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Ezequiel 19

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E tu desfaze-te em pranto, sôbre os príncipes de Israel. 2E dirás: Por que razão a leoa tua mãe repousou entre os leões, criou ela os seus cachorros no meio dos leõezinhos? 3E produziu um dos seus ledezinhos, ce êle se fêz leão: E aprendeu a apanhar a prêsa, e a tragar os homens. 4E as gentes ouviram falar dêle, e o tomaram, não sem receber dele muitas feridas: E o levaram prêso em cadeias para a terra do Egito. 5Porém a mãe, vendo que estava sem fôrça, e que as suas esperanças se tinham malogrado, pegou noutro dos seus ledezinhos, ela o constituiu leão. 6Êle andava entre os leões, e fêz-se leão: E aprendeu a apanhar a prêsa, e a devorar os homens: 7Aprendeu a fazer viúvas, e a tornar em deserto as cidades dêles: E ficou desolada a terra, e quanto nela havia ao ouvir o seu rugido. 8E se ajuntaram contra êle as gentes de tôdas as partes das províncias, e estenderam sôbre êle a sua rêde; foi apanhado ficando elas com feridas. 9E meteram-no numa gaiola, levaram-no ao rei de Babilônia carregado de cadeias: E fecharam-no num cárcere, para que mais se não tornasse a ouvir o seu rugido sôbre os montes de Israel. 10Tua mãe, sendo como uma vinha, foi plantada no teu sangue à borda das águas: Os seus frutos, e as suas fôlhas cresceram pelas muitas águas. 11E se lhe vieram a fazer sólidas as suas varas para ceptros de soberanos, e foi exaltada a sua estatura entre as suas fôlhas: E viu a sua altura na multidão dos seus lançamentos. 12Mas ao depois ela foi arrancada com ira, e lan-cada por terra, e um vento abrasador secou o seu fruto: Murcharam-sc, e secaram-se as varas da sua fortaleza: O fogo a devorou. 13E agora ela se acha transplantada num deserto, numa terra sem caminho, e sem água. 14E da vara dos seus ramos saiu uma chama, que devorou o seu fruto: E não houve nela vara forte, ceptro de soberanos. Tudo isto é digno de lágrimas, e será para o futuro um motivo de pranto.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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