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Bíblia em um ano Dia 208/365

Dia 208

Jr 37–39 · 1Cor 6 · Sl 118,12-23 (119) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoJr 37–39
  2. Novo Testamento1Cor 6
  3. Salmos e ProvérbiosSl 118,12-23 (119)
Destaque da leitura de hoje“Eu me deleitei no caminho de teus testemunhos, como em tôdas as riquezas.”Salmo 118,14 (119)

Antigo TestamentoJr 37–39

Jeremias 37

1E reinou o rei Sedecias, filho de Josias, em ligar de Jeconias, filho de Joaquim: A quem Nabucodonosor, rei de Babilônia, estabeleceu rei na terra de Judá: 2E não obedeceu êle, nem os seus servos nem o povo da terra às palavras do Senhor, que falou por mão do profeta Jeremias. 3E o rei Sedecias enviou a Jucal, filho de Selemias, e a Sofonias, filho de Maasias sacerdote, ao profeta Jeremias, para que lhe dissesse: Faze oração por nós ao Senhor nosso Deus. 4E Jeremias andava livremente pelo meio: do povo: Porque ainda o não tinham preso na custódia do cárcere. Entretanto o exército de Faraó saiu do Egito: E ouvindo os caldeus, que tinham em sítio a Jerusalém, esta nova, se retiraram de Jerusalém. 5E a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Jeremias, a qual dizia: 6Isto diz o Senhor Deus de Israel: Assim direis ao rei de Judá, que vos enviou a perguntar-me a mim: Eis-aqui o exército de Faraó, que saiu para dar-vos socorro, êle voltará para a sua terra no Egito, 7e voltarão os caldeus, e combaterão contra esta cidade: E tomá-la-ão, e lhe lançarão fogo. 8Isto diz o Senhor: Não queirais enganar as vossas almas, dizendo: De certo se irão os caldeus, e -se retirarão de nós, porque êles se não irão. 9Mas ainda quando derrotardes todo o exército dos caldeus, que pelejam contra vós, e ficarem dêles alguns feridos: Levantar-se-á cada um da sua tenda, e queimarão esta cidade, pondo-lhe fogo. 10Tendo-se pois retirado o exército dos caldeus de Jerusalém, por causa do exército de Faraó, 11saiu Jeremias' de Jerusalém para ir à terra de Benjamim e repartir ali uma possessão na presença dos cidadãos. 12E quando chegou à porta de Benjamim, estava ali um dos que por turnos guardavam a porta, que se chamava Jerias, filho de Selemias, filho de Hananias, e prendeu ao profeta Jeremias, dizendo: Tu foges para os caldeus. 13E respondeu Jeremias: Isso é falso, eu não fujo para os caldeus. E não lhe deu ouvidos: Mas J crias prendeu a Jeremias e o levou aos príncipes. 14Pelo que, irados os príncipes contra Jeremias, depois de o açoitarem o meteram no cárcere, que havia na casa de Jonatan escriba: Porque êle era o prefeito do cárcere. 15E assim entrou Jeremias na casa do fôsso, e em um calabouço: E estêve ali emparedado Jeremias muitos dias. 16Mas o rei Sedecias enviou a tirá-lo: E lhe perguntou em sua casa secretamente, e disse: Crês porventura que tens alguma palavra da parte do Senhor? E disse Jeremias: Sim tenho. E acrescentou: Nas mãos do rei de Babilônia serás entregue. 17E disse Jeremias ao rei Sedecias: Em que tenho pecado contra ti, e contra os teus servos, e contra o teu povo, para me mandares meter na casa do cárcere? 18Onde estão os vossos profetas, que vos profetizavam e diziam: Não virá o rei de Babilônia sôbre vós, e sôbre esta terra? 19Agora pois ouve, eu te rogo, Senhor rei meu: Valha a minha súplica na tua presença: E não me reme-tas à casa de Jonatan secrêtário, para que não morra eu ali. 20Ordenou pois-o rei Sedecias que Jeremias fôsse pôsto no vestíbulo do cárcere: E que se lhe desse uma fogaça. de pão cada dia, além da vianda ordinária, até: que todo o pão da cidade se consumisse: E ficou J ere-mias no vestíbulo do cárcere.

Jeremias 38

1E ouviu Safacias, filho de Matan, e Gedelias. filho de Fassur, e Jucal, filho de Selemias, e Fassur, filho de Melquias, as palavras que Jeremias falava a todo o povo, dizendo: 2Isto diz o Senhor: Todo aquele que ficar nesta cidade, morrerá à espada, e de fome e de peste: Mas o que passar aos caldeus, viverá, e ficará salva a sua alma e com vida. 3Isto diz o Senhor: Certamente será entregue esta cidade na mão do exército do rei de Babilônia. ce êle a tomará. 4E disseram os príncipes ao rei: Suplicamos-te que mandes matar êste homem: Porque de propósito enerva as fôrças aos homens de guerra, que ficaram nesta cidade, e as mãos de todo o povo, falando-lhes conforme estas palavras: Porquanto êste homem não busca a paz para êste povo sehão o mal. 5E disse o rei Sedecias: Ei-lo-aí está nas vossas. mãos: Pois não é justo que o rei vos negue coisa alguma. 6Tomaram pois a Jeremias, e o lançaram no calabouço de Melquias, filho de Amelec, que estava no vesti-bulo do cárcere: E desceram a Jeremias com cordas ao lago onde não havia água, senão lódo: E assim se atoiou Jeremias no lôdo. 7E ouviu Abdemelec, homem etíope eunuco, que estava na casa do rei, que haviam metido a Jeremias. no lago: O rei ao mesmo tempo estava assentado à porta de Benjamim. 8E saiu Abdemelec da casa do rei, e falou ao rei, dizendo: 9Rei meu senhor, êstes homens obraram mal em tudo quanto fizeram contra o profeta Jeremias, metendo-o no lago, para que ali morra de fome, porque já não há mais pão na cidade. 10Mandou pois o rei ao etiope Abdemelec, dizendo: Toma daqui contigo trinta homens, e tira do lago ao profeta Jeremias antes que morra. 11Assim Abdemelec tomando consigo os homens, entrou no quarto do rei, que estava debaixo do guarda-roupa: E tomou dali uns panos velhos, e roupas antigas, que tinham apodrecido, e por umas cordas os deitou abaixo no lago a Jeremias. 12E o etíope Abdemelec disse a Jeremias: Mete êsses pedaços de pano velho, e êsses andrajos rasgados e podres debaixo dos teus sovacos, entre os braços e as cordas: E Jeremias o fêz assim. 13E tiraram a Jeremias com as tais cordas, e o extrairam do lago: E ficou Jeremias no' vestíbulo do cárcere. 14E enviou o rei Sedecias, e fêz trazer a si ao profeta Jeremias à terceira porta, que estava na casa do Senhor: E disse o rei a Jeremias: Eu tenho uma coisa que te perguntar, não me encubras nada. 15E disse Jeremias a Sedecias: Se eu ta anunciar, acaso tu me matarás? E se eu te der um conselho, não me ouvirás? 16Jurou pois o rei Sedecias a Jeremias em segredo: Dizendo: Viva o Senhor, que nos fêz esta alma, que não te matarei, nem te entregarei nas mãos dêsses homens, que buscam a tua vida. 17E disse Jeremias a Sedecias: Isto diz o Senhor “dos exércitos, o Deus de Israel: Se saindo fôres aos prin- “cipes do rei de Babilônia, viverá a tua alma, não arderá em fogo esta cidade: E serás salvo tu, e a tua casa. 18Mas se tu não saíres aos príncipes do rei de Babilônia, será entregue esta cidade nas mãos dos caldeus, e a farão arder no fogo: E tu não escaparás da mão deles. 19E disse o rei Sedecias a Jeremias: Receio-me dos judeus, que se passaram aos caldeus: Não suceda que eu seja entregue nas mãos dêles, e me tratem indignamente. 20E respondeu Jeremias: Não te entregarão: Rogo-te que ouças a voz do Senhor, que eu te anuncio, e será bem para ti, e viverá a tua alma. 21Mas se não quiseres sair: Esta é a palavra que me mostrou o Senhor: 22Eis-aí tôdas as mulheres, que ficaram na casa do rei de Judá, serão conduzidas aos príncipes do rei de Babilônia: E elas dirão: Enganaram-te, e puderam mais do que tu os homens da tua paz, atolaram-te no lamaçal, e meteram os teus pés no escorregadouro, e se apartaram de ti. 23E tôdas as tuas mulheres, e teus filhos serão levados aos caldeus: E não escaparás das suas mãos, senão por mão do rei de Babilônia serás prêso: E êle fará arder em fogo esta cidade. 24Disse pois Sedecias a Jeremias: Ninguém saiba estas palavras, e não morrerás: 25E se ouvirem os príncipes que tenho falado contigo, e vierem a ti, e te disserem: Dize-nos o que falaste com o rei, e não no-lo encubras, e nós te não niataremos: E que falou o rei contigo?, 26Tu lhes dirás: Eu fiz ao rei minhas humildes deprecações, para que me não mandasse novamente levar à casa de Jonatan, para eu ali não morrer. 27Vieram pois todos os príncipes, a Jeremias, e lhe fizeram as sobreditas perguntas: E êle lhes respondeu conforme a tudo o que o rei lhe havia mandado, e não o inquietaram mais: Porque se não havia divulgado nada. 28Mas Jeremias permaneceu no vestíbulo do cárcere até o dia em que foi tomada Jerusalém: E de fato foi tomada Jerusalém.

Jeremias 39

1O nono ano de Sedecias, rei de Judá, no décimo mês, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, e todo o seu exército a Jerusalém, e a sitiaram. 2O undécimo ano porém de Sedecias, ao quinto dia do quarto mês, se fêz a brecha na cidade. 3E todos os príncipes do rei de Babilônia entraram e se alojaram junto à porta do meio: A saber, Neregel, Sereset, Semegárnabu, Sarsaquim, Rabsares, Neregel, Sereser, Rebmag, e todos os outros príncipes do rei de Babilônia. 4Sedecias, rei de Judá, e tôda a gente de guerra tendo-os visto, fugiram: E de noite: saíram da cidade pelo caminho do jardim do rei, e pela porta, que estava entre dois muros, e foram buscar o caminho do deserto. 5Mas foi em seu alcance o exército dos caldeus: E apanharam a Sedecias no campo da solidão de Jericó, e o levaram cativo a Nabucodonosor, rei de Babilónia, a Reblata, que está na terra de Emat: E êste lhe pronunciou a sua sentença. 6E o rei de Babilônia matou em Reblata aos filhos de Sedecias diante de seus olhos: E a todos os nobres de Judá fêz matar o rei de Babilônia. 7Mandou também arrancar os olhos a Sedecias: E fê-lo carregar de ferros para ser levado a Babilônia. 8Queimaram outrossim os caldeus o palácio do rei, e a casa do povo, lançando-lhe fogo, e derribaram o muro de Jerusalém. 9E os restos do povo, que haviam ficado na cidade. e os desertores, que se tinham ido entregar a êle, e o resto inútil dos do vulgo, que haviam ficado, os levou a Babilônia Nabuzardan, general do exército. 10E aos mais pobres da plebe, que não tinham absolutamente coisa alguma, Nabuzardan, general do exército, os deixou ficar na terra de Judá: E lhes deu vinhas e cisternas naquele dia. 11Mas Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha dado esta ordem a Nabuzardan, general do exército, acêrca de Jeremias, dizendo: 12Toma-o, e põe sôbre êle os teus olhos, e não lhe faças mal nenhum, mas concede-lhe tudo o que êle quiser. 13Enviou pois Nabuzardan, general do exército. e Nabusezban, e Rabsares, e Neregel, e Sereser, e Rebmag, e todos os magnates do rei de Babilônia, 14enviaram, e tomaram a Jeremias do vestíbulo do cárcere, e o entregaram a Godolias, filho de Aicão, filho de Safan, para que êle habitasse em sua casa, e vivesse entre o povo. 15E tinha sido dirigida a palavra do Senhor a Jeremias, quando êste estava prêso no vestíbulo do cárcere, a qual dizia: 16Vai e fala a Abdemelec etíope, dizendo: Isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Eis-aqui estou eu que farei cumprir as minhas palavras sôbre esta cidade em dano seu, e não em bem: E verificar-se-ão naquele dia à tua vista. 17Mas eu te livrarei nesse dia, diz o Senhor: E não serás entregue nas mãos dos homens, que tu temes: 18Mas eu tirando-te delas te livrarei, e não cairás morto à espada: E salvarás a tua vida, porque tiveste confiança em mim, diz o Senhor.

Novo Testamento1Cor 6

1 Coríntios 6

1Atreve-se algum de vós, tendo negócio contra outro, ir a juízo perante os iníquos, e não à presença dos Santos? 2Porventura não sabeis que os Santos hão de um dia julgar a êste mundo? E se o mundo há de ser julgado por vós, sois vós porventura indignos de julgar das coisas mínimas? 3Não sabeis que havemos de julgar aos Anjos? Pois quanto mais as coisas do século? 4Portanto, se tiverdes diferenças por coisas do século: Estabelecei aos que são de menor estimação na Igreja, para julgá-las. 5Eu vo-lo digo para confusão vossa. E” possível que não haja entre vós um homem sábio, que possa julgar entre seus irmãos? 6Mas o que se vê é que um irmão litiga com outro irmão: E isto diante de infiéis. 7Jão haver entre vós demandas de uns contra os outros: E” sem controvérsia um pecado que cometeis. Por que não sofreis vós antes a injúria? Por que não tole-rais antes o dano? 8Mas vós mesmos sois os que fazeis a injúria, e os que causais o dano: E isto a vossos próprios irmãos. 9Acaso não sabeis que os iníquos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: Nem os era-pulosos, nem os idólatras, nem: os adúlteros. 10Nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os que se dão a bebedices, nem os maldizentes, nem os roubadores hão de possuir o reino de Deus. 11E tais haveis sido alguns: Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido jus-.tificados em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo Espirito do nosso Deus. 12Tudo me é permitido, mas nem tudo ine convém: Tudo me é permitido, mas eu de ninguém me farei escravo. 13Os manjares são para o ventre, e o ventre para os manjares: Mas Deus destruirá tanto aquele como a êstes: E o corpo não é para a devassidão mas para o Senhor: E o Senhor para o corpo. 14E Deus também ressuscitou ao Senhor: E nos ressuscitará a nós pela sua virtude. 15Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei eu logo os membros de Cristo, e fá-los-ei membros duma prostituta Deus nos livre de tal, 16Não sabeis porventura que o que se ajunta com a prostituta, faz-se um mesmo corpo com ela? Porque serão, disse, dois em uma carne. 17Mas o que está unido ao Senhor, é um mesmo espírito com êle. 18Fugi da fornicação. Todo o outro pecado, qualquer que o homem cometer, é fora do corpo: Mas o que comete fornicação, peca contra o seu próprio corpo. 19Acaso não sabeis que os vossos membros são templo do Espirito Santo, que habita em vós, o qual terdes por vo-lo haver dado Deus, e que não sois mais do que vós mesmos? 20Porque vós fostes comprados por um grande preço: Glorificai pois, e trazei a Deus no vosso corpo.

Salmos e ProvérbiosSl 118,12-23 (119)

Salmo 118 (119)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 119.

12Bendito és, Senhor: Ensina-me as tuas justificações. 13Com os meus lábios pronunciei todos os juízos da tua bôca. 14Eu me deleitei no caminho de teus testemunhos, como em tôdas as riquezas. 15Nos teus mandamentos me exercitarei: E considerarei os teus caminhos. 16Nas tuas justificações meditarei: Não me esquecerei das tuas palavras. 17Ghimel. Concede esta graça ao teu servo, dá-me vida: E eu guardarei as tuas palavras. 18Tira o véu dos meus olhos: E eu considerarei as maravilhas da tua lei. 19Eu sou peregrino na terra: Não escondas de mim os teus mandamentos. 20A minha alma desejou ansiosa em todo o tempo as tuas justificações. 21Increpaste os soberbos: Malditos os que se apartam dos teus mandamentos. 22Livra-me do opróbrio, e desprêzo: Porque busquei cuidadoso os teus mandamentos. 23Pôsto que se sentaram os príncipes, e falavam contra mim: O teu servo todavia se exercitava nas tuas justificações.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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