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Levítico 15

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Falou mais o Senhor a Moisés, e a Aarão, dizendo: 2Falai aos filhos dê Israel, e dizei-lhes isto: O homem, que padece uma purgação, é imundo. 3E então se julgará que êle padece êste acidente, quando a cada momento se ajunta um impuro humor, que se lhe pega à carne. 4Todo o lugar, em que êle dormir, e todo o em que se assentar, será imundo. 5Se qualquer homem tocar o leito dêle, lavará os seus vestidos; e tendo-se lavado êsse mesmo homem em água, estará imundo até a tarde. 6Se se assentar onde êle estava assentado, lavará também os seus vestidos; e tendo-se lavado em água, estará imundo até à tarde. 7O que tocar a sua carne, lavará os seus vestidos; e tendo-se lavado em água, estará imundo até à tarde. 8Se êste homem salivar em cima de aquêle, que está limpo, êste lavará os seus vestidos; e tendo-se lavado em água, estará imundo até à tarde. 9A sela, sôbre que êle se assentar, ficará imunda; 10e tudo o que tiver estado deba: xo de aquêle. que padece uma purgação branca, ficará poluto, até à tarde. O que tiver pegado em qualquer destas coisas, lavará os seus vestidos; e tendo-se êle mesmo lavado em água, estará imundo até à tarde. 11Se um homem neste estado, antes de ter lavado as mãos, tocar com elas noutro; aquêle, que foi tocado lavará, os seus vestidos; tendo-se lavado em água, estará imundo até à tarde. 12Quando êste homem tenha tocado um vaso, se êle é de barro, deve-se quebrar; se é de pau, deve-se lavar em água. 13Se o que padece êste trabalho sarou dêle, contará sete dias depois da sua purificação; e tendo lavado os vestidos, e todo o corpo em águas vivas, será limpo. 14Ao dia oitavo tomará duas rôlas, ou dois pombinhos, e se apresentará diante do Senhor à porta do tabernáculo do testemunho, e dá-los-á ao sacerdote; 15e êste imolará um pelo pecado, e outro em holocausto; e rogará por êle diante do Senhor, para êle ser purificado desta impureza. 16O homem, a quem acontece o que é efeito do uso do matrimônio, lavará em água todo o seu corpo, e estará imundo até à tarde. 17Lavará em água o vestido, e a pele, que tiver trazido sôbre si, e êsse vestido, e essa pele serão imundos até à tarde. 18A mulher, a que êle se chegou, lavar-se-á em água, e estará imunda até à tarde. 19A mulher, que padece o seu fluxo de sangue menstrual, estará separada sete dias. 20Todo o que a tocar estará imundo até à tarde: 21e tôdas as coisas, sôbre que ela tiver dormido, ou sôbre que se tiver assentado, durante os dias da sua separação, serão polutas. 22Aquêle, que tocar o seu leito, lavará o seu vestido; e depois de êle mesmo se ter lavado em água, estará imundo até à tarde. 23Todo o que tocar qualquer coisa, sôbre que ela se tenha assentado, lavará os seus vestidos; e tendo-se êle mesmo lavado em água, estará imundo até à tarde. 24Se qualquer homem tiver cópula com ela, durante o seu menstruo, será imundo sete dias: e todos os leitos, sôbre que êle dormir, serão polutos. 25A mulher, que fora do tempo do seu menstruo padece por muitos dias fluxo de sangue; ou aquela, a quem continua o menstruo, quando êle já devia cessar: todo o tempo que estiver sujeita a êste acidente, estará imunda, como se andasse com o seu menstruo. 26Todos os leitos, sôbre que ela dormir, e tôdas as coisas, sôbre que ela se assentar, serão polutas. 27Todo o que tocar algumas destas coisas, lavará os seus vestidos; e depois de êle mesmo sè ter lavado em água, estará imundo até à tarde. 28Se o sangue parou, e deixou de correr, contará ela sete dias até ao dia da sua purificação. 29E ao dia oitavo oferecerá por si ao sacerdote duas rôlas, ou dois pombinhos à porta do tabernáculo do testemunho. 30E o sacerdote imolará um dêles pelo pecado, e oferecerá outro em holocausto, e rogará diante do Senhor pela mulher, e pelo fluxo da sua imundície. 31Vós pois ensinareis aos filhos de Israel, que se guardem da impureza, para não morrerem nas suas imundícies, tendo violado o meu tabernáculo, que está no meio dêles. 32Esta é a lei acêrca de aquêle, que padece uma purgação branca, ou que se mancha, tendo cópula com alguma mulher. 33E esta é também a lei acêrca da mulher, que está separada por causa do que lhe acontece cada mês, ou à qual continua a indisposição dali por diante; e também acêrca do homem, que dormir com ela.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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