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Oseias 13

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Ao falar Efraim, ficou Israel tomado de horror, mas êle delinquiu adorando a Baal e morreu. 2E agora têm êles acumulado pecados sôbre pecados: E fizeram para si estátuas da sua prata como à semelhança dos ídolos, o que tudo é obra de artífices: A êstes dizem êles: Homens que adorais os bezerros, vinde sacrificar-lhes. 3Por isso êles serão como a nuvem da manhã e como o orvalho da manhã que logo passa, como o pó arrebatado da eira pelo torvelinho e como o fumo de uma chaminé. 4Eu porém sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito: E tu não conhecerás outro Deus fora de mim e não há Salvador senão eu. 5Eu tive cuidado de ti no deserto, numa terra de esterilidade. 6Êles se encheram e se fartaram à proporção das suas pastagens: E levantaram O seu coração e se esqueceram de mim. 7E eu serei para êles como uma leoa, como um leopardo no caminho da Assíria. 8Eu lhes sairei ao encontro, como uma ursa a quem roubaram os seus cachorros, e eu lhes rasgarei as entranhas até lhes chegar ao fígado: E os consumirei ali como um leão, as alimárias do campo os atassalharão. 9A tua perdição, ó Israel, tôda vem de ti: Só em mim está o teu auxílio. 10Onde está o teu rei? Êle te salve agora mais que nunca em tôdas as tuas cidades: E salvem-te os teus governadores, de quem tu disseste: Dá-me rei, e príncipes. 11Eu te dei um rei no meu furor e eu to tirarei na minha indignação. 12Tôdas as iniquidades de Efraim estão atadas juntas, o seu pecado está guardado em segrêdo. 13Sôbre êle virão as dores, como de uma mulher que está para parir: Êle é um filho insensato: Pois não prevalecerá agora no desbarato de seus filhos. 14Eu os livrarei do poder da morte: Eu os resga-tarei da morte; ó morte, eu serei a tua morte; ó inferno, eu serei a tua mordedura: A consolação está escondida de meus olhos. 15Porque êle separará os irmãos uns dos outros: O Senhor fará vir um vento abrasador, que se levantará do deserto: JE secará os regatos dêle, e fará estancar as suas matrizes, e êle roubará o tesouro de todos os seus vasos apetecíveis.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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