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Levítico 11

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Depois falou o Senhor a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: 2Declarai aòs filhos de Israel o seguinte: De todos os animais da terra, eis-aqui os de que vós podereis comer. 3Dentre os quadrúpedes podereis comer daqueles, que têm a unha rachada, e que remoem. 4Quanto aos que remoem, mas não têm a unha rachada, como são os camelos e outros animais, não comereis dêles, e reputá-los-eis imundos. 5O querogrilo, que remói mas não tem a unha rachada, é imundo. 6A lebre também é imunda, porque ainda que remói, não tem a unha rachada. 7O porco também é imundo, porque ainda que tem a unha rachada, não remói. 8Não comereis carne de nenhum dêstes animais, nem tocareis os seus cadáveres, porque os deveis ter por imundos. 9Eis-aqui os aquáticos de que vos é permitido comer: Comereis de tudo o que tem barbatanas. e escamas, tanto no mar, como nos rios, como nos tanques. 10Mas tudo o que se move, e vive nas águas sem ter barbatana, nem escamas, será para vós abominável, e execrando. 11Não comereis da carne dêstes aquáticos, nem os tocareis, quando estiverem mortos. 12Todos os aquáticos, que não tiverem barbatanas nem escamas, serão para vós imundos. 13Das aves, eis-aqui as de que vós não comereis, e as que deveis evitar: a águia, o grifo, o falcão, 14o milhano, o abutre, e tudo o que é da sua espécie; 15o corvo, e tudo o que é da sua espécie; 16o avestruz, a coruja, a garça, o açor, e tudo ò que é da sua espécie; 17o mòcho, a gaivota, o íbis, 18o cisne, o onocrótalo, o porfirião, 19o herôdio, a cegonha, e tudo o que é da sua espécie, a poupa, e o morcego. 20Tudo o que voa, e anda sôbre quatro pés, será para vós abominável. 21Mas tudo o que anda sôbre quatro pés, e que tendo os pés detrás mais compridos, salta sôbre a terra, 22podeis comer dêle: Como é o brugo segundo a sua espécie, o ataco, o ofiômaco, e o gafanhoto, cada um segundo a sua espécie. 23Todos os animais, que voam, e têm só quatro pés, serão para vós execrandos. 24Todo o que tocar, estando mortos, será poluto, e ficará imundo até à tarde. 25Se lhe fôr necessário pegar em algum dêstes animais depois de mortos, lavará os seus vestidos, e ficará imundo até o pôr do sol. 26Todo o animal, que tem unha mas sem ser rachada, e que não remói, será imundo; e aquêle que o tocar, ficará contaminado. 27De todos os animais quadrúpedes, aqueles que andam sôbre as quatro mãos serão imundos: aquêle, que os tocar mortos, ficará imundo até à tarde. 28Aquêle que carregar com êsses cadáveres, lavará os seus vestidos, e ficará imundo até à tarde: Porque êstes animais são para vós imundos. 29Também entre os animais, que se movem sôbre a terra, deveis vós reputar imundos êstes: a doninha, o rato, o crocodilo, cada um na sua espécie; 30o musaranho, o cameleão, o estelião, a lagartixa, a toupeira. 31Todos êstes animais são imundos. Aquêle que tocar os seus cadáveres, ficará imundo até à tarde. 32E tudo sôbre que cair alguma coisa dos seus cadáveres, ficará poluto; ou seja um vaso de pau, ou seja um vestido, ou sejam peles, e cilícios. Todos os vasos, em que se faz qualquer coisa, serão lavados em água: êles ficarão polutos até à tarde, e depois disto ficarão limpos. 33Mas o vaso de barro, sôbre que cair alguma coisa destas, ficará poluto, e por isso se deve quebrar. 34Se se derramar alguma água em cima de qualquer comer vosso, ficará êste imundo: e todo o líquido, que se bebe de qualquer dêstes vasos, será imundo. 35Se dêstes animais mortos cair alguma coisa sôbre o que quer que fôr, ficará isso imundo: ou o sôbre que caiu seja um forno, ou seja uma marmita, estas coisas se devem reputar imundas, e se devem desfazer. 36Porém as fontes, as cisternas, e todos os depósitos dágua serão puros. Aquêle, que tocar os sobreditos cadáveres, ficará poluto. 37Se dêles cair alguma coisa sôbre a semente, não ficará por isso imunda. 38Mas se alguém entornou água sôbre a semente e esta depois tocou em coisa de cadáver, no mesmo ponto ficará poluta. 39Se morreu algum daqueles animais, de que vos é lícito comer, aquêle que tocar o seu cadáver, ficará imundo, até à tarde. 40O que comer alguma coisa dêle, ou tiver carregado com êle, lavará os seus vestidos, e ficará imundo até a tarde. 41Tudo o que anda de rastos sôbre a terra, será abominável, e não se comerá dêle. 42Não comereis -nada de todo aquêle animal que tendo quatro pés, anda sôbre o peito; nem do que tem muitos pés, ou que se arrasta pela terra: porque êstes animais são abomináveis. 43Guardai-vos de contaminardes as vossas almas, e não toqueis nenhuma destas coisas, para não ficardes manchados. 44Porque eu sou o Senhor vosso Deus. Sêde santos, porque eu sou santo. Não mancheis as vossas almas com o toque de algum dos répteis, que se movem sôbre a terra. 45Porque eu sou o Senhor, que vos tirei do Egito, para ser o vosso Deus. Vós sereis santos, porque eu sou santo. 46Esta é a lei sôbre as bêstas, sôbre as aves, sôbre todo o animal vivente, que se move na água, ou que anda de rôjo pela terra; 47para que vós conheçais a diferença do que é limpo, ou imundo; e para que saibais que é o que deveis comer oú rejeitar.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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