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Gálatas 4

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Digo pois: Que quanto tempo o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor Ge tudo. 2Mas está debaixo dos tutores, e curadores. até q tempo determinado por seu pai: 3Assim também nós quando éramos meninos, ser-víamos debaixo dos rudimentos do mundo. 4Mas quando veio o cumprimento do tempo, enviou Deus a seu Filho, feito de mulher, feito sujeito à lei. 5A fim de remir aquêles que estavam debaixo da lei, para que recebessemos adoção de filhos. 6E porque vós sois filhos, mandou Deus aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Pai, Pai. 7E assim já não é servo, mas filho. E se é filho: Também é herdeiro por Deus. 8Mas então que certamente não conhecíeis a Deus, servieis aos que por natureza não são deuses. 9Porém agora tendo vós conhecido a Deus, ou para melhor dizer, sendo conhecidos de Deus: Como tornais outra vez aos rudimentos fracos, e pobres, aos quais quereis de novo: servir? 10Observais os dias, e os meses, e os tempos, e os anos. 11Temo-me de vós, não tenha sido talvez baldado o trabalho que tive convosco. 12Sêde como eu, porque também eu sou como vós, o que vos peço, irmãos: Vós nunca me ofendestes. 13E sabeis que ao princípio vos preguei o Evangelho com enfermidade da carne: E sendo eu a vossa tentação na minha carne, 14vós me não desprezastes, nem rejeitastes: Antes me recebestes como a um Anjo de Deus, como a Jesus Cristo. 15Onde está logo a vossa bem-aventirança? Porque vos dou testemunho, que, se pudesse ser, vos arranca-ríeis os olhos, e mos houvereis dado. 16Tornei-me eu logo vosso inimigo, porque vos disse a verdade? 17Eles vos zelam, não retamente: Mas querem-vos separar, para que os sigais a êles: 18Sêde pois zelosos do bem em bem sempre: E não só quando eu estou presente convosco. 19Filhinhos meus, por quem eu de novo sinto as dores do parto, até que Jesus Cristo se forme em vós. 20Eu porém quisera agora estar convosco, e mudar de palavras: Porque me vejo em tormento, sôbre como vos hei-de falar. 21Dizei-me-vós, os que quereis estar debaixo da Lei, não tendes lido a Lei? 22Porque está escrito: Que Abraão teve dois filhos, um de mulher escrava, e outro de mulher livre. 23Mas o que nasceu da escrava, nasceu segundo a carne: Mas o que nasceu da escrava, nasceu segundo a 24As quais coisas foram ditas por alegoria. Porque êstes são os dois Testamentos. Um certamente no monte Sinai, que gera para servidão; êste é figurado em Agar. 25Porque Sinai é um monte da Arábia, que representa a Jerusalém, que é cá debaixo, e que é escrava com seus filhos. 26Mas aquela Jerusalém, que é lá de cima, é livre, a qual é nossa mãe. 27Porque escrito está: Alegra-te, ó estéril, que não pares: Esforça-te, e dá vozes, tu que não estás de parto: Porque são muitos mais os filhos da desolada, que daquela que tem marido. 28E nós, irmãos, somos filhos da promessa según-do Isaac. 29Mas como então aquêle, que havia nascido segundo a carne, perseguia ao que era segundo o espirito: Assim também agora. 30Mas o que diz a Escritura? Lança fora a escrava e a seu filho: Porque o filho da escrava não será herdeiro com o filho da livre. 31E assim, irmãos, não somos filhos da escrava, senão da liyre: Com cuja liberdade Cristo nos fêz livres.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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