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Números 5

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2Manda aos filhos de Israel, que deitem fora do campo todo o leproso, e o que padece purgação branca, e o que está imundo por ter tocado coisa morta. 3Deitai-os fora do campo, quer êles sejam homens, quer sejam mulheres, para que não manchem o lugar, onde eu habito no meio de vós. 4Assim o fizeram os filhos de Israel, e botaram fora do campo estas pessoas, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 5Tornou o Senhor a falar a Moisés, dizendo: 6Dize isto aos filhos de Israel: Quando um homem, ou uma mulher tiverem cometido algum dos pecados, em que de ordinário caem os homens; e tiverem violado por negligência o mandamento do Senhor, e tiverem delinquido: 7Confessarão o seu pecado, e restituirão àquele, contra quem pecaram, o justo preço da injúria, que lhe fizeram, ajuntando ainda por cima a quinta parte. 8Se não se achar pessoa, que o receba, dar-se-á ao Senhor, e pertencerá ao sacerdote, além do carneiro, que se oferece como vítima de expiação, para aplacar a ira do Senhor. 9Tôdas as primícias, cjue os filhos de Israel oferecem, pertencem também ao sacerdote. 10E tudo o que se oferece no santuário pelos particulares, e se põe nas mãos do sacerdote, será dêle. 11Tornou o Senhor a falar a Moisés, dizendo: 12Fala aos filhos de Israel. e dize-lhes: Quando uma mulher tiver caído em falta, e desprezando a seu marido, 13tiver dormido com outro homem. de sorte que seu marido não possa descobrir a coisa. e o adultério esteja oculto, sem que ela possa ser convencida por testemunhas, porque não foi apanhada no crime: 14Se o marido se acha agitado do' espirito de ciúme contra sua mulher; que ou na realidade está manchada. ou foi acusada por uma falsa suposição: 15Êle a trará diante do sacerdote, e oferecerá por ela de oferta a décima parte duma medida de farinha de cevada, sôbre a qual êle não derramará azeite, nem porá incenso: Porque êste é um sacrifício de ciúme, e uma oblação feita para descobrir o adultério. 16O sacerdote pois a oferecerá, e a apresentará diante do Senhor. 17E tomando da água santa num vaso de barro, lançará nela uma pouca de terra do pavimento do tabernáculo. 18E tanto que a mulher se apresentar diante do Senhor, o sacerdote lhe descobrirá a cabeça, e lhe porá nas mãos o sacrifício de recordação, e a oferta de zelos: e êle mesmo terá as águas amaríssimas, sôbre que pronunciou as maldições com execração: 19e a esconjurará, e lhe dirá: Se um homem estranho não dormiu contigo, e tu te não manchaste, largando o leito de teu marido, não te farão mal estas águas amaríssimas, sôbre que eu lancei as maldições. 20Mas se tu te apartaste de teu marido, e te manchaste, e te deitaste com outro homem: 21Cairão sôbre ti estas maldições: O Senhor te. faça um objeto de maldição, e um exemplo para todo o seu povo: Êle faça que apodreça a tua coxa, e que o teu ventre inchando arrebente. 22Estas águas de maldição entrem no teu ventre, e inchando-te o útero, apodreça a tua coxa. E a mulher responderá, Amém, amém. 23E o sacerdote escreverá estas maldições num livro, e depois as apagará com estas águas amaríssimas, que êle carregou de maldições, 24e dar-lhas-á a beber. E depois que as tiver tragado, 25tomará o sacerdote da mão da mulher o sacrifício de zelos e levantá-lo-á diante do Senhor, e pô-lo-á em cima do altar: mas isto de modo, que primeiro 26tenha êle separado um punhado do que se ofereceu em sacrifício, e o queime sôbre o altar: e desta maneira de a beber à mulher das águas amaríssimas. 27Logo que ela as tiver bebido, se está culpada, e desprezando seu marido pecou por adultério, pene-trá-la-ão as águas da maldição. e inchando-lhe o ventre lhe apodrecerá a coxa: e a mulher será em execração, e escarmento para todo o povo. 28Porém se ela fôr inocente, não experimentará mal algum, é terá filhos. 29Esta é a lei dos zelos. Se uma mulher se retirar de seu marido, e lhe fôr infiel, 30e o marido agitado do espírito de zelos a apresentar diante do Senhor, e o sacerdote fizer com ela tudo o que fica escrito: 31será o marido sem culpa, e a mulher pagará; i sua maldade.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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