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Bíblia em um ano Dia 101/365

Dia 101

Jz 20 · Lc 9,1-20 · Sl 64,1-8 (65) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoJz 20
  2. Novo TestamentoLc 9,1-20
  3. Salmos e ProvérbiosSl 64,1-8 (65)
Destaque da leitura de hoje“A ti, ó Deus, te são devidos os hinos em Sião: E a ti se te pagarão os votos em Jerusalém.”Salmo 64,2 (65)

Antigo TestamentoJz 20

Juízes 20

1Saíram pois toclos os filhos de Israel, e se ajuntaram num corpo, como se fôra um só homem, desde Dan até Bersabée, e a terra de Galaad. para consultarem o Senhor em Masfa: 2E todos os chefes dos povos, e tôdas as tribos de Israel acudiram à assembleia do povo de Deus em número de quatrocentos mil infantes, homens de guerra. 3(E não se ocultou aos filhos de Benjamim, que os filhos de Israel tinham concorrido a Masfa). E perguntando ao marido da mulher, que fôra morta, de que modo se cometera tão atroz maldade, 4respondeu: Eu cheguei a Gabaa de Benjamim com minha mulher, e ali me hospedei: 5eis-que vieram uns homens daquela cidade e cercaram de noite a casa, onde eu estava, querendo-me matar, ultrajando a minha mulher com um incrível furor de lascívia, por último ela morreu. 6E eu pegando no seu cadáver, o dividi em pedaços, e Os enviei repartidos a tôdas as terras que possuís: Porque nunca se cometeu tão grande maldade, nem crime tão abominável em Israel. 7Vós vos achais presentes, todos os filhos de Israel, resolvei o que deveis fazer. 8E todo o povo estando em pé respondeu, como se falara um só homem: Não voltaremos às nossas tendas, e ninguém entrará em sua casa: 9enquanto de comum acordo não executarmos isto contra Gabaa. 10Escolham-se dentre tôdas as tribos de Israel dez homens de cada cento, e cem de cada mil, e mil de cada dez mil, para que levem víveres ao exército, e possamos pelejar contra Gabaa de Benjamim, é dar-lhe pelo crime a recompensa que merece. 11Assim se coligou contra esta cidade todo o Israel como se fòra um só homem, com um mesmo espírito, e uma mesma resolução: 12e mandaram mensageiros a tôda a tribo de Benjamim, para que lhe dissessem: Por que se cometeu entre vós tão detestável maldade? 13Entregai-nos os homens de Gabaa, que estão culpados desta atrocidade, para que morram, e para que se tire êste mal de Israel. Não quiseram os benjamitas dar ouvidos à embaixada de seus irmãos os filhos de Israel: 14Mas ajuntaram-se. de tôdas as cidades, que eram da sua repartição, em Gabaa, para lhes darem auxílio, e para pelejarem contra todo o povo de Israel. 15E acharam-se da tribo de Benjamim vinte e cinco mil homens de guerra, fora os habitantes de Gabaa, 16que eram setecentos homens valentíssimos, que pelejavam igualmente com a esquerda que com a direita: e eram tão destros em atirar pedras com funda, que poderiam acertar num cabelo, sem que o golpe da pedra desse noutra parte. 17Da banda dos filhos de Israel também fora os de Benjamim contaram quatrocentos mil homens de armas, e prestes para o combate. 18Os quais levantando-se vieram à casa de Deus, isto e, a Silo: e consultaram ao Senhor, e disseram: Quem há de ser em o nosso exército o general para a peleja contra os filhos de Benjamim? O Senhor lhes repondeu: 19E logo os filhos de Israel marchando ao amà-nhecer, se acamparam junto a Gabaa: 20e avançando dali para pelejarem contra Benjamim, começaram a sitiar a cidade. 21Mas os filhos de Benjamim tendo saído de Gabaa, mataram dos filhos de Israel naquele dia vinte e dois mil homens. 22Segunda vez os filhos de Israel confiados nas suas forças e no seu número, se puseram em batalha no mesmo lugar, onde primeiro tinham combatido: 23Mas antes de se moverem foram chorar até à noite diante do Senhor: e o consultaram, e disseram: Devemos continuar ainda em pelejar contra os filhos de Benjamim nossos irmãos, ou não? O Senhor lhes respondeu: Ide contra êles, e dai a batalha. 24E ao outro dja tendo marchado os filhos de Israel para pelejarem contra os filhos de Benjamim, 25saíram os filhos de Benjamim com ímpeto das portas de Gabaa: e vindo a seu encontro, fizeram nêles tão grande mortandade, que derrubaram dezoito mil guerreiros. 26Pelo que todos os filhos de Israel vieram à casa de Deus, e assentados choravam diante do Senhor: e Jejuaram aquele dia até à tarde, e lhe ofereceram holocaustos, e hóstias pacíficas, 27e o consultaram sôbre o seu estado. Naquele tempo a Arca do concerto de Deus estava naquele lugar, 28e Finéias filho de Eleazar, filho de Aarão, presidia na casa. Consultaram pois o Senhor, e disseram: Devemos ainda sair a pelejar contra os filhos de Benjamim nossos irmãos, ou desistir? E o Senhor lhes respondeu: Marchai porque amanhã os entregarei nas vas-sas mãos. 29E os filhos de Israel puseram emboscadas à roda da cidade de Gabaa: 30e terceira vez assim como da primeira e segunda, marcharam em batalha contra Benjamim. 31Mas os filhos de Benjamim saíram também ousadamente da cidade, e perseguiram por mais extensão os seus inimigos na fugida, de sorte que feriram alguns deles, como no primeiro e segundo dia, e mataram alguns trinta homens dos que fugiam por duas veredas, uma das quais ia a Betei, e outra a Gabaa: 32Porque cuidaram que os levavam de vencida como costumavam. Mas eles fingindo com arte a fugida, formaram o desígnio de os alongar da cidade, e como em retirada levá-los às sobreditas veredas. 33Portanto saindo todos os filhos de Israel das suas estâncias, ordenaram a batalha no sítio chamado Baaltamar. Os que estavam de emboscada ao redor da cidade, começaram também a deixar-se ver pouco a pouco, 34e a marchar pela parte ocidental da cidade. E de mais outros dez mil homens escolhidos do exército de Israel desafiavam: aos moradores da cidade para o combate. E obstinou-se a batalha contra os filhos de Benjamim; e êles não entenderam que de tôda a parte lhes estava iminente a morte. 35E assim o Senhor os destruiu à vista dos filhos de Israel, os quais naquele dia mataram deles vinte e cinco mil e cem homens, todos guerreiros e homens de armas. 36Mas os filhos de Benjamim, vendo que eles eram inferiores, começaram a fugir. O que vendo os filhos de Israel, deram-lhes lugar para fugirem, a fim de que viessem a cair nas emboscadas, que tinham pôsto junto à cidade. 37E estes saindo de repente dos seus esconderijos, e voltando Benjamim as costas aos que os acutilavam, entraram na cidade, e a passaram ao fio da espada. 38Ora os filhos de Israel tinham dado por sinal aos que tinham pôsto de emboscada, que logo que tomassem a cidade, acendessem fogo, para que, elevando-se ao alto o fumo, dessem aviso de estar tomada a cidade. 39O que vendo os filhos de Israel estando ainda no combate, (porque os de Benjamim cuidando que os de Israel fugiam, foram-nos perseguindo com mais instância, depois de lhe terem morto do seu exército trinta homens, 40e como vissem que da cidade subia como uma coluna de. fumo: Os benjamitas olhando também para trás, conheceram que a cidade estava tomada, e as chamas subiam ao alto: 41Os israelitas que antes davam mostras de fugir, voltando os rostos resistiam com mais valentia. O que, visto pelos filhos de Benjamim, puseram-se em fugida, 42e começaram a ganhar o caminho do deserto, perseguindo-os até ali os inimigos: Mas também os que. tinham queimado a cidade, os cortaram. 43E deste modo sucedeu serem destroçados por uma e outra parte pelos inimigos, e morriam sem cessar. Ficaram estendidos, e foram prostrados na parte oriental da cidade de Gabaa. 44Os que porém ficaram mortos naquele lugar, foram dezoito mil homens, todos guerreiros valentíssimos. 45O que tanto que viram os benjamitas que tinham ficado, fugiram para o deserto: e se encaminharam para o Rochedo chamado 'Remon. Mas como estavam derrotados, e iam dispersos, ainda naquela fugida foram mortos cinco mil homens. E passando adiante no alcance, os perseguiram e mataram ainda mais dois mil. 46E sucedeu, que todos os que ficaram mortos da tribo de Benjamim em diversos lugares, foram vinte e cinco mil homens guerreiros destríssimos para peleJarem. 47Pelo que de tôda a gente de Benjamim ficaram seiscentos homens, que puderam escapar, e achar guarida no deserto: e se detiveram quatro meses no Rochedo de Remon. 48E os filhos de Israel tendo voltado, passaram ao fio da espada tudo o que restou na cidade, desde os homens até aos animais, e tôdas as cidades, e lugarejos de Benjamim foram consumidos pela voracidade das chamas.

Novo TestamentoLc 9,1-20

Lucas 9

1Tendo porém Jesus convocado os doze Apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sôbre todos os demônios; e virtude de curar enfermidades. 2Depois enviou-os a pregar o Reino de Deus, e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: Não leveis coisa alguma pelo caminho, nem bordão, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. 4E em qualquer casa, em que entrardes, ficai aí, e não saiais dela. 5E quando quaisquer vos não queiram receber: Ao sair dessa cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles. 6Tendo êles pois saído, andavam de aldeia em aldeia pregando o Evangelho, e fazendo curas em todo o lugar. 7E chegou à noticia de Herodes tetrarca tudo o que Jesus obrava, e ficou como suspenso, porque diziam 8uns: E' João que ressurgiu dos mortos; e outros: E” Elias que apareceu; e outros: É um dos antigos profetas que ressuscitou. 9Então lhes disse Herodes: Eu mandei degolar a João: Quem é pois êste, de quem eu ouço semelhantes coisas? E buscava ocasião de o ver. 10E tendo voltado os Apóstolos, lhe contaram tudo quanto haviam feito, e Jesus, tomando-os consigo à parte, foi a um lugar deserto, que é do. território de Betsaida. 11O que ouvindo os povos, o foram seguindo, e Jesus os recebeu, e falava-lhes do Reino de Deus, e sarava os que necessitavam de cura. 12Ora, o dia tinha começado já a declinar, quando. chegando a: êle os doze, lhe disseram: Despede estas gentes, para que indo êles por essas aldeias, e granjas da comarca, se alberguem, e achem que comer Porque aqui estamos em lugar deserto. 13Mas Jesus lhes respondeu: Dai-lhes vós de comer. E replicaram êles: Nós não temos mais do que cinco pães e dois peixes, senão é que devemos ir comprar mantimento para todo êste povo. 14Porque eram quase cinco mil homens. Então disse Jesus a seus discípulos: Fazei-os sentar para comer, divididos em ranchos de cinquenta em cinquenta. 15E êles assim o executaram. E os fizeram sentar a todos. 16E tendo tomado Jesus os cinco pães e dois peixes, levantou os olhos ao Céu, e os abençoou, e partiu e deu aos seus discípulos, para que. os pusessem diante das gentes. 17E comeram todos, e ficaram fartos. E levantaram, do que lhes sobejou, doze cestos de fragmentos. 18E aconteceu que estando só orando, se achavam com êle também os seus discípulos: E Jesus lhes perguntou, dizendo: Quem dizem as gentes que sou eu?. 19E êles responderam, e disseram: Uns dizem que João Batista, outros que Elias, e outros, que ressuscitou algum dos antigos profetas. 20Então lhes disse Jesus: E vós quem dizeis que sou eu? Respondendo Simão Pedro, disse: O Cristo de Deus.

Salmos e ProvérbiosSl 64,1-8 (65)

Salmo 64 (65)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 65.

1Ao regente do côro, salmo de Davi. Cântico de Jeremias, e de Ezequiel para o povo da transmigração, quando começavam a partir. 2A ti, ó Deus, te são devidos os hinos em Sião: E a ti se te pagarão os votos em Jerusalém. 3Ouve a minha oração. A ti virá tôda a carne. 4Palavras de iníquos prevaleceram contra nós: E tu perdoarás as nossas impiedades. 5Bem-aventurado o que elegeste, e tomaste para o teu serviço: Êle habitará nos teus átrios. Encher-nos-ás de bens da tua casa: Santo é o teu templo, 6maravilhoso em equidade. Ouve-nos, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os limites da terra, e no mar longe. 7Que dispões os montes com a tua virtude, cingido de poder: 8Que revolves o fundo do mar, o estrondo das suas ondas. Perturbar-se-ão as gentes,

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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