Malaquias 3
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Eis-aí mando eu o meu anjo, e êle preparará o caminho diante da minha face. E logo o Dominador que vós buscais, e o anjo do testamento, que vós desejais. virá ao seu templo. Ei-lo-aí vem, diz o Senhor do exércitos: 2E quem poderá ainda somente considerar no dia da sua vinda, e quem poderá ter-se à sua vista? Porque êle será como o fogo que derrete os metais, e como a erva dos lavandeiros: 3E será como um homem que se assenta a fundir, ca refinar a prata, e êle purificará os filhos de Levi, e os refinará como o ouro, e como a prata, e êles oferecerão sacrifícios ao Senhor em justiça; 4E o sacrifício de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como o foram os dos séculos passados, e os dos primeiros anos. 5Então chegar-me-ei eu a vós a exercer o meu juízo e eu serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os perjuros, e contra os que defraudam o jornal do trabalhador, as viúvas e os órfãos, e oprimem os estrangeiros, e não me temeram, diz: o Senhor dos exércitos. 6Porque eu sou o Senhor, e não me mudo: Por isso é que vós, ó filhos de Jacó, não tendes sido ainda consumidos. 7Porquanto desde os dias de vossos pais vos apar-tastes das minhas leis, e não as guardastes. Tornai para mim, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos exércitos. E dissestes: Como nos tornaremos nós? 8Será bem que um homem crave a Deus, porque vós outros me cravais? E dissestes: Em que te cravamos nós? Nos dízimos, e nas primícias. 9Portanto vós fôstes amaldiçoados com a penúria e vós, tôda a nação, me cravais. 10Levai todos os vossos dízimos ao meu celeiro, e haja mantimento na minha casa, e depois disto fazei prova de mim, diz o Senhor: Se não vos abrir eu as cataratas do céu, e se não derramar eu a minha bênção sôbre vós em abundância: 11E para vos fazer beneficio increparei aos insetos devoradores das novidades, e êles não estragarão o fruto da vossa terra nem haverá nos campos vinhas estéreis, diz o Senhor dos exércitos. 12E tôdas as gentes vos chamarão ditosos: Porque vós sereis uma terra de delícias, diz o Senhor dos exércitos. 13As palavras que vós tendes dito contra mim têm-se multiplicado cada vez mais, diz o Senhor. 14E dissestes: Que temos nós faiado contra ti? Dissestes: Vão é o que serve a Deus. E que proveito é para nós o termos guardado os seus preceitos, e o ha-vermos andado tristes diante do Senhor dos exércitos? 15Por isso nós chamamos agora ditosos aos homens arrogantes: Pois que êles são os que se estabelecem vivendo na impiedade e os que tentaram a Deus e se tiraram de todos os perigos. 16Então falaram os que temem ao Senhor, cada um com o seu próximo: E o Senhor se pôs atento, e os ouviu: E na sua presença foi escrito um livro de memória, a favor dos que temem o Senhor, e consideram no seu nome. 17E no dia em que eu hei de obrar, serão eles, diz benignamente, como um pai trata a seu filho que o serve. 18E vós mudareis então. de sentimento, e vereis que diferença há entre o justo, e o ímpio: E entre o-que serve a Deus, e o que não o serve.