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Ezequiel 35

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Filho do homem, põe a tua face contra o monte de Seir, e profetizarás acêrca dêle, e lhe dirás: 3Isto diz o Senhor Deus: Eis-aqui venho eu a ti, ó monte de Seir, e estenderei a minha mão sôbre ti, e tornar-te-ei desolado e deserto. 4Eu demolirei as tuas cidades, e tu ficarás deserto: E saberás que eu sou o Senhor. 5Porque tu fôste um inimigo eterno dos filhos de Israel, e os entregaste ao poder da espada no tempo da sua aflição quando a sua iniquidade tinha chegado ao sumo. 6Por isso eu juro por minha vida, diz o Senhor Deus: Que eu te entregarei ao sangue, e o sangue te perseguirá: E porque tu aborreceste o sangue, perseguir-te-á o sangue. 7E eu tornarei o monte de Seir desolado e deserto: E desviarei dêle a todos os que por êle passarem, e tornarem a passar. 8E encherei os seus cabeços dos seus mortos: Êles cairão passados a golpes de espada ao longo dos teus outeiros, e dos teus vales, e das tuas torrentes. 9Eu te reduzirei a umas solidões eternas, e as tuas cidades não serão mais habitadas: E vós sabereis que eu sou o Senhor Deus. 10Porque tu disseste: Duas nações, e dois países serão meus, e eu os possuirei como minha herança: Sendo que o Senhor estava presente em Israel: 11Por essa razão, eu juro por minha vida, diz o Senhor Deus, que eu te tratarei conforme a tua ira, e conforme o teu ciúme, que tu sempre mostraste cheio de ódio contra os israelitas: E que eu me farei conhecer por meio dêles, quando eu te julgar. 12E saberás que eu, o Senhor, ouvi todos os teus opróbrios, que tu proferiste contra os montes de Israel dizendo: Êstes são uns montes desertos, que nos foram dados para nós os devorarmos. 13E contra mim vos levantastes com a.vossa bôca, e vibrastes contra mim as vossas palavras: Eu as ouvi. 14Isto diz o Senhor Deus: Quando tôda a terra se alegrar, eu te reduzirei a uma solidão. 15Bem como tu folgaste acêrca da herança da casa de Israel, porque foi destruída, assim me haverei eu contigo: Tu serás arruinado, monte de Seir, e tôda a Iduméia: E êles saberão que eu sou o Senhor.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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