Jonas 4
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E Jonas se angustiou com uma grande aflição e ficou todo apaixonado. 2E orou ao Senhor e disse: Rogo-te, Senhor, se porventura não é isto o de que eu me receava, quando ainda. estava na minha terra? por isto é que eu me preveni com o expediente de fugir para Tarsis: Porque eu sei que tu és um Deus clemente e misericordioso, paciente e de muita. comiseração e que perdoa os pecados. 3Eu pois te rogo, Senhor, que tires agora a minha alma do meu corpo: Porque me é melhor a morte do que a vida. 4E o Senhor lhe disse: Julgas tu que tens razão para te apaixonares? 5Ao depois saiu Jonas da cidade e se assentou contra o oriente da mesma cidade. E ali fêz para si uma pe-, quena coberta, e debaixo dela repousava à sombra, até ver que era o que acontecia à cidade. 6Então fêz nascer o Senhor Deus uma hera, que se levantou por cima da cabeça de Jonas, para fazer sombra à sua cabeça e para o defender: Porque estava muito incomodado: E se encheu Jonas por aquela hera de grande alegria. 7Ao outro dia porém ao romper da manhã enviou Deus um bicho: E roeu as raízes à hera e ela se secou. 8Depois como apareceu o sol: Mandou o Senhor um vento quente e abrasador: E deram os raios do sol na cabeça a Jonas, e se abrasava: E desejou com tôda a sua alma a morte, e disse: Melhor me é morrer do que viver. 9Então disse o Senhor a Jonas: Julgas tu que tens razão para te enfadares por amor desta hera? E Jonas lhe respondeu: Tenho razão de me entadar até o ponto de desejar a morte. 10Disse pois o Senhor: Tu enfadas-te por amor de uma hera, que te não custou trabalho algum, nem a fizeste crescer: Que nasceu numa noite, e numa noite feneceu. 11E então eu não perdoarei à grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e um grande número de animais?