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Bíblia em um ano Dia 109/365

Dia 109

1Sm 14 · Lc 12,1-19 · Sl 67,22-29 (68) · cerca de 11 min

  1. Antigo Testamento1Sm 14
  2. Novo TestamentoLc 12,1-19
  3. Salmos e ProvérbiosSl 67,22-29 (68)
Destaque da leitura de hoje“Bendirei nas igrejas ao Senhor Deus, os das estirpes de Israel.”Salmo 67,27 (68)

Antigo Testamento1Sm 14

1 Reis 14

1Aconteceu um dia o dizer Jônatas, filho de Saul, ao moço seu escudeiro: Vem, e passemos ao campo dos filisteus, que é além daquele lugar. A seu pai porém não disse nada. 2É Saul morava na extremidade de Gabaa, debaixo duma romeira, que havia em Magron: e tinha consigo um trôço de quase seiscentos homens. 3E Aquias, filho de Aquitob, irmão de Icabod, filho de Finéias, que era filho de Heli, pontífice do Senhor em Silo, trazia ò efod. Mas o povo não sabia aonde tinha ido Jônatas. 4Ora a subida, por onde Jônatas intentava passar à guarnição dos filisteus, eram dois rochedos por ambas as parte mui altos, e como uns cachopos por um lado e outro, e mui escarpados à maneira de dentes, o nome dum era Boses, e o nome do outro Sene: 5Um destes cachopos se elevava pela banda do norte olhando para Macmas, e outro pelo meio-dia fronteiro a Gabaa. 6Disse pois Jônatas ao moço seu escudeiro: Vem, passemos até o campo dêstes incircuncidados, talvez obrará o Senhor por nós: porque não é difícil ao Senhor dar vitória ou com muitos, ou com poucos. 7E o seu escudeiro lhe respondeu: Faze o que bem te aprouver: vai onde desejas, e eu te seguirei em tôda a parte onde quiseres. 8E disse Jônatas: Olha que nós passamos a esses homens. E se logo que nos virem, 9nos falarem assim: Esperai, até que passemos a vós: deixemo-nos estar no nosso lugar, e não subamos a êles. 10Porém se disserem: Subi para cá: subamos, porque o Senhor os pôs nas nossas mãos: Isto nos ser virá de sinal. 11Logo que a guarnição dos filisteus viu a ambos disseram os filisteus: Eis os hebreus saem das cavernas, onde -estavam escondidos. 12E alguns do campo dos filisteus falaram e disseram a Jônatas e ao seu escudeiro: Subi cá e mostrar-vos-emos uma coisa. Então disse Jônatas ao seu escudeiro: Subamos, segue-me: Porque o Senhor os entregou nas mãos cie Israel. 13Trepou pois Jônatas engatinhando com as mãos e pés, e o seu escudeiro atrás dêle. Uns pois caíram diante de Jônatas, e aos outros matava o seu escudeiro que o seguia. 14E esta foi a primeira desfeita, em que Jônatas e o seu escudeiro mataram perto de vinte homens, na metade de uma jeira que uma junta de bois costuma lavrar num dia. 15E logo sobreveio um maravilhoso espanto em o arraial, pelos campos: Porém não só tôda a gente da guarnição deles, que tinham saído a prear, ficou tomada de espanto, mas também todo o país se conturbou': e êste sucesso foi como um milagre de Deus. 16E as sentinelas de Saul, que estavam em Gabaa de Benjamim, puseram-se a olhar, e eis que viram um grande número deles prostrados por terra, e que fugiam para aqui e para ali. 17E disse Saul ao povo que estava com êle: Perguntai, e vêde quem é que saiu dentre nós. E tendo-se inquirido, achou-se que faltava Jônatas, e o seu escudeiro. 18Disse pois Saul a Aquias: Chega-te à arca cíe Deus. (Porque a arca cie Deus estava naquele dia com os filhos de Israel.) 19E falando Saul ao sacerdote, levantou-se um grande tumulto no campo dos filisteus que crescia pouco a pouco, e se percebia cada vez mais. Disse pois Saul ao sacerdote: Encolhe a tua mão. 20Clamou pois Saul e todo o povo que estava com êíe, e chegàrám até aò lugar da batalha: e viram que os filisteus se tinham atravessado com as suas mesmas espadas uns a outros, e que tinha havido grande mortandade. 21Mas os hebreus que tinham estado com os filisteus nos dias antecedentes, e que tinham ido com êles no exército, vieram agregar-se aos israelitas, que estavam com Saul e Jônatas. 22E também todos os israelitas, que estavam escondidos no monte de Efraim, sabendo que os filisteus tinham fugido, se uniram com os seus na batalha. E achavam-se com Saul perto de dez mil homens. 23E naquele dia salvou o Senhor a Israel: e a refrega chegou até Betavem. 24E os israelitas se reuniram naquele dia: Saul porém conjurou o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão antes da tarde, menos que eu me não vingue de meus inimigos. E todo o povo se absteve de comer: 25E todo o povo do país veio a um bosque, onde havia mel sôbre a superfície do campo. 26Entrou a gente pois no bosque, e viu correr o mel, e nenhum o levou com a mão à sua bôca: Porque o povo respeitava o juramento. 27Mas Jônatas não tinha ouvido quando seu pai conjurou o povo: e estendendo a ponta da vara que ti nha na mão, molhou-a num favo de mel: chegou a sua mão à bôca, e aclararam-se-lhe os olhos. 28E avisando-o um do povo, disse: Teu pai ligou o povo com um juramento, dizendo: Maldito o homem que comer hoje pão: (e o povo estava já desfalecido.) 29E Jônatas respondeu: Meu pai turbou tôda a terra: vós mesmos vistes que se me aclararam os olhos, porque comi um pouco dêsse mel: 30Quanto mais que se o povo tivesse comido do que encontrou da presa de seus inimigos? não seria muito maior o destroço dos filisteus? 31E foram retalhando naquele dia aos filisteus desde Macmas até Aialon. Mas o povo desfaleceu em extremo: 32E lançando-se à presa, tomou ovelhas, e bois, e novilhos, e os mataram na terra: e o povo os comeu com sangue. 33Noticiaram pois a Saul dizendo que o povo tinha pecado contra o Senhor, comendo com: sangue. E êle disse; Vós quebrastes a lei: trazei-me aqui já uma pedra grande. 34E acrescentou Saul: Ide por todo o povo, e dizei-lhe, que traga cada um cá seu boi, e seu carneiro, e degolai-os sôbre esta pedra, e comei, e não pecareis contra o Senhor comendo com sangue. Cada um pois do povo trouxe pela sua mão o seu boi até que foi noite: e matáram-nos ali. 35Edificou pois Saul um altar ao Senhor; e foi êste o primeiro altar que edificou ao Senhor. (S) 36E disse Saul: Invistamos esta noite com os filisteus, e destruamo-los até que seja dia, e não deixemos um homem deles. E o povo respondeu: Faze tudo o que bem te parecer. E disse o sacerdote: Cheguemo-nos aqui a Deus. 37E consultou Saul ao Senhor: Acaso perseguirei eu aos filisteus? Acaso os entregarás tu nas mãos de Israel? E o Senhor não lhe respondeu naquele dia. 38E disse Saul: Fazei vir aqui todos os príncipes do povo: e examinai, e vêde por culpa de quem sucedeu hoje êste pecado. 39Eu juro pelo Senhor que é o Salvador de Israel, que se por culpa de Jônatas meu filho sucedeu, sem remissão morrerá. Sôbre o que nenhum de todo o‘povo lhe replicou. 40E disse a todo o Israel: Ponde-vos todos a uma parte, e eu com meu filho Jônatas estarei da outra parte. E o povo respondeu a Saul: Faze o que bem te parecer. 41E disse Saul ao Senhor Deus de Israel: Senhor Deus de Israel, dá-nos a conhecer: por que é que não respondeste hoje ao teu servo? Se esta maldade está em mim, ou em meu filho Jônatas, descobre-no-la: mas se esta inqiiidade está no teu povo, santifica-o. E saíram compreendidos na sorte Jônatas e Saul; o povo porém ficou livre. 42E disse Saul: Lançai sortes entre mim, e entre Jônatas, meu filho. E caiu a sorte sôbre Jônatas. 43Disse pois Saul a Jônatas: Descobre-me o que fizeste. E Jônatas lho confessou e disse: Tomei um pouco de mel na ponta duma vara que tinha na mão, e comi dêle e por isso eu morro. 44E Saul disse: Assim me faça Deus, e ainda mais, se tu não morreres, ó Jônatas. 45E disse o povo a Saul: Pois que há de morrer Jônatas, que salvou a Israel tão prodigiosamente? Isto não pode ser: Viva o Senhor, que não lhe há de cair no chão nem um só cabelo da sua cabeça, porque êle ajudado de Deus obrou hoje. Livrou pois o povo a Jônatas, para que não morresse. 46E retirou-se Saul, e não perseguiu os filisteus: mas os filisteus se recolheram também para as suas terras. 47E Saul, firmado o seu trono em Israel, pelejava contra todos os seus inimigos que viviam no contorno, contra Moab, e contra os filhos de Amon, e contra Edom, e contra os reis de Soba, e contra os filisteus: e para onde quer que voltava as suas armas, era, vitorioso. 48E tendo ajuntado um exército, destroçou aos amalecitas, e livrou a Israel das mãos dos que o devas-tavam. 49E os filhos de Saul foram Jônatas e Jessui, e Melquisua: e de duas filhas que teve, a primogênita chamava-se Merob, e a mais moça Micol. 50E a mulher de Saul chamava-se Aquinoam, filha de Aquimaas: e o general do seu exército era Abner, filho de Ner, primo de Saul. 51Porque Cis era pai de Saul, e Ner pai de Abner, filho de Abiel. 52E por todo o tempo de Saul houve unia forte guerra contra os filisteus. Porque Saul a qualquer homem que via valente, e hábil para a guerra, o agregava a si.

Novo TestamentoLc 12,1-19

Lucas 12

1E como se tivessem ajuntado à roda de Jesus muitas gentes, de sorte que uns a outros se atropclavam, começou êle a dizer a seus discípulos: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Porque nenhuma coisa há oculta, que não venha a descobrir-se: E nenhuma há escondida, que não venha a saber-se. 3Porque as coisas que dissestes nas trevas, às claras serão ditas, e o que falastes ao ouvido no gabinete, será apregoado sôbre os telhados. 4A vós outros pois, amigos meus, vos digo: Que não tenhais mêdo daqueles que matam: o corpo, e depois disto não têm mais que fazer. 5Mas eu vos mostrarei a quem haveis de temer: Temei aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno: Sim eu vo-lo digo, temei a êste. 6Não se vendem cinco pardais por dois réis, e nem um deles só está em esquecimento diante de Deus? 7E até os cabelos da vossa cabeça, todos estão contados. Pois não temais: Porque de maior valia sois vós outros que muitos pardais. 8Ora, cu vos declaro: Que todo o que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará ante os anjos de Deus. 9O que porém me negar diante dos homens, também será negado na presença dos anjos de Deus. 10E todo o que proferir uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á dado perdão: Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado. 11Mas quando vos levarem às sinagogas, e perante os magistrados, e potestades, não estejais com cuidado, ou de que modo respondereis, ou que direis. 12Porque o Espírito Santo vos ensinará na mesma hora o que for conveniente que vós digais. 13Então lhe disse um homem da plebe: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo da herança. 14Porém Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu a mim juiz, ou partidor sôbre vós outros? 15Depois lhes disse: Guardai-vos, e acautelai-vos de tôda a avareza: Porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui. 16Sôbre o que lhes propôs esta parábola, dizendo: O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos: 17E êle revolvia dentro êle si êstes pensamentos, dizendo: Que farei, que não tenho onde recolher os meus frutos?', 18E disse: Farei isto: Derribarei os meus celeiros, e fá-los-ei maiores. E neles recolherei tôdas as minhas novidades, e os meus bens. 19E direi à minha alma: Alma minha, tu tens muitos bens em depósito para largos anos: Descansa, come, bebe, regala-te.

Salmos e ProvérbiosSl 67,22-29 (68)

Salmo 67 (68)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 68.

22Mas Deus quebrará as cabeças de seus inimigos: A moleira cabeluda dos que passeiam nos seus pecados. 23O Senhor disse: De Basan os farei voltar, eu os arrojarei ao profundo do mar: 24Para que o teu pé seja tinto no sangue de teus inimigos: E também a língua dos teus cães. 25Êles viram as tuas entradas, ó Deus, as entradas do meu Deus: Do meu rei que está no Santuário. 26Foram diante os príncipes justamente com os que cantavam salmos, no meio das donzelas que iam com pandeiros. 27Bendirei nas igrejas ao Senhor Deus, os das estirpes de Israel. 28Ali estava o pequeno Benjamim no altar do seu espírito. Os príncipes de Judá, seus comandantes: Os príncipes de Zabulon, os príncipes de Neftali. 29Envia, ó Deus, a tua virtude: Confirma, ó Deus, isto que tens obrado em nós.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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