Oseias 2
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Dizei a vossos irmãos: Vós sois o meu povo: E a vossa irmã: Tu alcançaste misericórdia. 2Julgai a vossa mãe, julgaia: Porque ela não é mais minha espôsa, nem eu seu espôso; tire ela as suas fornicações da sua face, e os seus adúltérios do meio de seus peitos. 3Para que não suceda que eu a despoje ficando ela nua, e a torne ao mesmo estado em que ela se viu no dia do seu nascimento: E a reduza como a uma solidão, e a mude numa como terra sem caminho, e a mate à sêde. 4E eu me não compadecerei de seus filhos: Porque são uns filhos de prostituição: 5Porque sua mãe se prostituiu, aquela que os concebeu foi desonrada: Porque disse: Eu irei após os meus amantes que me dão pães, e as minhas águas, a minha lã, e o meu linho, o meu azeite, e a minha bebida. 6Por isso eis-aqui estou eu em têrmos de te fechar o caminho com uma sebe de espinhos, e fechá-lo-ei com um montão de pedras, e ela não achará as suas veredas. 7E irá em seguimento de seus amantes, e lhes não poderá chegar: E ela os buscará, e os não achará, e dirá: Irei, e voltarei para meu primeiro marido: Porque então passava eu melhor do que agora. 8E ela não soube que eu fui o que lhe dei o trigo, e o vinho, e o azeite, e o que lhe multipliquei a prata, e o ouro, que ofereceram a Baal. 9Por isso mudarei eu agora de procedimento a seu respeito, e tomarei o meu trigo a seu tempo, e o meu vinho a seu tempo, e livrarei a minha lã e o meu linho, que cobriam a sua ignomínia. 10E eu descobrirei agora a sua loucura aos olhos de seus amantes: E não haverá homem que a possa tirar da minha mão: 11E farei cessar todos os seus cânticos de alegria, os seus dias solenes, as suas luas novas, o seu sábado, e tôdas as suas festas do ano. 12E destruirei as suas vinhas, e as suas figueiras: De que ela disse: Estas são as minhas recompensas, que me deram meus amantes: E eu a reduzirei a um matagal, e devorá-la-á a alimária do campo. 13E eu virei sôbre ela com a minha visita para a castigar pelos dias de Baalim, nos qtiais ela lhe queimava incenso, e se enfeitava com as suas arrecadas, e com os seus colares, e ia após os seus amantes, e se esquecia de mim, diz o Senhor. 14Portanto, eis-aqui estou eu que a atrairei docemente a mim, e a levarei à soledade: E lhe falarei ao coração. 15E eu lhe darei seus vinhateiros do mesmo lugar, co vale de Acor, para entrar em esperança: E ali cantará ela cânticos, como nos dias da sua juventude, e como nos dias em que fêz a sua saída da terra do Egito. 16E acontecerá isto naquele dia, diz o Senhor: Ela me chamará: Meu homem: E não me chamará mais, Baali. 17E eu tirarei da sua bôca os nomes de Baal, e ela se não lembrará mais dos nomes dêles. 18E farei aliança entre êles naquele dia, com as alimárias do campo, e com as aves do céu, e com os reptis da terra: E tirarei o arco, e a espada, e a guerra de cima da terra: E eu os farei dormir com tôda a segurança. 19Então me desposarei eu contigo para sempre: E me desposarei contigo em justiça, e juízo, e em misericórdia, e em comiserações. 20E me desposarei contigo com uma inviolável fidelidade: E saberás que eu sou o Senhor. 21E acontecerá isto naquele dia: Eu escutarei, diz o Senhor, eu escutarei os céus, e êles escutarão a terra. 22E a terra escutará ao trigo, e ao vinho, e ao azeite: E estas coisas escutarão a J ezrael. 23E semeá-la-ei para mim na terra, e eu me compadecerei daquela que se chamava Sem misericórdia. 24E direi ao que se chamava Não meu povo: Tu és o meu povo: E êle me dirá: Tu és o meu Deus.