Números 19
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Tornou a falar o Senhor a Moisés e a Aarão, dizendo: 2Esta é a cerimônia da vítima que o Senhor ordenou. Manda aos filhos de Israel, que te tragam uma vaca vermelha, que esteja na fôrça da sua idade, e sem defeito, e que não tenha ainda levado o jugo: 3E a entregareis ao sacerdote Eleazar: o qual depois de a ter tirado para fora do campo, a imolará diante de todos: 4E molhando o dedo no sangue dela fará com êle sete aspersões voltado para a porta do tabernáculo. 5E a queimará à vista: de todos, consumindo na chama tanto a pele e as carnes, como o sangue e a bosta. 6O sacerdote lançará também no fogo, que queima a vaca, pau de cedro, hissôpo e escarlata tinta duas vezes. 7E depois disto, lavados os seus vestidos e o seu corpo, entrará no campo e estará imundo até à tarde. 8Assim mesmo aquele que o tiver queimado, lavará os seus vestidos e o seu corpo, e estará imundo até. à tarde. 9E um homem limpo recolherá as cinzas da vaca, e as deitará fora do campo num lugar limpíssimo, onde as guarde a multidão dos filhos de Israel, e sirvam para água de aspersão: Porque a vaca foi queimada pelo pecado. 10E aquele que tinha levado as cinzas, depois de ter lavado os seus vestidos, ficará imundo até à tarde. Os filhos de Israel e os estrangeiros que habitam entre eles, terão isto como santo por um fôro perpétuo. 11Aquele que tiver tocado o cadáver dum homem, e ficar por isso imundo sete dias, 12receberá a aspersão desta água ao terceiro dia e ao sétimo, e assim se tornará limpo. Se não receber ao terceiro dia a aspersão, não poderá ser purificado ao sétimo. 13Todo o que tiver tocado um cadáver humano, e não fôr borrifado com esta água assim misturada, manchará o tabernáculo do Senhor, e perecerá do meio de Israel: Porque não foi purificado com a água de expiação, ficará imundo, e a sua imundície ficará sobre êle. 14Esta é a lei em quanto ao homem que morre na sua tenda. Todos os que entrarem na sua tenda, e todos os vasos que ali há, estarão polutos sete dias. 15O vaso, que não tiver tapadoura, nem atadura sôbre si, será imundo. 16Se alguém no campo tocar o cadáver de um homem violentamente morto, ou falecido de si mesmo, ou qualquer osso dêle, ou a sua sepultura, será imundo sete dias. 17E tomarão das cinzas da combustão e do pecado, e deitarão por cima delas águas vivas dentro de um vaso: 18Nas quais depois de ter molhado um hissôpo um homem limpo aspergirá, com êle, a tôda a tenda, e a todos os móveis, e aos homens infeccionados de semelhante contágio. 19E por êste modo o limpo purificará o imundo ao terceiro dia e ao sétimo. E expiado no dia sétimo, lavar-se-á a si e aos seus vestidos, e estará imundo até à tarde. 20Se alguém não fôr expiado conforme êste rito, perecerá a sua alma do meio da congregação: Porque manchou o santuário do Senhor, e não foi borrifado com a água da expiação. 21Êste será um preceito legítimo e perpétuo. Aquele também que faz as aspersões com a água, lavará os seus vestidos. Todo o que tocar as águas da expiação, ficará imundo até à tarde. 22Tudo quanto um imundo tocar, ficará imundo: e a alma, que tocar qualquer destas coisas, estará imunda até à tarde.