Mateus 17
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E seis dias depois toma Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os leva à parte a um alto monte: 2E transfigurou-se diante dêles. E o seu rosto ficou refulgente como o sol: E as suas vestiduras se fizeram brancas como a neve. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com. êle. 4E começando a falar Pedro, disse a Jesus: Senhor, bom é que nós estejamos aqui: Se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, outro para Moisés, e outro para Elias.: 5Estando êle ainda falando, eis que uma lúcida nuvem os cobriu. E eis que saiu uma voz da nuvem que dizia: Êste é aquele, meu querido Filho, em quem tenho pôs to tôda a minha complacência: Ouvi-o. 6E ouvindo isto os discípulos cairam de bruços e tiveram grande mêdo. 7Porém Jesus se chegou a êles, e tocou-os, e disse-lhes: Levantai-vos e não temais. 8les então levantando os seus olhos, não viram mais do que tão sômente a Jesus. 9E quando êles desciam do monte, lhes pôs Jesus preceito, dizendo: Não digais a pessoa alguma o que vistes, enquanto o Filho do homem. não ressurgir dos mortos. 10E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Pois por que dizem os escribas que importava vir Elias primeiro? 11Mas êle, respondendo, lhes disse: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas: 12Digo-vos porém que Elias já veio, e êles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às suas mãos. 13Então conheceram os discípulos, que de João Batista é que êle lhes falara. 14E depois que veio para onde estava a gente, chegou a êle um homem, que, pôsto de joelhos diante dele, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é luná-tico e padece muito, porque muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água. 15E tenho-o apresentado a teus discípulos e êles o não puderam curar. 16E respondendo Jesus, disse: O” geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco? até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. 17E Jesus o ameaçou, e saiu dele o demônio, e desde aquela hora ficou o moço curado. 18Então se chegaram os discípulos a Jesus em particular, é lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? 19Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo, que se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a êste monte, passa daqui para acolá, e êle ha de passar, e nada vos será impossível. 20Mas esta casta de demônios não se lança fora, senão à fôrça de oração e de jejum. 21E achando-se êles juntos em Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem será entregue às mãos dos homens. 22E êstes lhe darão a morte, e ressuscitará ao terceiro dia. E eles se entristecerão em extremo. 23E tendo vindo para Cafarnaum, chegaram-se a Pedro os que cobravam o tributo das duas dracmas e disseram-lhe: Vosso Mestre não paga as duas dracmas?. 24file lhes respondeu: Paga. E depois. que entrou em casa, Jesus o preveniu, dizendo: Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra o tributo, ou censo? de seus filhos, ou dos estranhos? 25E Pedro lhe respondeu: Dos estranhos. Disse-lhe Jesus: Logo são isentos os filhos. 26Mas para que os não, escandalizemos, vai ao mar, e lança o ânzol: E o primeiro peixe que subir, toma-o: E abrindo-lhe a bôca, acharás dentro um estáter: Tira-o, e dá-lho por mim e por ti.