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Isaías 18

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Ai da terra cimbalo de asas, que está além dos rios da Etiópia, 2do povo, que manda embaixadores por mar, e em vasos de junco sôbre as águas: Ide, anjos velozes, a uma gente arrancada, e despedaçada: A um povo terrível, depois do qual não há outro: A uma gente que está esperando, e é pisada dos pés, a quem os rios lhe roubaram a sua terra. 3Habitadores do Orbe, que morais na terra, quando fôr levantado o estandarte nos montes, vós todos o vereis e ouvireis o som da trombeta: 4Porque o Senhor me diz isto: Repousarei, e considerarei no meu lugar, como é clara a luz do meio-dia, e como a névoa de orvalho no tempo da messe. 5Porque antes da messe todo êle floresceu, e a madureza temporã lançará renovos, e os seus raminhos serão cortados com foices: E o que fôr deixado, será cortado, e sacudido. 6E ficarão servindo ao mesmo tempo de pasto às aves dos montes, e às alimárias da terra: E estarão sôbre êle os pássaros em todo o Estio, e sôbre êle invernarão tôdas as alimárias da terra. 7Naquele tempo serão levados presentes ao Senhor dos exércitos pelo povo arrancado e despedaçado: Pelo povo terrível depois do qual não houve outro, pela gente que está esperando, esperando e é pisada dos pés, a quem os rios lhe roubaram a sua terra, ao lugar do Nome do Senhor dos exércitos, o monte de Sião.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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