Jonas 1
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E foi dirigida a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amati, a qual dizia: 2Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega nela: Porque a sua malícia subiu até à minha presença: 3Jonas pois se pôs a caminho, resoluto a ir para Tarsis, para fugir da face do Senhor, e desceu a Jope, e achou um navio que ia para Tarsis: E deu o seu frete e entrou nêle para ir com os seus passageiros a Tarsis fugindo da face do Senhor. 4Porém o Senhor enviou sôbre o mar um vento furioso: E levantou-se no mar uma grande tempestade, e estava o navio em perigo de se fazer em pedaços. 5Então temeram os marinheiros, e invocaram cada um o seu Deus a grandes gritos: E alijaram no mar tôda a carga, que traziam no navio, para o aliviarem do seu pêso: Entretanto Jonas desceu ao porão do navio, e lá dormiu um profundo sono. 6E chegou-se a êle o pilóto, e lhe disse: Como te deixas tu estar agarrado nesse sono? Levanta-te, invoca o teu Deus, a ver se acaso se lembra de nós, e não permite que pereçamos. 7Então disse cada um para o seu companheiro: Vinde, e deitemos sortes: Para sabermos porque nos acontece êste mal. E lançaram sortes: E caiu a sorte sôbre Jonas. 8Eles depois lhe disseram: Declara-nos, qual é a causa dêste perigo em que nós estamps: Em que te ocupas tu? Onde é a tua terra, e para onde vais? Ou de que povo és tu? 9E jonas lhes respondeu:. Eu sou hebreu, eu temo o Senhor Deus do céu, que fêz o mar e a terra. 10Então os homens ficaram tomados de grande mêdo, e lhe disseram: Por que fizeste tu isto? (Porque os tais homens vieram a saber que êle ia fugindo da face do Senhor, pois já lho havia declarado). 11Êles pois lhe disseram; Que te faremos nós, para que o mar cesse de se levantar contra nós? Porque o mar se elevava, e engrossava cada vez mais. 12E Jonas lhes respondeu: Pegai em mim, e lançai-me no mar, e o mar se vos aplacará: Porque eu sei que por minha causa é que vos sobreveio esta grande tempestade. 13Entretanto trabalhavam à fôrça de remo os marinheiros por tornar a ganhar a terra, mas não podiam: Porque o mar cada vez se empolava mais, e se embra-vecia contra êles. 14Assim êles clamaram ao Senhor, e lhe disseram: Rogamos-te, Senhor, que a morte dêste homem não seja causa da nossa perdição, e que não faças cair sôbre nós um sangue inocente: Porque tu és, Senhor, o que isto fizeste, como quiseste. 15Depois pegaram em Jonas, e o lançaram no mar: E no mesmo ponto cessou o mar da sua fúria. 16Então conceberam êstes homens um grande temor ao Senhor, e imolaram hóstias ao mesmo Senhor, e lhes fizeram votos.