Jeremias 11
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Palavra que foi dirigida pelo Senhor a Jerusalém, a qual dizia: 2Ouvi as palavras desta aliança, e falai aos varões de Judá, e aos moradores de Jerusalém, 3e lhes dirás a eles: Isto diz o Senhor Deus de Israel: Maldito o varão que não ouvir as palavras desta aliança, 4a qual eu fiz com vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, da fornalha de ferro, dizendo: Ouvi a minha voz, e fazei tôdas as coisas que vos mando, e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus: 5Para que eu renove o juramento, que jurei a vossos pais, que eu lhes daria uma terra que manasse leite, e mel, assim como é o dia de hoje. E respondi, e disse: Amém, Senhor. 6E o Senhor me disse: Dize a vozes tôdas estas palavras nas cidades de Judá, e fora de Jerusalém, dizendo: Ouvi as palavras desta aliança, e observai-as: 7Porque eu conjurei com instância a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito até hoje em dia: Levantando-me de manhã os conjurei e disse: Ouvi a minha voz: 8E não ouviram, nem inclinaram o seu ouvido: Mas seguiu cada um a pravidade do seu coração maligno: E fiz vir sôbre êles tôdas as palavras desta aliança, que lhes mandei observar, e não as observaram. 9E o Senhor me disse: Uma conjuração se achou nos varões de Judá, e nos moradores de Jerusalém. 10Tornaram às primeiras maldades de seus pais, que não quiseram ouvir as minhas palavras: E êstes também foram após de deuses estranhos para os servir: À casa de Israel, e a casa de Judá romperam a minha aliança, que eu fiz com seus pais. 11Pelo que isto diz o Senhor: Eis-aqui estou eu que farei vir sôbre eles calamidades, das quais não poderão sair: E clamarão a mim, e eu os não ouvirei. 12E irão as cidades de Judá, e os moradores de Jerusalém, e clamarão aos deuses a quem oferecem libações, e não os livrarão no tempo da sua aflição. 13Porque os teus deuses, ó Judá, eram segundo o número das tuas cidades: E segundo o número das tuas ruas, ó Jerusalém, puseste aras de confusão, aras para ofereceres libações a Baal. 14Tu pois não queiras orar por êste povo, e não empreendas por êle louvor algum nem oração: Porque eu os não ouvirei no tempo em que êles clamarem a mim, no tempo da sua aflição. 15De onde vem, que aquêle que eu amo cometeu tantas maldades na minha casa? acaso as carnes santas apartarão de ti as tuas malícias em que te gloriaste? 16O Senhor te pôs o nome de oliveira fecunda, formosa, fértil, vistosa: À voz da sua palavra se acendeu nela um grande fogo, e se queimaram as suas ramas. 17E o Senhor dos exércitos que te plantou, pronunciou calamidades contra ti: Por causa dos males da casa de Israel, e da casa de Judá, que êles fizeram em seu dano para me irritar, oferecendo libações a Baal. 18Mas tu, Senhor, assim mo mostraste, e eu o conheci: Tu então me descobriste os intentos dêles. 19E eu era como um manso cordeiro, que é levado a ser vítima: E não soube que êles formaram desígnios contra mim, dizendo: Ponhamos o pau no seu pão, e extermipemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome. 20Mas tu, Senhor dos exércitos, que. julgas segundo a equidade, e que sondas os afetos e os corações, faze que eu veja as vinganças que tomarás dêles: Pois a ti descobri a minha causa. 21Portanto isto diz o Senhor, aos varões de Anatot, que buscam a tua alma, e dizem: Não profetarás em nome do Senhor, e não morrerás às nossas mãos. 22Portanto isto diz o Senhor dos exércitos: Eis-aqui estou eu que irei com a minha visita sôbre eles: Os mancebos morrerão à espada, os filhos dêles, e as suas filhas morrerão de fome. 23E não ficarão relíquias dêles: Porque enviarei castigo sôbre os varões de Anatot, ano de visitação para eles.