Provérbios 12
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Aquêle que ama a disciplina, ama a ciência: Mas o que aborrece as repreensões, é um insensato. 2Aquêle que é bom, terá cio Senhor graça: Mas o que põe a confiança nos seus próprios pensamentos, obra como ímpio. 3O homem não sc corroborará pela impiedade: E a raiz dos justos não será abalada. 4A mulher diligente é a coroa de seu marido: E a que obra coisas dignas de confusão far-lhe-á apodrecer os ossos. 5Os pensamentos dos justos são cheios de justiça: E os conselhos dos ímpios são cheios de fraudulência. 6As palavras dos ímpios armam traições, a fim de verter sangue: A bôca dos justos será a que os livre. 7Transtorna aos ímpios, e não subsistirão: Mas a casa dos justos permanecerá firme. 8O homem será conhecido pela sua doutrina: Mas o que é vão e não tem senso, estará exposto ao desprêzo. 9Mais vale o pobre, que ainda assim tem o que lhe basta para passar, do que o jactancioso e necessitado de pão. 10O justo atende pela vida dos seus animais: Mas as entranhas dos ímpios são cruéis. 11Aquêle que lavra a sua terra, será farto de pão: Mas o que se entrega ao ócio, é quanto pode ser insensato. Aquêle que faz gôsto de se demorar em beber vinho, deixa afronta nas suas fortificações. 12O desejo do ímpio é apoiar-se na fôrça dos que são os piores de todos: Mas a raiz dos justos cada vez lançará mais garfos. 13Pelos pecados dos lábios se vai apropinquando a ruína ao mau: Porém o justo escapará dos transes mais apertados. 14Cada um será cheio de bens conforme fôr o fruto da sua bôca, e ser-lhe-á dada a retribuição conforme forem as obras das suas mãos. 15O caminho do insensato é direito aos seus olhos: O que porém é sábio ouve os conselhos. 16O fátuo logo mostra a sua ira: Mas o que dissimula a injúria é prudente. 17Aquêle que afirma o que bem sabe, é um auxiliar de justiça: Mas o que mente é uma testemunha enganadora. 18Há quem promete, e como ferido com uma espada, é pela consciência estimulado: Mas a língua dos sábios é saúde. 19O lábio de verdade será sempre constante: Mas a testemunha que é inconsiderada, urde uma linguagem de mentira. 20No coração dos que pensam males há engano: Porém àqueles que têm conselhos de paz, segue o gôzo. 21Não entristecerá ao justo coisa alguma, qualquer que fôr a que lhe acontecer: Mas os ímpios estarão cheios de mal. 22Os lábios mentirosos são abominação para o Senhor: Mas os que obram fielmente lhe agradam. 23O homem sagaz encobre a ciência: E o coração dos insipientes apressa-se a manifestar a sua estultícia. 24A mão dos fortes dominará: Porém a que é remissa será sujeita a pagar tributos. 25A melancolia no coração do homem o abaterá, e com boas palavras se alegrará. 26Aquêle que por amor de seu amigo não faz caso de passar por alguma perda, é justo: Mas o caminho dos ímpios seduzi-los-á. 27O fraudulento não achará ganância: E o cabedal do homem será ouro precioso. 28A vida está na vereda da justiça: Mas o caminho que é descaminho, guia para a morte. Capítulo