Isaías 59
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Eis-aí está que a mão do Senhor não é abreviada para não poder salvar, nem o seu ouvido ensurdeceu para não ouvir dando atenção. 2Mas as vossas iniqüidades são as que fizeram uma separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados são os que lhe fizeram esconder de vós a sua face, para que não ouvisse com atenção. 3Porque as vossas mãos estão manchadas de sangue, e os vossos dedos de iniquidade; os vossos lábios falaram a mentira, e a vossa língua profere a iniquidade. 4Não há quem invoque a justiça, nem há quem julgue em verdade: Mas confiam no nada, e falam vaidades: Êles conceberam o trabalho, e pariram a iniquidade. 5Êles romperam ovos de áspides, e teceram teias de aranha: O que comer dos ovos dêles, morrerá: E do que se fomentou sairá um basilisco. 6As suas teias não servirão para vestido, nem êles se-cobrirão das suas obras: As suas obras são umas obras inúteis, e nas mãos dêles se achou sempre obra de iniquidade. 7Os seus pés correm para fazer o mal, e êles se apressem para derramar o sangue inocente: Os seus pensamentos são uns pensamentos inúteis: A desolação e o quebrantamento se acha nos caminhos dêles. 8files não conheceram o caminho da paz, nem há Juízo nos passos dêles: As suas veredas se lhes fizeram tortas: Todo o que anda por elas, ignora a paz. 9Por esta causa se alongou de nós o juízo, e não nos abraçará a justiça: Esperamos a luz, e eis-que não houve mais que trevas: O resplendor, e andamos em trevas. 10Andamos como cegos apalpando as paredes, e como se não tivéssemos olhos fomos pelo tacto: Trove-çamos no pino do meio-dia como em trevas, em lugares cobertos de escuridão como os mortos. 11Todos nós rugiremos como ursos, meditando rolaremos como pombas: Esperamos o juízo, e não o há: A salvação, e ela se alongou de nós. 12Porque as nossas iniqüidades se multiplicaram cliante de ti, e os nossos pecados deram testemunho contra nós: Porque as nossas maldades nos são presentes, e bem conhecemos as nossas iniqüidades, 13que pecamos e que mentimos contra o Senhor: E nós voltamos as costas para não irmos após o nosso Deus, para proferirmos a calúnia, e pormos por obra a transgressão: Nós concebemos, e falamos de dentro do coração palavras de mentira. 14E voltou para trás o juízo, e se pôs longe a justiça: Porque na praça caiu por terra a verdade, e não pôde ali entrar a equidade. 15E a verdade foi posta em esquecimento: E o que se retirou do mal, ficou exposto à prêsa: E o Senhor o viu, e ante os seus olhos apareceu o mal, porque não há juízo: 16E viu que não há varão: E tem ficado perplexo, por não haver quem se oponha: Mas êle salvou para si o seu braço, e a sua própria justiça o susteve. 17Vestiu-se desta sua justiça como duma couraça. e o capacete de salvação assentou na sua cabeça: Pôs sôbre si vestidos de vingança, e cobriu-se de zelo como de um manto. 18Assim como quem se prepara para tomar vingança, como para retribuir com indignação a seus contrários, e corresponder a seus inimigos: file pagará às ilhas na mesma moeda. 19E os que demoram da parte do Ocidente, temerão o nome do Senhor: E os que ficam da banda de onde nasce o sol respeitarão a sua glória: Quando êle vier como um rei impetuoso, a quem o espírito do Senhor impele, 20e quando vier um Redentor a Sião, e aqueles que voltam da iniquidade para Jacó, diz o Senhor. 21Esta será com êles a minha aliança, diz o Senhor; o meu espirito que está em ti, e as minhas palavras, que pus na tua bôca, não se apartarão da tua bôca, nem da bôca de teus filhos, nem da bôca dos filhos de teus filhos, diz o Senhor, desde agora e até para tôda a eternidade.