Ezequiel 10
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E ôlho, e eis-que no iirmamento, que estava sôbre a cabeça dos querubins, apareceu sôbre êles uma como pedra de safira, uma como aparência da semelhança de um trono. 2E falou ao homem, que estava vestido de roupas de linho, e disse: Entra no meio das rodas que estão debaixo dos querubins, e toma uma mão cheia de brasas de fogo, que estão entre os querubins, e espalha-as sôbre a cidade. E êle entrou à minha vista:. 3Os querubins porém estavam ao lado direito da casa quando lá entrou aquêle homem, e uma nuvem encheu o átrio interior. 4E a glória do Senhor se elevou de cima dos querubins, indo-se pôr à entrada da casa: E a casa ficou coberta com a nuvem, e o átrio se encheu. do esplendor da glória do Senhor. 5E o sonido das asas dos querubins se ouvia até O átrio de fora, parecendo-se com a voz de Deus Todo-poderoso que falava. 6Tendo pois o Senhor dado esta ordem ao homem, que estava vestido de roupas de linho, dizendo: Toma do fogo do meio das rodas, que estão entre os querubins: Depois de haver entrado, êle se pôs em pé junto a uma das rodas. 7Então um dos querubins estendeu a mão do meio dos querubins para o fogo, que estava entre os querubins: E o tomou, e pôs nas mãos daquele que estava vestido de roupas de linho: O qual, tomando-o, se saiu. 8E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas: 9E vi e eis-que eram quatro rodas ao pé dos querubins: Uma roda ao pé de um querubim: E outra roda ao pé de outro querubim: e a aparência destas rodas tinha uns como visos de pedras de crisólita. 10E o aspecto delas era uma mesma semelhança das quatro, como se estivera uma roda no meio de outra roda. 11E quando elas andavam iam para as quatro partes: E não tornavam para as três quando andavam: Mas para aquela parte, para onde a que estava primeiro dirigia o seu caminho, para essa também as outras a seguiam, e não se voltavam para nenhum outro lado. 12E todo o corpo delas, e os seus colos, e mãos, e asas, e circulos, estavam cheios de olhos, ao redor das quatro rodas. 13E êle a estas rodas, ouvindo-o eu, chamou volú-veis. 14E cada um dêstes animais tinha quatro faces: Uma face era face de querubim: E a segunda face era face de homem: E no terceiro havia face de leão: E no quarto face de águia. 15E os querubins se elevaram ao alto: Êstes são os mesmos animais, que eu tinha visto junto ao rio Cobar. 16E quando os querubins andavam, também as rodas andavam igualmente ao pé dêles: E quando os querubins estendiam as suas asas para se elevarem da terra. não ficavam as rodas, mas também elas se achavam ao pé deles. 17Quando eles paravam, paravam elas: E as mesmas se elevavam, quando eles se elevavam: Porque o espírito de vida estava nelas. 18Depois saiu a glória do Senhor da entrada do templo: E se pôs sôbre os querubins. 19E os querubins estendendo as suas asas se elevaram da terra diante de mim: E quando êles partiram, os seguiram também as rodas: E os querubins pararam à entrada da porta da casa do Senhor da banda do Oriente: E a glória do Deus de Israel estava sôbre êles. 20Estes são os mesmos animais, que eu vi debaixo do Deus de Israel junto ao rio Cobar: E conheci que eram querubins. 21Cada um dêles tinha quatro caras, e quatro asas cada um: E debaixo das suas asas aparecia uma semelhança de mão de homem. 22E a semelhança das caras dêles. eram as mesmas caras que eu tinha visto junto ao rio Cobar, e o olhar dêles, e o ímpeto com que cada um caminhava com a mira posta adiante.