Gênesis 8
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Tendo-se o Senhor lembrado de Noé e de todos os animais silvestres e de todos os animais domésticos que estavam com êle na arca, mandou um vento sôbre a terra, que fêz diminuir as águas. 2E as origens do abismo se fecharam, como também as cataratas do céu, e as chuvas que caíam cio céu se suspenderam; 3E as águas levadas duma parte a outra se retiraram de cima da terra e começaram a diminuir depois de cento e cinquenta dias. 4E no dia vinte e sete do sétimo mês, parou a arca sôbre os montes de Armênia. 5Entretanto as águas iam sempre em diminuição até ao décimo mês; e no primeiro dia do décimo mês apareceram os cumes dos montes. 6Tendo-se passado quarenta dias, abriu Noé a janela que tinha feito na arca, e deixou sair o corvo, 7o qual saiu, e não tornou, até que as águas, que estavam sôbre a terra, se secaram. 8Despediu também a pomba depois do corvo, para ver se as águas se tinham já retirado de cima da superfície da terra. 9E a pomba, como não achasse onde pôr o pé, tornou a voltar para a arca, porque as águas ainda estavam derramadas sôbre tôda a terra: e Noé, estendendo a mão, tomou a pomba, e a tornou a meter na arca. 10E depois de ter esperado ainda outros sete dias, segunda vez largou a pomba da arca. 11Voltou ela para Noé sôbre a tarde, trazendo no bico, um ramo verde de oliveira. Assim conheceu Noé, que as águas se tinham retirado de cima da terra. 12Ainda contudo esperou Noé outros sete dias, e deixou ir a pomba, que não tornou mais a êle. 13No ano seiscentos e um da vida de Noé, no primeiro dia do primeiro mês, tendo-se as águas retirado totalmente de cima da terra, abriu Noé o teto da arca; e olhando dali, conheceu que tôda a superfície da terra estava sêca. 14Ao dia vinte e sete do segundo mês, tôda a terra estava sêca. 15Então falouo Senhor a Noé, e lhe disse: 16Sai da arca tu, e teus filhos, tua mulher, e as mulheres de teus filhos. 17Faze sair também todos os animais, que nela estão contigo, de tôda a carne, tanto de aves como de bestas, como de répteis, que andam de rastos sôbre a terra: Entrai na terra, crescei e multiplicai-vos nela. 18Saiu pois Noé com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos. 19Saíram também da arca tôdas as bestas silvestres, os animais domésticos e os répteis que andam de rastos sôbre a terra, cada um na sua espécie. 20Ora, Noé edificou um altar ao Senhor; e tomando de tôdas as reses e de tôdas as aves, ofereceu-lhas em holocausto sôbre o altar. 21O que foi assim agradável ao Senhor, como um suave cheiro; e êle disse: Não amaldiçoarei mais a terra por causa dos homens: porque o espírito e o pensamento do coração do homem são inclinados para o mal desde a sua mocidade. Não tornarei pois a ferir de morte todo o vivente como fiz. 22Ver-se-ão sempre' as sementes, e as searas; o frio e o calor; o verão e o inverno; o dia e a noite sucedendo um ao outro todo o tempo que a terra durar.