca do testemunho. Porás o véu à entrada do tabernáculo, 6e diante dêle o altar dos holocaustos. 7A bacia, que tu encherás d’água, pô-la-ás entre o altar, e o tabernáculo. 8Cercarás de cortinas o átrio, e a sua entrada. 9E tomando o azeite das unções, ungirás com êle o tabernáculo com os seus vasos para êles ficarem santificados: 10o altar dos holocaustos e todos os seus vasos; 11a bacia com a sua base. Tôdas estas peças sagrarás tu com o óleo destinado para as unções, para tôdas elas serem santas, e sagradas. 12Chamarás Aarão e seus filhos à entrada do tabernáculo do testemunho; e depois de lavados na água, 13os vestirás das santas vestimentas, para que êles me sirvam, e para que a sua unção se continue para sempre nos sacerdotes, que lhes sucederem. 14E Moisés fêz tudo o que o Senhor lhe tinha mandado. 15Portanto no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano foi colocado o tabernáculo. 16Moisés tendo-o ereto, pôs as tábuas com as bases, e os barrotes de pau, e assentou as colunas. 17Estendeu o teto sôbre o tabernáculo, e pôs-lhe por cima a cobertura, como o Senhor tinha mandado. 18Pôs o testemunho na arca: fêz passar os varais pelas argolas, e pôs oráculo por cima da arca. 19E tendo levado a arca para o tabernáculo, pendurou diante dela o véu, em cumprimento do que o Senhor tinha ordenado. 20Pôs a mesa no tabernáculo do testemunho, ao lado setentrional, fora do véu, 21e arranjou diante do Senhor os pães da proposição como o Senhor lhe tinha mandado. 22Pôs o candieiro no tabernáculo do testemunho, ao lado, que olha para o meio-dia, defronte da mesa; 23e dispôs as lâmpadas pela sua ordem, conforme o mandamento do Senhor. 24Pôs o altar de ouro debaixo da tenda do testemunho, diante do véu, 25e queimou em cima o incenso, composto de aromas, como o Senhor lhe tinha ordenado. 26Pôs também o véu à entrada do tabernáculo do testemunho, 27e o altar do holocausto no vestíbulo do testemunho, sôbre o qual ofereceu êle holocausto, e sacrifícios, como o Senhor tinha mandado. 28Pôs outrossim a bacia entre o tabernáculo do testemunho, e o altar, e a encheu d’água. 29E nela lavaram Moisés, Aarão, e seus filhos as suas mãos, e Os seus pés, 30antes de entrarem no tabernáculo do concêrto, e chegarem ao altar, como o Senhor tinha ordenado. 31Erigiu também o átrio ao redor do tabernáculo, e do altar, e pôs o véu à sua entrada. Depois de tôdas estas coisas acabadas, 32uma nuvem cobriu o tabernáculo do testemunho, e êle foi cheio da glória do Senhor. 33E Moisés não podia entrar no tabernáculo do concêrto, porque a nuvem cobria tudo, e a majestade do Senhor resplandecia de tôdas as partes, estando tudo coberto desta nuvem. 34Quando a nuvem se retirava do tabernáculo partiam os filhos de Israel divididos pelas suas turmas. 35Se ela parava em cima, ficavam êles no mesmo lugar. 36Porque de dia repousava a nuvem do Senhor sôbre o tabernáculo, e de noite aparecia sôbre êle uma chama, que todos os filhos de Israel viam de qualquer lugar, onde estivessem alojados.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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