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Oseias 10

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Israel era uma vide frondosa, o fruto lhe correspondeu à medida: Segundo a multidão do seu fruto multiplicou os seus altares; à proporção da fertilidade da sua terra abundou em simulacros. 2Dividiu-se o seu coração, agora perecerão: O Senhor vai a quebrar os seus simulacros, a deitar abaixo os seus altares. 3Agora pois dirão êles: Nós não temos rei: Porque não tememos o Senhor: E que nos fará o rei? 4Falai palavras de visão inútil, e fazei aliança: E o juízo como erva amarga brotará sôbre os regos do campo. 5Os habitantes de Samaria adoraram as vacas de Betaven: Porque o povo que adorava êste ídolo chorou sobre êle, como também os guardas do seu templo a seu respeito exultaram na sua glória, porque esta lhes foi transferida para fora do seu país. 6Porquanto êle também foi levado a Assur, como um presente ao rei Vingador: A confusão se apoderará de Efraim, e ficará envergonhado Israel por haver seguido o seu capricho. 7Samaria fêz desaparecer o seu rei, como uma escuma, que se levanta sôbre a superfície da água. 8E os altos consagrados ao ídolo, que fazem o pecado de Israel, serão desfeitos: Sôbre os seus altares crescerão espinhos e abrolhos: E os filhos de Israel dirão aos montes: Cobri-nos: E aos outeiros: Caí sôbre nós. 9Desde os dias de Gabaa não fêz Israel mais que pecar, nisso têm êles perseverado: Não os apanhará a peleja como quando êles combateram em Gabaa contra os filhos da iniquidade. 10Eu os castigarei à medida do meu desejo: Quando êles assim fôrem punidos por causa das suas duas iniquidades, se ajuntarão contra êles os povos. 11Efraim é como uma novilha acostumada a gostar da debulha, mas eu passei por cima da formosura do seu pescoço: Montarei sôbre Efraim, Judá lavrará, Jacó abrirá os seus regos. 12Semeai para vós na justiça, e segai na bôca da misericórdia, alqueivai os vossos pousios: O tempo porém de buscar o Senhor, será quando tiver vindo aquêle que vos há de ensinar a justiça: 13Vós arastes a impiedade, segastes a iniquidade, comestes o fruto da mentira: Porque tu confiaste nos teus caminhos, na multidão dos teus valentes. 14Levantar-se-á tumulto no teu povo: E tôdas as tuas fortificações serão destruídas, como foi destruído Salmana pela casa do que julgou a Baal no dia da peleja, esmagada a mãe sôbre os filhos. 15Assim vos fêz Betel à vista da malícia das vossas perversidades.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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