Joel 3
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Porquanto eis-ai está que naqueles dias, e naquele tempo, em que eu levantar o cativeiro de Judá e de Jerusalém: 2Ajuntarei tôdas as gentes, e levá-las-ei ao vale de Josafat: E ali entrarei com elas em juízo no tocante a Israel meu povo, e minha herança, a quem êles espalharam por entre as nações, e no tocante à minha terra, que êles dividiram entre si. 3E luçaram sortes na repartição do meu povo: E expuseram os meninos nos lugares de prostituição, e venderam as donzelas por vinho para beberem. 4Mas que há que disputar entre mim e vós, ó Tiro e Sicônia, e todo o têrmo dos palestinos? Acaso tomareis vós vingança de mim? E se desafogais esta vossa vingança contra mim, eu logo vos corresponderei com tôda a presteza, fazendo recair sôbre a vossa cabeça o mal que me quereis fazer. 5Porque vós levastes a minha prata, e o meu ouro: E metestes nos vossos templos o que eu tinha de mais precioso, e de mais belo. 6E vós vendestes os filhos de Judá, e os filhos de Jerusalém aos filhos dos gregos, para os pordes longe dos seus confins. 7Eis-aqui estou eu que os recobrarei do lugar em que vós os vendestes: E farei recair sôbre a vossa cabeça a paga que mereceis. 8E venderei vossos filhos, e vossas filhas, por mãos dos filhos de Judá, e eles os venderão aos sabeus, povo remoto, porque o Senhor é quem o disse. 9Publicai isto entre as gentes, santificai-vos para a guerra, animai os valentes: Cheguem-se, marchem todos os homens de guerra. 10Forjai espadas das relhas dos vossos arados, e lanças de ferro dos vossos enxadões. Diga o fraco: Eu pois sou forte. 11Saí de tropel, e vinde tôdas as gentes dos contornos, e ajuntai-vos: Aí fará o Senhor perecer os teus valentes. 12Levantem-se, e vão as gentes ao vale de Josafat: Porque ali me assentarei para julgar tôdas as gentes em circuito. 13Metei as foices ao trigo, porque já está madura a messe: Vinde, e descei, porque o lagar está cheio, as cubas deitam por fora: Porque se multiplicou a sua ma-Joel S, 14Acudi, povos, povos, ao vale da matança: Por-: que o dia do Senhor está perto no vale da matança. 15O sol e a lua se cobriram de trevas, e as estrêlas retiraram o seu resplendor. 16E o Senhor rugirá de Sião, e de Jerusalém fará retinir a sua voz: Também os céus e a terra tremerão: E o Senhor será a esperança do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel. 17Vós sabereis então que eu sou o Senhor vosso Deus, que habito no meu Santo monte de Sião: É Jerusalém será Santa, e os estrangeiros não tornarão mais a passar pelo meio dela. 18E acontecerá isto naquele dia: Os montes distilarão doçura, e os outeiros manarão leite: E as águas se espalharão por todos os regatos de Judá: E da casa do Senhor sairá uma fonte, que regará a torrente dos espinhos. 19O Egito será todo assolado, e a Iduméia ficará sendo um deserto de perdição: Por isso que êles oprimiram injustamente os filhos de Judá, e derramaram na sua terra o sangue inocente. 20Pelo contrário, a Judéia será habitada eternamente, e Jerusalém subsistirá em geração e geração. 21E eu purificarei o seu sangue, que eu não tinha purificado: E o Senhor morará para sempre em Sião.