Provérbios 15
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1A resposta branda quebra a ira: A palavra dura suscita o furor: 2A língua dos sábios orna a ciência: A bôca dos insensatos tôda se desfaz em dizer loucuras. 3Os olhos do Senhor em todo o lugar contemplam aos bons e aos maus. 4A língua pacífica é uma árvore de vida: Mas a que é imoderada, quebrantará o espírito. 5O insensato faz escárnio da correção de seu pai: Mas o que toma para si as repreensões, far-se-á mais avisado. Na abundante justiça há uma grandíssima fôrça, mas os pensamentos dos ímpios serão desarraigados. 6A casa do justo é mui grande fortaleza: E nos frutos do ímpio não há senão turbação. 7Os lábios dos sábios difundirão a ciência: O coração dos insensatos será dissemelhante. 8As vítimas dos ímpios são abomináveis ao Senhor: Os votos dos justos o aplacam. 9O caminho do ímpio é abominação para o Senhor: O que segue a justiça é amado dêle. 10A doutrina é má para o que deixa o caminho da vida: Aquêle que aborrece as repreensões. morrerá. 11O inferno e a perdição estão diante do Senhor: Quanto mais o estarão os corações dos filhos dos homens! 12O homem pernicioso não ama a quem o repreende: Nem vai buscar aos sábios. 13O coração contente alegra o semblante: Com a tristeza de alma se abate o espírito. 14O coração do sábio busca a doutrina: E a bôca dos insensatos se apascenta de imperícia. 15Todos os dias do pobre são maus: A alma tranquila é como um banquete continuo. 16Com temor do Senhor mais vale o pouco do que os grandes tesouros que nunca jamais saciam. 17Mais vale ser chamado com afeto a comer umas ervas, do que comer um gordo novilho com desamor. 18O homem iracundo provoca reixas: O que é paciente aplaca as que tem já excitado. 19O caminho dos preguiçosos é como uma sebe de espinhos: O caminho dos justos é sem tropeço. 20O filho sábio alegra a seu pai: E o homem insensato despreza a sua mãe. 21A loucura é gôsto para o insensato: E o varão prudente mede os seus passos. 22Os pensamentos dissipam-se onde não há conselho: Mas onde há muitos conselheiros, se confirmam. 23Alegra-se o homem na sentença da sua bôca: Mas a palavra oportuna é a melhor. 24A vereda da vida está acima do homem instruído, para se desviar do mais profundo do inferno. 25O Senhor demolirá a casa dos soberbos, e firmará os limites do campo da viúva. 26Os maus pensamentos são a abominação do Senhor: E a palavra pura como muito agradável, será por êle aprovada. 27Aquêle que vai atrás da avareza, perturba a sua casa: O que porém aborrece as dádivas viverá. Os pecados purificam-se pela misericórdia e pela fé: E todo o homem evita o mal por meio do temor do Senhor. 28A alma do justo medita a obediência: A bôca dos ímpios trasborda em males. 29O Senhor está longe dos ímpios: E êle atenderá às orações dos justos. 30A luz dos olhos alegra a alma: A boa reputação engorda os ossos. 31O ouvido que ouve as repreensões salutares terá a sua morada no meio dos sábios. 32Aquêle que rejeita a disciplina, despreza a sua alma: Mas o que está pelas repreensões, é possuidor do seu coração. 33O temor do Senhor é a disciplina da sabedoria: E a humildade precede a glória.