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Ezequiel 43

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Depois me levou êle à porta, que olhava para o caminho do oriente. 2E eis-que entrava a glória do Deus de Israel pela banda do oriente: E o ruído que ela fazia era semelhante ao ruído das grandes águas, e a terra estava resplandecente pela presença da sua majestade. 3Ea visão que eu então tive, era semelhante à que eu tinha tido, quando êle veio para perder a cidade: E €le me apareceu na mesma forma em' que eu o tinha visto junto ao rio Cobar: E eu caí sôbre o meu rosto. 4E a majestade do Senhor entrou no templo pela: banda da porta, que olhava para o oriente. 5E o espírito me levantou, e êle me introduziu no átrio interior: E eis-que a casa estava cheia da glória do Senhor. 6Então o ouvi eu falando-me de dentro da casa, e, o homem que estava ao pé de mim, 7me disse: Filho do homem, êste é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde eu habito para sempre no meio dos filhos de Israel: E os da casa de Israel não profanarão mais para o futuro o meu santo nome, nem êles, nem os seus reis, pelas suas fornicações, e pelos sepulcros dos seus reis, e pelos seus altos. 8Êles fizeram a sua porta ao pé da minha porta, e os postes da entrada da sua casa ao pé dos meus postes: E havia um muro entre mim e eles: E profanaram o meu santo nome pelas abominações que cometeram: Por isso eu os consumi na minha ira. 9Agora pois deitem êles para longe de si a sua fornicação, e para longe de mim os sepulcros dos seus reis: E eu habitarei sempre no meio dêles. 10Tu porém, filho do homem, mostra o templo à casa de Israel, para que êles se confundam das suas iniquidades, e meçam tôda a sua fábrica: 11E se envergonhem de tudo o que fizeram: Mostra-lhes a figura da casa, e as saídas, e entradas da sua fábrica, e tôda a sua traça, e todos os preceitos acêrca dela, e tôda a sua ordem, e tôdas as suas leis, e tudo isto escreverás diante de seus olhos: Para que guardem todos -os seus desenhos, e os seus preceitos, e os cumpram. 12Esta é a lei que se deve guardar no edificar da casa sôbre o cume do monte: Todo o seu têrmo em roda é santíssimo: Esta é pois a lei que se deve observar no edificar desta casa. 13Ora estas são as medidas do altar medindo-o com um verdadeirissimo côvado, que tinha um côvado e um palmo: O seu seio era de um côvado, e de um côvado era também a sua largura, e o seu remate até à borda, e por todo o circuito, era de um palmo: Esta era também a cova do altar. 14E do seio da terra até à última margem havia dois côvados de altura, e a largura era de um côvado: E desta margem que era a mais pequena, até à outra margem que era a maior, havia quatro côvados, e a.sua largura era também de um côvado. 15O Ariel mesmo porém tinha quatro côvados: E do Ariel até acima se levantavam quatro cornos. 16E o Ariel tinha doze côvados de comprido, e doze côvados de largo: Assim êle era quadrangular, tendo os seus lados iguais. 17E a sua margem era de catorze côvados de comprido, e de catorze côvados de largo, medindo os seus quatro lados de um ângulo a outro: E a coroa que dominava tudo em roda dele, saia fora meio côvado, e o seu seio era de um côvado em roda: Os seus degraus porém estavam virados para o oriente. 18E o homem me disse: Filho do homem, isto diz o Senhor Deus: Estas são as cerimônias que se devem observar a respeito do altar sempre que êle fôr edificado: Para que sôbre êle se ofereça o holocausto, e se derrame o sangue. 19E tu darás as vítimas aos sacerdotes, e aos levitas, que são da linhagem de Sadoc, que se chegam ao meu altar, diz o Senhor Deus, para que êles me sacrifiquem um novilho da manada pelo pecado. 20E tomando do sangue dêsse novilho, pô-lo-ás sôbre os quatro cornos do altar, e sôbre os quatro cantos da sua margem, e sôbre a coroa por tôda a roda: E puri-ficá-lo-ás, e expiarás. 21Depois tomarás o novilho, que tiver sido oferecido pelo pecado: E queimá-lo-ás num lugar da casa, todo separado, fora do santuário. 22E no segundo dia oferecerás pelo pecado um bode novo que não tenha mancha: E purificarão o altar, como já o purificaram com o novilho. 23E depois que tiveres acabado de o purificar, oferecerás um novilho da manada que não tenha mancha, e um carneiro do rebanho que também não tenha mancha. 24E oferecê-los-ás na presença do Senhor: E os sacerdotes deitarão sal sôbre êles, e os oferecerão em holocausto ao Senhor. 25Sete dias a fio oferecerás cada dia um bode pelo pecado: E da mesma sorte oferecerão um novilho da manada, e um carneiro dos rebanhos, que não tenham mancha. 26Por sete dias expiarão o altar, e o purificarão: E encherão as suas mãos. 27E cumpridos que fôrem os sete dias, ao oitavo dia e nos seguintes, oferecerão os sacerdotes os vossos holocaustos sôbre o altar, e as hóstias que oferecem pela paz: E eu me reconciliarei convosco, diz o Senhor Deus.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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