Números 9
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, no ano segundo depois que saíram da terra do Egito, em o primeiro mês, dizendo: 2Os filhos de Israel façam a Páscoa a seu tempo, 3no dia catorze deste mês à tarde, segundo tôdas as suas cerimônias e leis. 4Mandou pois Moisés aos filhos de Tsrael que fizessem a Páscoa. 5Os quais a fizeram em seu tempo, no dia catorze do mês à tarde no monte Sinai. Os filhos de Israel fizeram tudo, conforme o Senhor o tinha ordenado a Moisés. 6Eis que uns, que se achavam imundos, por se terem chegado a um morto, os quais não podiam fazer a Páscoa naquele dia, vindo ter com Moisés e Aarão, 7lhes disseram: Estamos imundos por causa de nos têrmos chegado a um morto: Por que razão havemos nós de ser privados de oferecer em seu tempo a oblação ao Senhor entre os filhos de Israel? 8Aos quais Moisés respondeu: Esperai que eu con sulte o Senhor, para saber o que ordena acerca de vós. 9E o Senhor falou a Moisés, dizendo: 10Dize aos filhos de Israel: O homem que estiver imundo por causa de algum morto, ou se achar em jornada longe de vós, faça a Páscoa ao Senhor, 11no segundo mês, no dia catorze do mês, à tarde. Comê-la-á com pães asmos, e alfaces bravas: 12Não deixarão nada dela para a manhã seguinte nem quebrarão osso nela: Guardarão todo o rito da Páscoa. 13Se algum porém estando limpo, e não se achando de jornada, ainda não fêz a Páscoa, será aquela alma exterminada do seu povo, porque não ofereceu em set tempo o sacrifício ao Senhor: Êle mesmo levará sôbre si o seu pecado. 14Do mesmo modo o estrangeiro e adventício, se morarem entre vós, farão a Páscoa em honra do Senhor com tôdas as suas cerimônias e leis. O mesmo preceito será guardado entre vós tanto pelo estrangeiro como pelo natural. 15No dia pois em que o tabernáculo foi ereto, o cobriu uma nuvem. Da tarde porém até a manha via-se como uma chama de fogo sôbre a tenda. 16Assim acontecia de contínuo: De dia cobria-o uma nuvem, e de noite como uma semelhança de fogo. 17E quando se retirava de cima a nuvem que cobria o tabernáculo, então se punham em marcha os filhos de Israel: e no lugar onde a nuvem parava, aí se acampavam. 18À ordem do Senhor partiam, e à sua ordem assentavam o tabernáculo. Todo o tempo em que a nuvem estava parada sôbre o tabernáculo, permaneciam no mesmo lugar: 19E se acontecia estar parada sôbre êle muito tempo, estavam os filhos de Israel de guarda ao Senhor e não partiam, 20por todo o tempo em que a nuvem estava sôbre o tabernáculo. Ao mandado do Senhor erigiam as tendas e ao seu mandado as desarmavam. 21Se a nuvem se detinha desde a tarde até a manhã, e logo ao romper do dia se alongava do tabernáculo, partiam: E se depois dum dia e uma noite se retirava, no mesmo ponto desmanchavam as tendas. 22Se porém se detinha sôbre o tabernáculo dois dias ou um mês, por mais tempo, ficavam no mesmo lugar os filhos de Israel, e não partiam: mas tanto que a nuvem se retirava, levantavam o campo. 23Ao mandado do Senhor assentavam as tendas. e ao seu mandado partiam: e estavam sempre de guarda ao Senhor, segundo a sua ordem, dada por meio de Moisés.