Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Isaías 28

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Ai da coroa de soberba, dos embriagados de Efraim, da flor caduca, glória da sua exultação, dos que estavam no cume do vale fertilíssimo, errantes por causa do vinho. 2Eis-aqui o Senhor valente e forte como o ímpeto duma chuva de pedra: Torvelhinho que tudo quebra, como ímpeto de muitas águas que inundam, e se espraiam sôbre uma espaçosa campina. 3Aos pés será pisada a coroa de soberba dos embriagados de Efraim. 4E a flor caduca da glória da sua exultação, que está sôbre o cume do vale mui pingue, será como o fruto temporão, que chega a amadurecer antes do Outono: O qual se algum pondo nêle os olhos o vir, logo assim que o tomar na mão, o devorará. 5Naquele dia o Senhor dos exércitos será a coroa de glória, e a grinalda de exultação, para o resto do seu povo: 6E o espirito de justiça para o que está assentado para bem julgar, e a fortaleza para os que voltarem da batalha para a porta. 7Mas também êstes por causa do vinho não enten- "deram, e por causa da embriaguez andaram sem se poderem ter: O sacerdote e profeta não entenderam por causa da embriaguez, foram absorvidos pelo vinho, andaram -cambaleando na embriaguez, não conheceram o Vidente, ignoraram a justiça. 8Porque tôdas as mesas se encheram de vômito e de asquerosidades, tanto assim que não havia já lugar que estivesse limpo. 9A quem ensinará a ciência? e a quem fará entender o que se ouviu? aos que já se lhes tirou o leite, aos que já foram desmamados. 10Porque manda, torna a mandar, manda, torna a mandar, espera, torna a esperar, espera, torna a esperar, um pouco aí, um pouco aí. 11Porquanto em outra linguagem de lábio, e em língua estranha êle falará a êste povo. 12Ao qual disse: Êste é o meu descanso, confortai ao cansado, e êste é o meu refrigério: E êles não quiseram ouvir. 13E ser-lhes-ã repetida esta palavra do Senhor: Manda, torna a mandar, manda, torna a mandar, espera, torna a esperar, espera, torna a esperar, um pouco ai, um -pouco aí: Para que vão, e caiam para trás, e fiquem esmigalhados, e metidos no laço, e presos. 14Por esta causa ouvi a palavra do Senhor, homens escarnecedores, que exerceis a vossa dominação sobre o meu povo, que está em Jerusalém. 15Porque vós dissestes: Nós fizemos um concerto com a morte, e fizemos um pacto com o inferno. Quando passar o flagelo de inundação, não virá sôbre nós: Porque temos pôsto a mentira por base da nossa esperança. e pela mentira fomos protegidos. 16Por isso estas coisas diz o Senhor Deus: Eis-aqui estou eu que vou a lançar nos fundamentos de Sião uma pedra, uma pedra aprovada, angular, preciosa, fundada no fundamento: Aquele que crer, não se apresse. 17E farei juízo com pêso, e justiça com medida: E a saraiva derribará a esperança da mentira: E as en-chentes das águas deixarão alagada a proteção. 18E será apagado o vosso concêrto com a morte, e o vosso pacto com o inferno não subsistirá: Quando passar o flagelo de inundação, êle vos terá por emprêgo da sua pisadura. 19Ao ponto que êle fôr passando, vos arrebatará: Porque de manhã cedo passará sem acabar de dia nem de noite, e só unicamente a vexação vos fará entender o que se ouviu. 20Porque estreita é a cama, de sorte que um dos dois há-de cair: E um cobertor curto não pode cobrir a um e outro. 21Porque o Senhor se levantará, como no Monte das Divisões: Lie se mostrará irado, como no Vale, que está em Gabaon: Para fazer a sua obra, uma obra alheia dele: Para fabricar a sua obra, uma obra dêle que lhe é estranha. 22Cessai pois já de fazer zombaria, para que não suceda que se apertem mais as vossas cadeias: Porque cu ouvi ao Senhor Deus dos exércitos que a consumação e abreviação de tudo isto mui cedo viria sôbre tôda a terra. 23Percebei aplicando os ouvidos, e escutai a minha voz, atendei, e ouvi as minhas expressões. 24Acaso o lavrador lavrará sempre a fim de semear, estará êle incessantemente estorroando e sachando a sua terra? 25Porventura depois de igualar a superfície dela não semeará a nigela, espalhará o cominho, e lançará o trigo a eito, e a cevada, e o milho, e alfarroba nos seus assinados lugares? 26E instrui-lo-á para fazer isto com juízo: O seu Deus o ensinará. 27Porque não será debulhada a nigela com trigo armado de dentes de ferro, nem rodará a roda de carro por cima dos cominhos: Mas será com uma vara sacudida a nigela, e os cominhos com um pau. 28E o trigo será esmiuçado: Mas na verdade não no debulhará sempre o que o debulha, nem o apertará debaixo de si a roda do carro, nem com as suas unhas o esmiuçará. 29E isto saiu do Senhor Deus dos exércitos, para fazer admirável o seu conselho, e engrandecer a sua justiça.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp