Provérbios 14
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1A mulher prudente edifica a sua casa. A insipiente destruirá ainda com as suas mãos a que está já feita. 2Aquêle que anda pelo caminho direito, e que teme a Deus, é desprezado pelo outro, que anda pelo caminho infame. 3Na bôca do insensato está a vara da soberba: Mas os lábios dos sábios são os que os. conservam. 4Onde não há bois despejada está a abegoaria: Mas onde há muitíssimas searas, aí está manifesta a fôrça do boi. 5A testemunha fiel não mente: Mas a testemunha dolosa profere a mentira. 6O mofador busca a sabedoria, e não a acha: A doutrina dos prudentes é fácil. 7Caminha ao contrário do homem insensato, pois não sabe as palavras da prudência. 8A sabedoria do homem sagaz é compreender bem o seu caminho: E a imprudência dos insensatos é errante. 9O insensato zombará com o pecado. e entre os justos morará a graça. 10Quando o coração conhece bem a amargura da sua alma, não se misturará o estranho na sua alegria. 11A casa dos ímpios será destruída: Mas as tendas dos justos florescerão. 12Há um caminho, que parece direito ao homem: E no cabo êle guia para a morte. 13O riso será misturado com a dor, e aos fins do gôsto sucede a tristeza. 14O insensato será farto dos seus caminhos, e o homem virtuoso ficará superior a êle. 15O inocente dá crédito a tudo o que se lhe diz: O sagaz considera os seus passos. Ào filho que não é sincero, nada lhe sairá bom: Mas o servo que tem juízo, será afortunado nas suas emprêsas, e ver-se-á bem dirigido no seu. caminho. 16O sábio teme, e desvia-se do mal: O insensato passa adiante, e dá-se por seguro. 17O impaciente fará ações de loucura: E o homem dissimulado é odioso. 18Os imprudentes possuirão a loucura: E os sagazes esperarão a ciência. 19Estarão deitados por terra os maus diante dos bons: E os ímpios diante das portas dos justos. 20O pobre será odioso até ao seu parente mais chegado: Porém os amigos dos ricos serão muitos. 21Aquêle que despreza ao seu próximo, peca: Mas o que se compadece do pobre será bem-aventurado. Aquêle que crê no Senhor ama a misericórdia. 22Os que obram mal erram: A misericórdia e a verdade são as que nos adquirem os bens. 23Em todo o trabalho haverá abundância: Mas onde há muitíssimas palavras, aí freqiientemente se acha a indigência. 24As riquezas dos sábios são a sua coroa: A fatuidade dos insensatos é imprudência. 25A testemunha fiel livra as almas: A que porém é dobre profere mentiras. 26No temor do Senhor há confiança cheia de torta-leza, e seus filhos terão esperança. 27O temor do Senhor é uma fonte de vida, para que se desviem da ruína da morte. 28Na multidão do povo está a dignidade do rei: E na pouquidade da plebe a ignomínia do príncipe. 29O que é paciente. governa-se com muita prudência: O que porém é impaciente, assinala a sua loucura. 30A saúde do coração é a vida da carne: A inveja é a podridão dos ossos. 31O que calunia ao necessitado, insulta ao que o criou: Mas honra-o aquêle que se compadece do pobre. 32O ímpio será expelido na sua malícia: Mas o justo espera na sua morte. 33A sabedoria descansa no coração do prudente, e êle instruirá todos os ignorantes. 34A justiça exalta as nações: Mas o pecado faz miseráveis os povos. 35O ministro inteligente é aceito ao rei: O inútil sentirá a sua ira.