Isaías 41
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Calem-se diante de mim as ilhas, e tomem as gentes novas fôrças: Cheguem-se e então falem, vamos juntos a juízo. 2Quem suscitou do Oriente o justo, e o chamou para que o seguisse? Êle humilhará as nações na sua presença, e o fará superior aos reis: Entregá-los-á à sua espada como pó, ao seu arco bem como palha arrebatada do vento. 3Êle os perseguirá, passará em paz, não aparecerá rasto em seus pés. 4Quem obrou, e fêz estas coisas, chamando as gerações desde o princípio? Eu que sou o Senhor, eu que sou o primeiro e o último. 5As ilhas viram, e temeram, as extremidades da terra pasmaram, elas se aproximaram e se chegaram. 6Cada um auxiliará o seu próximo, e dirá a seu irmão: Esforça-te. 7O oficial latoeiro batendo com o martelo esforçou ao que batia ao mesmo tempo na bigorna, dizendo: isto é bom para a soldadura: E segurou-o com pregos, para que não abalasse. 8Porém, tu Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem eu escolhi, tu linhagem de Abraão, meu amigo: 9Na pessoa do qual eu te tomei das extremidades da terra, e dos seus países remotos te chamei, e te disse: Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei: 10Não temas porque eu sou contigo: Não te desen-caminhes, porque eu sou o teu Deus: Eu te confortei, e au-xilici e a destra do meu justo te tomou. 11Eis-aí serão confundidos, e ficarão cobertos de pejo todos aquêles que pelejam contra ti: Serão como se não fôssem, e perecerão os homens que te contradizem. 12Tu buscarás êsses homens, que se levantam contra ti: E não os acharás: Êles serão como se não fôssem,. e reduzir-se-ão a uma como aniquilação os homens que fazem guerra contra ti. 13Porque eu sou o Senhor teu. Deus, que te tomo pela mão, e te digo: Não temas, eu sou o que te tenho ajudado. 14Não temas, ó bichinho de Jacó, nem vós os que sois mortos de Israel: Eu te tenho auxiliado, diz o Senhor: E o teu redentor é o santo de Israel. 15Eu te pus como carro novo que trilha, armado de dentes de ferro, que cortam à maneira de serra: Tu virás a trilhar os montes, e os farás em migalhas: E reduzirás como a pó os outeiros. 16Tu os sacudirás ao ar, e levá-los-á o vento, e o torvelhinho os espalhará: E tu exultarás no Senhor, alegrar-te-ás no Santo de Israel. 17Os necessitados e os pobres buscam água, e não a há: A língua dêles secou-se de sêde. Eu, o Senhor, os atenderei, eu, o Deus de Israel, não os desampararei. 18Eu farei sair rios nos empinados outeiros, e rebentar fontes no meio dos campos: Reduzirei os desertos a tanques de águas, e a terra sem caminhos a arroios de águas. 19Farei nascer na solidão o cedro, e o espinheiro, e a murta, e a árvore da azeitona: Porei no deserto juntamente a faia, o olmeiro, e o buxo: 20Para que vejam, e saibam, e considerem, entendam igualmente que a mão do Senhor fêz esta maravilha, e o Santo de Israel é o autor dela. 21Chegai-vos a defender a vossa causa, diz o Senhor: Alegai as vossas razões, se acaso é que tendes alguma, diz o rei de Jacó. 22Venham, e anunciem-nos tôdas as coisas que estão para vir: Relatai as antigas que já passaram, e pôr-nos-emos a escutá-las de todo o nosso coração, e viremos a saber os últimos fins delas, e mostrai-nos as que hão de vir. 23Anunciai as coisas que têm de vir para o futuro e ficaremos sabendo que vós sois deuses: Também fazei bem ou mal, se podeis: E falemos, e vejamo-lo ao mesmo tempo. 24Eis-aí está, que vós vindes do nada, e a vossa obra daquilo que não é: A abominação é quem vos escolheu. 25Eu o suscitei do Aquilão, e-êle virá de onde nasce o sol: Êle invocará o meu nome, e tratará aos magistrados como lôdo, e como oleiro que pisa o barro calcando o chão. 26Quem anunciou isto desde o principio para que nós o saibamos: E desde o princípio para que digamos: Tu és justo? Não há nem quem anuncie, nem quem pre-diga, nem quem ouça os vossos discursos. 27Êle será o primeiro que diga a Sião: Ei-los aqui, e eu darei a Jerusalém um evangelista. 28E olhei, e não havia ali dêstes nenhum que entrasse em conselho, e que perguntando respondesse palavra. 29Eis-aqui como todos êles são injustos, e vãs as suas obras: Vento e vaidade os seus simulacros.